Vaticano esclarece afirmações do Cardeal Sarah sobre a celebração da Missa

Foto referencial. Crédito: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

Foto referencial. Crédito: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou na segunda, 11, um comunicado esclarecendo algumas recentes declarações do Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, contendo uma sugestão de mudança na celebração da Missa a partir do Advento.

No texto, publicado hoje pelo ainda diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, intitulado “Algumas elucidações sobre a celebração da Missa”, precisa-se que “não estão (…) previstas novas diretrizes litúrgicas a partir do próximo Advento, como alguns impropriamente deduziram a partir de algumas palavras do Cardeal Sarah”.

O comunicado se refere a uma sugestão que o Cardeal africano fez no último dia 5 de julho em Londres, quando assinalou que “é muito importante que voltemos assim que possível a uma orientação comum, dos sacerdotes e fiéis todos na mesma direção: para o oriente ou ao menos para o tabernáculo”.

O Cardeal sugeriu como dia de início para sua proposta de celebração da Missa Ad Orientem –olhando ao oriente e de costas ao povo – “o primeiro Domingo do Advento (27 de novembro) deste ano” e pediu aos sacerdotes prudência e uma necessária catequese caso decidam efetuá-la.

O texto do Pe. Lombardi, que seguirá no cargo de Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano até o dia 31 de julho, também afirma que “é melhor evitar o uso da expressão ‘reforma da reforma’, em referência à liturgia, dado que às vezes foi fonte de equívocos”.

O comunicado também ressalta que o Prefeito da Congregação para o Culto Divino “sempre está preocupado justamente pela dignidade da celebração da Missa, de modo que se expresse adequadamente a atitude de respeito e adoração pelo mistério eucarístico”.

Do mesmo modo, o texto ressalta que “as normas relativas à celebração eucarística estão plenamente em vigor, como assinala o número 299” da Instrução Geral do Missal Romano, no qual se estabelece que se construa o altar afastado da parede, de modo a permitir andar em volta dele facilmente e a celebração se possa realizar de frente ao povo, o qual convém que seja possível em todas as partes. Segundo o mesmo, o altar, deve ocupar o lugar que seja de verdade o centro para espontaneamente convergir a atenção de toda a assembleia dos fiéis.

No comunicado recorda-se também que, “por sua parte, o Papa Francisco, em ocasião de sua visita ao dicastério do Culto Divino”, que é presidido pelo Cardeal Sarah, “recordou expressamente que a forma ‘ordinária’ da celebração da Missa (de frente para o povo) é a prevista no Missal promulgado pelo Papa Paulo VI, enquanto que a ‘extraordinária’, que foi permitida pelo Papa Bento XVI para as finalidades e com as modalidades explicadas por ele no Motu Proprio Summorum Pontificum, não deve, assim, tomar o lugar da ‘ordinária’”.

Quando um sacerdote celebra a Missa Ad Orientem, em certas partes da celebração olha de frente para o “leste litúrgico”, quer dizer para o altar e de costas para assembleia. Esta é uma prática comum na forma extraordinária da Missa.

De frente para o povo, ou versus populum, é a prática estendida na forma ordinária da Eucaristia.

Tudo isto, conclui o comunicado, “foi expresso acordemente no curso de uma recente audiência concedida pelo Papa ao mesmo Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino”

ACI Digital / Walter Sánchez Silva

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