6 aspectos positivos dos limites para as crianças

Happy child in spring field
© Sunny studio / Shutterstock
São básicos para que se sintam seguros, apoiados, protegidos e amados

Os limites são como um roteiro que oferecemos aos nossos filhos. À medida que crescem, vão aprendendo graças aos limites: o que é “sim”, o que é “não” e o que é “escolher”, porque há coisas que são opcionais.

Em No tengas miedo a decir no, de Ediciones Palabra, Osvaldo Poli nos ensina que os limites não obrigam a pessoa, mas marcam rotas.

São mapas, e pode-se tomar uma rota ou outra, mas o importante é saber que existem rotas diferentes e que essa criança aprenderá a decidir com a prática diária, guiada por nós.

Por que devemos estabelecer limites e normas aos nossos filhos?

Todas as crianças têm o direito de aprender as coisas mais difíceis e mais úteis da vida em um ambiente onde se sintam seguras, apoiadas, protegidas e amadas.

Todo mundo tem limites. A sociedade coloca limites permanentemente. Não é melhor que nossos filhos aprendam de nós, que amamos, cuidamos e temos mais paciência com eles?

Fora da nossa casa vão ser colocados limites, mas não com tanta compreensão. Vão colocá-los de forma arbitrária, dura; a sociedade limita, as escolas limitam.

O mais importante é que aprendam esses limites de nós, daqueles que os querem bem.

6 aspectos positivos dos limites para as crianças

Os limites fornecem às crianças muitas qualidades positivas:

1- Uma criança aprende a caminhar pela vida sabendo o que pode e o que não pode fazer; o que está e o que não está permitido. As crianças tentarão ir além desse limite, porque é uma maneira de saber o que é. Nossa obrigação como pais é ser firmes e também cumprir as regras. A criança verá se o que nós dizemos, nós cumprimos depois. Se começo a permitir porque estou cansado, porque não tenho vontade, porque a minha cabeça dói, porque “bom, amanhã falo com ele”, na realidade, a mensagem é “a mamãe ou o papai disse que não pode, mas pode”. As crianças não aprendem com palavras, aprendem com comportamentos.

2- Proteção. As crianças aprendem muito cedo que se algum adulto se dá ao trabalho de explicar, de colocar um castigo, de esperar que cumpra o dever, de explicar outra vez… é porque quer proteger. Obviamente, elas não dirão com palavras: “obrigado, mãe, por me deixar sem televisão porque sei que você quer me proteger”. Portanto, pela repetição, ao longo dos anos elas vão entender.

3- Enfrentar com sucesso as situações sociais. Os limites fazem que as crianças tenham mais sucesso nas distintas situações sociais, porque algo que os limites ensinam é a respeitar o direito do outro. Nós, quando limitamos nossos filhos, ensinamos a eles que para tudo existe uma barreira, e que quando tentamos passar esta barreira, encontram-se os direitos do outro, e não devemos invadir.

4- Desenvolvimento da autoestima. Autoestima é a forma como vemos nós mesmos e como valorizamos o que somos e o que fazemos.

5- Autocontrole. As crianças aprendem a responsabilidade por seu próprio comportamento, aprendem que tudo tem uma consequência. Aprendem a aceitar a responsabilidade de seus atos. Todas as nossas escolhas têm suas consequências.

6- Desenvolvimento moral. Saber como funciona o mundo, saber onde começam os direitos de uma pessoa, onde terminam os meus direitos, o que posso e o que não posso fazer, as coisas boas e as ruins, as coisas permitidas e as não permitidas, é fundamental para o desenvolvimento moral.

Ediciones Palabra

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