7 jovens cristãs escapam do Estado Islâmico e atribuem sua salvação à Virgem Maria

Elas ficaram oito horas escondidas debaixo das camas num quarto ocupado por terroristas

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Mbolina/Shutterstock

Sete estudantes universitárias de Kirkuk, no Iraque, atribuem a Nossa Senhora o milagre de terem se salvado depois das oito horas terríveis que passaram escondidas debaixo de suas camas enquanto terroristas do autodenominado “Estado Islâmico” usaram o quarto delas, eles próprios, como esconderijo durante um ataque à cidade acontecido sexta-feira passada, 21 de outubro.

A Virgem Maria estava com elas“, afirmou em 23 de outubro o padre Roni Momika à CNA, edição em inglês da Agência Católica de Informações (ACI). O padre, que exerce o seu ministério nos campos de refugiados de Ankawa, em Erbil, norte do Iraque, esteve em contato por telefone celular com duas das meninas enquanto elas se escondiam debaixo das camas. As duas jovens lhe relataram detalhadamente o que estava acontecendo.

Os homens do Estado Islâmico entraram na casa das nossas alunas“, disse o padre. Quando as jovens ouviram os militantes, foram rapidamente para baixo de quatro camas em um dos quartos – e lá permaneceram enquanto os terroristas usavam o mesmo quarto para comer, rezar, esconder-se das Forças Armadas iraquianas e tratar dois dos seus homens que tinham sido feridos.

O pe. Momika orientou as meninas a não se esquecerem da sua fé e a “rezarem à Virgem Maria, que irá em seu auxílio“.

De fato, tanto o sacerdote quanto as meninas consideram um milagre que os combatentes não as tenham visto. “Quando os militantes do EI entraram no nosso quarto e não nos viram, nós sentimos que a Virgem Maria fechava os olhos deles“, declarou uma das alunas.

O ataque a Kirkuk fez parte de uma ofensiva mais ampla dos exércitos curdo e iraquiano para retomar a cidade de Mossul, nas mãos do Estado Islâmico desde 2014. O pe. Momika explicou que as sete meninas estão entre os mais de 100 refugiados que frequentam a universidade de Kirkuk após terem sido expulsos daquela cidade.

Muitas das meninas são da própria Mossul e de cidades próximas como Bartella, Alqosh e Telskuf. Todas, antes da invasão dos terroristas, estudavam na Universidade de Mossul. Suas famílias vivem hoje em campos de refugiados em Erbil, mas, para continuarem os estudos, elas foram matriculadas na Universidade de Kirkuk e passaram a morar em casas bancadas pela Igreja na cidade, evitando assim o alto perigo de ir e vir todos os dias entre os acampamentos e a universidade.

Após o extraordinário período de pavor vivido pelas jovens na sexta-feira, os padres George Jahola e Petros, ordenados sacerdotes juntamente com o pe. Momika no dia 5 de agosto deste ano, foram a Kirkuk já na manhã seguinte para buscá-las e levá-las a salvo de volta para Erbil.

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