Desafio do Papa: os fortes entenderão

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Chegamos ao último Desafio do Papa e é nessa hora que começa a passar aquele filmezinho na cabeça de todo o crescimento espiritual que tivemos nesse tempo. De janeiro pra cá, assumimos a missão de sermos melhores, melhores para Deus e para os irmãos e o resultado disso é lindo. No nosso desafio espiritual de hoje, vamos abraçar a causa de suportar COM PACIÊNCIA as fraquezas do próximo. Mais um desafio nada fácil de ser vivido, mas que com certeza, em Deus a gente consegue!

Primeiro de tudo, gostaria de ressaltar que vivemos em um mundo muito imediatista e efêmero
Nós obrigamos que tudo aconteça numa velocidade muito rápida e acabamos por confundir as coisas até levarmos essa falta de paciência para a nossa vida espiritual. Nosso desafio de hoje vai nos pedir que sejamos pacientes, e ainda consegue ir mais a fundo, deveremos ser pacientes com as fraquezas dos nossos irmãos. Agora imagine aí… Se já somos impacientes com as nossas coisas, imagina ai com as fraquezas dos outros! Mas é aqui que vamos pôr em prática as nossas virtudes cristãs de amor ao próximo.

Temos uma facilidade natural de nos acercarmos de pessoas em quem nos sentimos seguros e fortes. E já com aqueles que consideramos fracos conseguimos notar que existe uma barreira que nos separa. Não temos o costume de lidar com os fracos, pois, às vezes, parece que a fraqueza do outro pode diminuir minha força e o mundo de hoje só aceita os fortes. Isso acontece na natureza com os animais e também com os seres humanos, sempre em busca de força e o gosto pelo poder.

Mas aí vem Jesus,
um cara altamente revolucionário, de um discurso perturbador nos dizer: Amai-vos uns aos outros e suportai-vos. Esse cara estava a fim mesmo de causar! Como amar aqueles a quem não amo? Como amar aqueles a quem não tenho ligação nenhuma? E aqui consiste o cerne não só do Desafio do Papa, mas sim do desafio de ser cristão: Amar, amar, amar…

Especificamente no dia de hoje, temos que praticar essa atitude com os fracos, que na verdade são os que mais precisam de suporte. Afinal, não é para os sãos que precisamos ser remédio e sim para os que necessitam de forças. Devemos então deixar de lado aquele conceito natural e instintivo que todo mundo tem de se aproximar da segurança dos fortes e partir para o encontro das fraquezas do outro.

Sair da zona de conforto!
Ir ao encontro dessas pessoas é ir ao encontro das nossas fraquezas também, talvez seja por isso que esse desafio se torne ainda mais complexo, pois ao entrarmos em contato com as nossas fraquezas percebemos que não somos tão fortes quanto imaginávamos ser. É preciso uma autoconsciência das nossas limitações para lidar com as dos outros. Isso é difícil. Mas Jesus também não falou que seria fácil.

O melhor de tudo é que ao nos reconhecermos fracos e ao passo em que o coração deseja robustecer-se, é aqui onde somos fortes. E sim, os fortes entenderão! Entenderão que as franquezas fazem parte do processo de fortalecimento da alma, que sem as nossas fragilidades não conseguimos sustentar a força.

O nosso Desafio do Papa termina hoje, mas tenhamos sempre em mente que ser cristão é ser desafiado todo dia a permanecer nesse processo de crescimento espiritual e humano.

Somos desafiados por Cristo a cada vez mais sermos melhores para Deus e para os irmãos. Que sejamos fortes nessa missão, mesmo com as nossas fraquezas, sejamos fortes e pacientes para que no fim de tudo possamos dizer que cumprimos verdadeiramente com a missão dada a nós pelo próprio Jesus.

A12

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