A missão de abrir caminhos

A missão de abrir caminhos 28.06.16

Dom Gil Antônio Moreira

A Igreja, à semelhança de São João Batista, em sua missão de anunciar a Cristo anima seus fiéis a serem abrangentes em sua vivência de fé. O anúncio de Cristo Redentor propõe uma transformação radical das pessoas a partir de dentro, e a começar pelo amor incondicional a Deus passando de imediato ao amor ao próximo.

A ação da Igreja tem como motor o amor de Cristo que a impulsiona. Sem ele, nada se realiza e nem persevera, pois este é a alma vivificadora da missão. Papa Francisco nos convoca: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo. (…) Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida” (A alegria do Evangelho, 49).

Na Arquidiocese de Juiz de Fora, o espírito missionário tem sido desenvolvido com forte acento nestes últimos anos. O tema Missão tem sido prioridade em nossa vida pastoral, a partir do Sínodo Arquidiocesano. Foi reforçado o projeto das Igrejas Irmãs, uma intercolaboração entre as Igrejas de Óbidos-PA e Juiz de Fora-MG. Atualmente contamos com a presença de dois padres e dois leigos que exercem o serviço de missionariedade na Paróquia São Martinho de Lima, em Óbidos-PA. A presença destes missionários ali é, na verdade, a presença da Igreja juiz-forana na missão além-fronteira, anunciando Cristo, como fez o Precursor.

A missão, contudo, não se resume em ir para longe. Temos a alegria de ter em nossa Arquidiocese o grupo dos Jovens Missionários Continentais, que são jovens que escolheram dedicar um tempo de suas vidas para levar a vida de Jesus ao próximo. Esse grupo nasceu após a Jornada Mundial da Juventude do ano de 2013, com o anseio de viver para aquilo que Papa Francisco os enviou ao final da JMJ: “Ide, sem medo, para servir”.

Ser missionário, anunciar Cristo como fez São João, é inerente à condição de ser Igreja. O Senhor a fundou assim. Ele, ao final de sua vida terrestre, enviou os seus discípulos dois a dois a todos os lugares onde ele próprio deveria ir, como nos ensinam os santos evangelhos.

É necessário que o interesse pela missão ampla seja levado aos corações das crianças, dos jovens e dos adultos; às escolas e aos grupos, aos movimentos e às novas comunidades. Se não for missionária, a Igreja perde seu sentido. Se não formos missionários não seremos autênticos discípulos do Senhor.

A pessoa humana somente se encontrará a si própria e a humanidade seguirá seu caminho seguro se for fiel ao que foi revelado pelo Criador, por meio de Cristo, no mistério da encarnação, pois nele se encontra a verdade sobre Deus, sobre a pessoa humana e sobre o mundo.

São João Batista, cuja festa celebramos a 24 de junho, colocado à frente do Senhor, transformou-se em imagem de todo aquele que crê e sabe que sua fé o faz mensageiro, precursor e anunciador do Senhor da História, abrindo caminhos para Deus nos corações.

CNBB / Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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