Como fazer o Jejum?

Jejuar não significa passar fome. A prática do Jejum é um ato penitencial que ganha força no tempo da Quaresma, mas que pode e deve ser utilizada durante todo o resto do ano, é o que ressalta o Missionário Redentorista, padre Inácio Medeiros.

“A partir do advento de Jesus Cristo e do seu sacrifício redentor, paixão, morte e ressurreição, a Igreja começou a utilizar essa prática também como uma forma de penitência”, salienta o Missionário Redentorista.

jejPadre Inácio acrescenta que o Jejum age englobadamente com outros exercícios de penitência que, no fundo, são um sinal externo da conversão do coração, da mudança de vida, da transformação da própria vida.

Outra consideração importante é que a prática se distingue da abstinência de carne, que deve ser colocada em prática na Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, e na Sexta-Feira da Paixão.

Importante – O jejum não deve ser feito como algo obrigatório ou rotineiro. Assim como tantos outros exercícios que a Igreja propõe, a prática deve ser uma expressão do amor. “Se for feito assim, perde seu sentido e sua razão”, aponta o Redentorista.

Implicações – De acordo com Pe. Inácio Medeiros, o jejum não implica que a pessoa vá ficar o dia inteiro sem se alimentar. A proposta é reduzir o mínimo possível a alimentação, como demonstração de desprendimento dos bens materiais, dentre eles, o alimento, que é uma questão de subsistência. A prática implica que os fiéis cresçam na comunhão com Jesus Cristo e com todos os valores que o Redentor nos deixou.

Recomendações – E o jejum pode ser feito durante toda a Quaresma. Tradicionalmente, a prática é mais comum às sextas-feiras, pelo fato de o dia da semana recordar a Paixão e a morte de Jesus Cristo.

 Pessoas que têm menos de 16 anos ou 18 anos e também aquelas maiores de 65 anos estão dispensadas de fazer o jejum. Portadores de alguma doença ou problema físico, também. “Quem deve praticar o jejum são aquelas pessoas que tenham pleno vigor físico, ou seja, dos 16 ou 18, até os 65 anos”, explica Pe. Inácio.

O fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, é autor do livro “Práticas de Jejum”, que enfoca o assunto. Segundo o religioso, há quatro tipos básicos de jejum. A seguir, conheça cada um deles

  1.  Jejum da Igreja

O básico é que aquele que opte pela prática tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição (almoço ou jantar), substituindo a outra que não for feita por um lanche simples. “O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas refeições”. Evitar completamente, no dia do jejum, balas, doces e biscoitos também fazem parte da prática, assim como abrir mão de refrigerantes, bebidas e cafezinhos.

  1. Jejum a pão e água

A proposta é que se coma pão quando houver fome e que se beba água quando estiver com sede. Porém não é permitido ingerir os dois itens ao mesmo tempo. “É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Também se deve beber água várias vezes no decorrer do dia”, recomenda Pe. Jonas.

  1. Jejum à base de líquidos

Nesse tipo de jejum, o praticante deve passar o dia se alimentando apenas com líquidos, como sucos, chás e caldos de verduras, legumes e até carnes. “Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados e bem dispostos sem a quebra do jejum”, salienta.

  1. Jejum completo

Esse tipo de jejum implica que a pessoa não ingira qualquer tipo de alimento e apenas beba água. Segundo Pe. Jonas, é recomendável que, antes de praticá-lo, o fiel já tenha feito jejum a pão e água e o jejum à base de líquidos, como treinamento.

No jejum completo, é fundamental beber água várias vezes ao dia. Porém, existe a possibilidade de fazer o jejum sem ingerir água – o que é recomendável às pessoas mais experientes nessa prática.

Monsenhor Jonas Adib destaca que o fundamental é ter em mente que o jejum não significa um teste de resistência. “Não precisamos provar nada a ninguém: nem a nós, nem ao Senhor. O objetivo do jejum é nos encontrar com Deus, favorecer a oração e nos disciplinar. Ele serve para nos abrir à Graça da contemplação, da intercessão, a da Unção do Espírito Santo”, complementa.

Fonte: Editora Santuário.

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