Em livro, Cardeal fala sobre matrimônio, divorciados recasados e aborto

 “A Igreja não pode mudar a indissolubilidade do matrimônio”, afirma Cardeal em seu livro “Relatório sobre a esperança”

Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé./Foto: Daniel Ibáñez  Aci Digital

Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé./Foto: Daniel Ibáñez Aci Digital

O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Ludwig Müller, visitou Madri, na Espanha para apresentar seu livro “Relatório sobre a esperança” através do qual explica que “a Igreja nunca terá autoridade para distribuir os sacramentos por uma suposta visão compassiva”, por isso não poderá “conceder segundas núpcias enquanto o primeiro cônjuge continue vivo”.

Durante a coletiva de imprensa, falou sobre a “contradição” entre estar divorciado e casar-se novamente e querer comungar.

“Não é possível viver na graça de Deus em situação de pecado”, afirmou o Cardeal. “A Igreja não tem o poder de mudar o direito divino, não pode mudar a indissolubilidade do matrimônio. Não é possível dizer sim a Jesus Cristo na Eucaristia e não ao matrimônio. É uma contradição objetiva”.

A respeito da aproximação das famílias em situação irregular refletida na exortação do Papa Francisco sobre a família, ‘Amoris Laetitia’, o Cardeal sublinhou que quando uma pessoa está “em pecado mortal” tem que receber o sacramento da penitência e isto “não o pode ser mudado pelo Papa nem por um concílio ecumênico”.

Por outra parte, o Prefeito explicou que o Papa pede à Igreja pensar como integrar estas pessoas que “apesar de viver uma situação incorreta querem aproximar-se da Igreja”, mas advertiu das “interpretações falsas” que vão “além do dogma da Igreja”.

Nesse sentido, explicou que no caso dos divorciados recasados, devem “separar-se do esposo ilegítimo” ou conviver com ele em “perfeita castidade” pois não é justificável “uma situação contrária à lei divina”.

O Cardeal Müller destacou o estilo “pastoral e próximo às pessoas” do Papa Francisco e sublinhou que o livro foi elaborado “com grande dedicação ao Papa”, por isso pediu que não sejam mal interpretadas suas palavras e que não se “inventem contradições” entre os Pontífices.

Por sua parte, o Arcebispo de Madri, Dom Carlos Osoro, acerca do título do livro do Cardeal Müller, destacou a esperança que a Igreja pode oferecer ao homem de hoje.

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