No santuário do Cristo Redentor, arcebispo acolheu o símbolo dos Jogos Olímpicos

 Aos pés do monumento mais conhecido do país, dom Orani abençoou a cidade e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Neste momento o arcebispo acolheu a tocha olímpica e disse que carregava em suas palavras “os sonhos, as esperanças e as vozes de cada ser humano que vê nos Jogos Olímpicos um tempo para experimentar um mundo diferente e, mais do que isso, testemunhar que este mundo é possível, mesmo que a realidade de nosso tempo nos queira indicar o contrário”.

Dom Orani fez uma reflexão sobre o esporte, que “abre muitas portas para Deus” na contemplação do corpo humano em sua complexidade, na compreensão do significado da força de vontade e empenho, no aprendizado e vivência da dimensão do sacrifício e a colaboração. Ao lembrar dos Jogos Paralímpicos, ressaltou a superação dos limites inerentes à carreira destes atletas. Também salientou o legado esportivo nas ações em favor da ressocialização e reintegração de pessoas “marcadas por dependência ou marginalização”. “O esporte, enfim, é uma aguda interpelação sobre o tipo de mundo que estamos construindo, algumas vezes tão bélico, tão intolerante e desejoso de impor, através da violência, opiniões ou domínios”, disse.

Ao citar a mensagem do papa ao povo brasileiro por ocasião das Olimpíadas e das últimas edições da Jornada Mundial da Juventude (Rio 2013 e Cracóvia 2016), o cardeal destacou o desejo de “uma civilização onde reine a solidariedade” e da realização da busca da paz. “Por isso que, com alegria e esperança, acolho, aos pés do Redentor, em nome de todos os cariocas a tocha Olímpica”, afirmou.

Diante da chama olímpica, cardeal Orani lembrou das funções do fogo de aquecer, purificar e iluminar e fez uma prece. “Peço, portanto, ao Deus de Misericórdia que permita a pessoas e povos se deixarem impactar pela beleza olímpica e, com isso, aquecerem em si o desejo de paz e fraternidade. Que a união em torno dos esportes nos purifique dos sentimentos de violência, aniquilamento, extremismo e tudo mais que destrói a vida. Que, enfim, sejamos todos iluminados rumo à efetiva construção de um mundo de paz, justiça, concórdia e fraternidade”, rogou.

Depois do Santuário Cristo Redentor, o revezamento da tocha seguiu por alguns bairros da Zona Sul da cidade, como Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Urca, Botafogo e Flamengo.

CNBB com informações e foto da arquidiocese do Rio de Janeiro