Ide para águas mais profundas!

 “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar” (Lc 5,4).

jesuspesca Esse trecho do Santo evangelho foi dirigido a São Pedro e aos seus companheiros que estavam à beira do lago. A ordem de Jesus, foi “ir a águas mais profundas”. Obviamente, que Jesus sabia do cansaço e da decepção de Pedro e dos seus companheiros de terem trabalhado a noite inteira e não ter pescado nada, mas, mesmo assim, Jesus dá a ordem para retornar ao lago, porque o Senhor sabia que o lugar da pesca é nas águas profundas.

A fé é a bandeira do povo de Deus, que supera as fraquezas da vida humana. O cansaço e a decepção sempre levam para as águas rasas e paradas, nas quais se corre o risco de estacionar e talvez morrer. Entretanto, a fé e a obediência à Palavra de Deus levam o cristão a ir sempre às águas mais profundas, impulsionado pelo vento do Espírito Santo.

O batismo nos convida a irmos às águas mais profundas. Esse desafio é o próprio Deus e o seu amor que nos convidam a fazer uma experiência de sua graça. Em atenção ao convite do Senhor, devemos estar em constante busca das águas mais profundas.

A busca das águas mais profundas, também nos leva à missão do encontro com o nosso próximo e fazer ecoar a ordem do Senhor e ter essa experiência fundante do amor de Deus.

Nós, batizados dos tempos de hoje, temos que pedir ao Espírito Santo, o dom da parresía. O Padre Paulo Ricardo nos ensina que “a parresía remete à coragem, ao destemor de dizer a verdade, mesmo sob pena de ser condenado por isso. É uma característica dos Apóstolos de Cristo logo após terem recebido o Espírito Santo. Deve ser, portanto, a marca de todo o católico, confirmado em sua fé”.

A verdade que tem de ser proclamada. E essa verdade está expressa nas Sagradas Escrituras. A preguiça espiritual, traduzida no cansaço, nas vãs preocupações, tem que ser posta de lado e em atenção ao envio do Senhor, temos que ir para as águas mais profundas. Aqueles que não atendem ao seu envio e ficam na segurança das margens, entram numa espécie de esfriamento da fé e não adentram na dinâmica de uma vida missionária, onde a sua fé, o leva a se aprimorar no seguimento a Deus nos lagos desta vida.

A fé parada não produz os frutos na sua amplitude, por isso o cristão é enviado a ir a todas as partes, tão somente com a sua rede, enquanto pescador, sabendo que Deus proverá o necessário.

Ir às águas mais profundas é nada mais que seguir ao Senhor sem reservas, abandonando-se tão somente à vontade de Deus, sem limites. O amor a Deus deve ser o norte. Assim, a pescaria sempre será rica e abundante de frutos para a evangelização e para a vida pessoal.

Francisco Ribeiro Alves

Missionário – Comunidade Mãe Imaculada

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