Nossa misericórdia não é muito melhor que nossa justiça?

Se meu olhar é cheio de inveja, se só me preocupo com a justiça e me esqueço da misericórdia, serei profundamente infeliz

dia-de-solDeus é generoso com seus bens e os distribui como quer. É como os pais em uma família, Cada filho recebe seu amor de maneira diferente. Há filhos que precisam mais e por isso recebem mais.

 O problema não está tanto no trato e nas formas, mas no olhar. Se meu olhar é cheio de inveja, se só me preocupo com a justiça e me esqueço da misericórdia, serei profundamente infeliz. Ficar nos comparando o tempo todo pode nos envenenar. Perdemos a paz. A vida precisa ser construída sobre a misericórdia.
O Pe. José Kentenich afirmou: “Sobre que base construo? Sobre o amor misericordioso! Compreendem a importância que ele tem, se eu pensar assim? É sempre o mundo do amor, e a partir desse mundo do amor é que devemos ver tudo, também o pecado e também nossas fraquezas, para tentar construir nossa vida sobre esta base. Então, nunca estaremos em perigo de chegar a ser profundamente infelizes”.

Somos infelizes quando construímos nossa vida sobre a base da inveja, do cálculo egoísta, do egocentrismo. Somos infelizes quando reclamamos ao ver que outros recebem bens quando haviam semeado egoísmos.

 Somos infelizes quando a felicidade dos outros nos ofende. Somos infelizes quando os elogios aos outros ensombrecem o nosso caminho, quando seus êxitos nos amargam o coração, quando a felicidade dos outros é o motivo da nossa tristeza.

 Pelo contrário, somos felizes quando abrimos a porta da nossa vida à esperança, quando esperamos alegres aquele que chega no final do dia, quando acolhemos com paz e olhamos com misericórdia, quando estamos dispostos a perder sabendo que é o outro quem ganha, quando valorizamos as perdas e as derrotas e não vivemos apenas de êxitos e conquistas.
Somos felizes quando sorrimos na derrota e aplaudimos o sucesso alheio. Quando corremos o dia inteiro e recebemos a mesma coisa que quem chegou no final do dia, como na parábola de Jesus.

Somos felizes quando não nos comparamos, não reclamamos da nossa falta de sorte, não vivemos a vida dos outros, mas nossa própria vida. Quando aprendemos a estar onde Deus nos coloca, sem desejar estar sempre em um lugar diferente.

 Somos mais felizes quando sabemos ver cores em um dia de sombras e repetimos nossa promessa de continuar lutando quando tudo parece perdido.

Padre Carlos Padilla

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