A sexualidade no plano de Deus

Deus criou o homem e a mulher com uma identidade sexual, para que se completassem e cumprissem o seu desígnio: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,28) e isto deveria ser feito através da união lícita de ambos, ou seja, pelo matrimônio, por isso “O homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tomam uma só car­ne” (Gn 2,24). Entretanto, por causa do pecado a humanidade sempre esteve inclinada a desrespeitar esses preceitos do Senhor, por relações desordenadas na sexualidade. Deste modo, a Igreja ensina que a castidade é a primeira vocação que o homem deve ter na vivência de uma sexualidade pautada nos planos de Deus, pois ela o ensinará a ter domínio de si e não se deixar levar pelas paixões enganadoras.

castO artigo 2349 do Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que:

   “A castidade há de distinguir as pessoas de acordo  com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários. As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência.”

Isto equivale a dizer que a orientação da Igreja para os solteiros é a vivência da virgindade e continência e os casados devem ser fiéis um ao outro, evitando o adultério.

Assim são consideradas ofensas à castidade os seguintes pecados:

  • Masturbação: Excitação genital individual fora da relação sexual e do matrimônio;
  • Fornicação: União carnal de homem e mulher fora do matrimônio (sexo antes ou fora do casamento);
  • Luxúria: Desejo desordenado do prazer venéreo;
  • Pornografia: Exibição a terceiros da intimidade ou atos sexuais;
  • Estupro: Ato sexual sob coação e violência.

Desta forma, o cristão deve evitar essas práticas, buscando viver de forma pura. Jesus disse no sermão da montanha “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!” (Mateus 5, 8). O que nos faz crer que a pureza nos aproxima de Deus.

Quanto ao amor dos esposos, a Igreja ensina que “A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher” (CIC, 2360) e ainda deve ter um fim duplo: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. A fidelidade conjugal do casal cristão deve ser por toda a vida, conforme os noivos prometem no altar e até que a morte os separe, não sendo o divórcio permitido, pois o matrimônio é indissolúvel. Há casos muito específicos e depois de um longo processo em que há a nulidade do casamento, mas esta não é a regra. O desejo da Igreja é que homem e mulher sejam felizes e possam constituir famílias cristãs. O matrimônio deve estar aberto à fecundidade, pois o ato sexual deve ter o aspecto unitivo e procriativo, ou seja, deve aproximar os cônjuges na vivência do amor, estando aberto à vida O controle da natalidade ou espaçamento entre o nascimento dos filhos deve ser feito através de métodos naturais de regulação, isto é sem o recurso de anticoncepcionais, preservativos ou dispositivos artificiais colocados na mulher, pois a igreja considera que “é intrinsecamente má toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” (CIC, 2370). Ficando, o casal cristão orientado a viver uma paternidade/maternidade responsável, mas orientada por métodos naturais, como por exemplo: Billings, Tabelinha, Temperatura Basal.

Por fim, este mandamento ordena a sexualidade humana de uma forma bem ampla. Que Deus nos conceda a graça de vivermos a sexualidade de forma cristã e de acordo com a sua santa vontade… E que a Virgem Imaculada interceda para que aprendamos a virtude da pureza tão necessária nos tempos atuais. Mãe Imaculada, rogai por nós!

Macileide Passos Alves

(Missionária – Comunidade Mãe Imaculada)

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