Conheça a freira condenada à morte por um tribunal nazista

Desafiadora, Irmã Maria Restituta pendurava crucifixos nas paredes de seu hospital, e não os removeu

Conheça a freira condenada à morte por um tribunal nazista 09.05.16A Irmã Maria Restituta começou a Quaresma de 1942 presa. Ela fora levada na Quarta-feira de Cinzas. Seu crime: “pendurar crucifixos”. Ela foi condenada à morte. No ano seguinte, na terça-feira da Semana Santa, ela foi executada.

1° de maio de 1894 foi um dia feliz para Anton e Maria Kafka. Maria tinha acabado de dar à luz seu sexto filho, e mãe e filha passavam bem. Os pais orgulhosos deram ao seu bebê o nome de Helena. Devotos católicos, Anton e Maria batizaram Helena apenas 13 dias após seu nascimento.

A cerimônia foi na Igreja da Assunção, na cidade de Husovice, localizada na Áustria. Antes de Helena completar dois anos, a família mudou-se para a cidade de Viena.

Helena era boa aluna e trabalhou duro. Ela recebeu a Primeira Comunhão na Igreja de St. Brigitta em maio de 1905 e seu Crisma foi um ano depois na mesma igreja. Após oito anos de escola, ela passou um ano no serviço de limpeza e, com 15 anos, estava trabalhando como criada, cozinheira e sendo treinada para ser enfermeira.

Aos 19 anos, ela se tornou enfermeira assistente no Lainz City Hospital. Este foi o primeiro contato de Helena com as Irmãs Franciscanas da Caridade Cristã  e, como ela alimentava em seu coração o desejo de tornar-se religiosa, quando completou vinte anos entrou para a Congregação. Ao fazer os votos, em 23 de outubro de 1915, tornou-se Irmã Maria Restituta. Ela fez seus votos perpétuos um ano depois e começou a trabalhar como enfermeira.

Até o final da Primeira Guerra Mundial, a Irmã Restituta foi enfermeira chefe cirúrgica no Hospital de Modling em Viena. Ela nunca tinha ouvido falar de Adolf Hitler e nunca poderia imaginar que um dia, por causa deste homem, sua amada nação seria anexada à República Alemã.

Em 12 de março de 1938, o partido nazista austríaco conseguiu um bem sucedido golpe de Estado e tomou o controle do governo. O imprevisto e inimaginável havia acontecido, e Hitler agora controlava orgulhoso a nação austríaca.

Irmã Restituta foi muito sincera em sua oposição ao regime nazista. Quando uma nova ala para o hospital foi construída, ela pendurou um crucifixo em cada um dos novos quartos. Os nazistas exigiram que fossem removidos. Disseram para Irmã Restituta que ela seria demitida caso não cumprisse.

Ela recusou. Os crucifixos permaneceram nas paredes.

Um dos médicos da equipe, um nazista fanático, não gostou de sua atitude. Ele a denunciou ao Partido e, na Quarta-feira de Cinzas de 1942, ela foi presa pela Gestapo quando saía da sala de cirurgia. As acusações contra ela incluíam “pendurar crucifixos e escrever um poema que zombava de Hitler”.

Os nazistas prontamente a condenaram à morte por guilhotina por “favorecer o inimigo e conspiração para cometer alta traição”.  Eles ofereceram a sua liberdade se ela abandonasse as Franciscanas, que tanto amava. Ela se recusou, inflexível. Embora muitas freiras tenham perdido suas vidas nos campos de extermínio, Irmã Restituta seria a única freira católica processada, julgada e condenada à morte por um tribunal nazista.

Um pedido de clemência foi tão longe que chegou à mesa do secretário pessoal e chanceler do Partido Nazista de Hitler, Martin Bormann. Sua resposta foi que a execução da Irmã “proporcionaria eficaz intimidação para outros que quisessem resistir aos nazistas”. Irmã Maria Restituta passou seus últimos dias na prisão cuidando dos doentes. Por causa do seu amor pelo crucifixo – ou melhor, por Aquele que morreu na cruz – ela foi decapitada em 30 de março de 1943.

O dia em que morreu era uma terça-feira da Semana Santa. Ela tinha 48 anos.

Papa João Paulo II visitou Viena  em 1998, onde beatificou Helena Kafka, a menina cujo destino era o serviço. Ela foi declarada beata Maria Restituta. Ela tinha aprendido a servir os outros muito bem. Mas o que ela melhor serviu foi seu Salvador. Ela lhe deu sua vida.

Bem-Aventurada Irmã Maria Restituta, rogai por nós.

Aleteia / Larry Peterson

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