Somos todos missionários

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Dom Adelar Baruffi

O 19º Plano da Ação Evangelizadora de nossa Diocese de Cruz Alta tem como primeira ação a “Igreja em estado permanente de missão”. Esta não é uma novidade. É da essência da Igreja ser missionária. Não somente que nossas comunidades enviam missionários, mas porque a própria comunidade existe, se constrói, sendo missionária. A missão foi o início da Igreja e será sempre o princípio a partir do qual ela existe. Basta recordar as palavras de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos meus em todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo o que vos ordenei” (Mt 28,19-20). O ensinamento da Igreja nos últimos anos tem insistido muito nesta dimensão missionária. Forte insistência apresentou o Documento de Aparecida, que traz a marca da missionariedade e afirma: “esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança.” (DA 362).Grande impulso recebemos do ensinamento constante de nosso Papa, de “uma igreja em saída”.“Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo!” (EG 49).

Estas provocações estão presentes, também, nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2015–2019). “É necessário, portanto, suscitar, em cada batizado e em cada forma de organização eclesial, uma forte consciência missionária que interpele o discípulo missionário a ‘primeirear’, isto é, a tomar iniciativa, a ‘sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo’(DAp 548)” (DGAE 38). Esta consciência missionária já está presente em muitos cristãos de nossas comunidades. Parece-me, porém, que ainda não compreendemos que ela é tarefa de todos, não somente de um grupo de abnegados “missionários”. A comunidade não pode dar-se por satisfeita somente com visitas periódicas às famílias. Somente isto é pouco! Desafio a que não gastemos nossas melhores energias e recursos com festas, almoços e salões. Priorizemos as pessoas e seu caminho de formação humana e cristã. Nisto foquemos nossa ação e a partir desta perspectiva organizemos nossas comunidades.

Por isso, sentimos a necessidade de conscientização e animação missionária. Com este objetivo realiza-se, no dia 17 de setembro, o grande Encontro Diocesano de Animação Missionária, em Ijuí. Desejamos dar novo impulso ao Projeto Missionário Diocesano, que foi concebido em 2007, sob o impulso do Documento de Aparecida. Pode-se dizer até que teve seu início em 1997, nas Santas Missões Populares, que visaram preparar o Jubileu do Ano 2000. Este projeto é permanente. Ele tem metas claras: formar missionários em todas as comunidades (visitadores e animadores); fortalecer os grupos de reflexão ou pequenas comunidades; incentivar todas as pastorais, movimentos e ações da Igreja a viver esta perspectiva missionária.

Concluo com o refrão de um belo canto, que traduz a espiritualidade missionária de todo o cristão: “Sou batizado, sou cristão e sou feliz. Sou missionário e onde vou levo Jesus. A quem tem sede, minha mão vou estender. Como o braço de um rio, por onde passa, faz viver.” Enfim, pelo batismo somos todos missionários!

CNBB/Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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