Eucaristia – O Pão da Vida

A bíblia narra no Evangelho segundo S. João no capítulo 6, o milagre da multiplicação dos pães, quando Jesus saciou a fome de diversas pessoas. Com este milagre, muitos queriam proclamá-lo rei, no entanto, não era essa a intenção do Mestre, mas já se tratava de uma preparação para o entendimento da maior expressão de amor de Jesus por nós – o santo sacrifício da cruz e a instituição da Eucaristia. Depois disso em outra ocasião, Jesus fala sobre um alimento verdadeiro:

jp“Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”. (Jo 6, 35; 51).

Este discurso escandalizou muitos dos seus discípulos, que deixaram de segui-Lo, achando que isso era duro demais, seria demasiadamente difícil “comer a carne de alguém”. Somente ficaram aqueles que receberam as palavras de Jesus como “palavras de vida eterna”. Estes puderam saborear “o pão descido do céu” através do sacramento da Eucaristia.

 “Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até o fim. Sabendo que chegara a hora de partir deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor. Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes de sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e de sua ressurreição, e ordenou a seus apóstolos que a celebrassem até a sua volta, “constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento” (CIC 1337).

Na quinta-feira santa, Jesus celebrou com os apóstolos a última ceia, momento em que disse: “Desejei ardentemente comer esta páscoa convosco antes de sofrer; pois eu vos digo que já não a comerei até que ela se cumpra no Reino de Deus”… “E tomou um pão, deu graças, partiu-o e distribuiu-o a eles dizendo: Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice dizendo: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós” (Lc 22,7-20). Assim, Jesus deixa a Eucaristia para a Igreja, pedindo que este Santo Sacramento fosse realizado em sua memória. Logo após, ocorre a paixão, morte e ressurreição de Cristo, o que une profundamente a Eucaristia com o sacrifício da cruz, fazendo deste sacramento o “Memorial da Paixão e da Ressurreição do Senhor”.

Os apóstolos obedeceram à ordem de Jesus e passaram a celebrar a Eucaristia através da Santa Missa. “Eles eram perseverantes ao ensinamento dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações. (…) Dia após dia, unânimes, mostravam-se assíduos no templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração” (At 2,42. 46).

E daí em diante a Igreja celebra cotidianamente este Santo Sacrifício. O Papa João II afirmou na Encíclica Ecclesia de Eucharistia que a “A Igreja vive da Eucaristia”, que é um mistério de fé, o elo que nos une e nos torna membros do Corpo de Cristo. “A Eucaristia cria comunhão e educa para a comunhão (Idem)”.  É o sublime sacramento, por isso devemos a Ela um profundo amor e respeito, pois é o próprio Jesus que se doa perpetuamente por cada um de nós.

Macileide  Passos Alves

(Missionária – Comunidade Mãe Imaculada)

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