Maria teve pecados?

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Como responder às pessoas que nos perguntam se a Virgem Maria, Mãe de Deus, teve pecados?

A sã Doutrina da Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, ensina que a Santíssima Virgem Maria foi concebida sem a mancha do pecado original e não teve nenhum pecado mortal ou venial. A Virgem Santa, Nova Eva, é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão. “Há, nesse paraíso terrestre, riquezas, belezas, raridades e doçuras inexplicáveis que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou. Nesse paraíso, Ele achou as Suas delícias durante nove meses, operou as suas maravilhas e ostentou as suas riquezas com a magnificência de um Deus”. A Mãe do Senhor é o lugar santo, a terra virgem e imaculada sem qualquer nódoa ou mancha, da qual foi formado e se alimentou o Novo Adão pela ação do Espírito Santo que aí habita.

O Magistério da Igreja ensina que a concepção da Virgem Maria aconteceu, no ventre da sua mãe, sem a mancha do pecado original. Em conformidade com a Palavra e com a Tradição da Igreja, o dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido pelo Papa Pio IX, pela Bula Ineffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854: “Para a honra da santa e indivisível Trindade, para adorno e ornamento da Virgem Deípara (Mãe de Deus), para exaltação da fé católica e o incremento da religião cristã, com a autoridade do Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo, declaramos, proclamamos e definimos a doutrina que sustenta a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”.

Festa da Imaculada Conceição

Naquele tempo, a festa da Imaculada Conceição de Maria já era celebrada, no dia 8 de dezembro, por definição do Papa Sisto IV, em 1476. A celebração desta festa, na Liturgia da Igreja Católica, é reflexo do pensamento dos padres da Igreja e dos Santos Doutores, que, muito antes, já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre da mancha do pecado original para gerar o Filho de Deus. “A um Deus puríssimo convinha uma Mãe isenta de toda culpa”. Além disso, “o consenso universal dos fiéis, […] o sentimento comum dos católicos é favorável a essa doutrina”. Favorável ao Dogma da Imaculada Conceição é também a festa da Natividade de Maria, celebrada por causa da fé da Igreja na sua santidade desde o ventre materno.

A Doutrina não ensina somente que Nossa Senhora foi concebida sem o pecado original, mas também atesta a Perpétua Virgindade de Maria. A Virgem Santa foi preservada por Deus de todo pecado, em vista dos méritos de seu Filho Jesus Cristo, desde o primeiro momento da sua vida. A Santa Igreja ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. A definição magisterial da virgindade perpétua da Mãe de Deus é o dogma mariano mais antigo das Igrejas Católica e Oriental Ortodoxa, que afirmam a “real e perpétua virgindade mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem”. Este dogma foi definido pelo Concílio de Trento, em 1555, embora essa doutrina já estivesse presente no Cristianismo primitivo, nos escritos de São Justino e Orígenes.

Os dogmas de Maria

Os dogmas da virgindade perpétua e da Imaculada Conceição de Maria, definidos pelo magistério, pelos Santos Doutores e pelo consenso de fé dos fiéis, tem como fundamento a revelação. Ainda que não haja, nas Sagradas Escrituras, afirmações explícitas dessas doutrinas, há vários textos que, implicitamente, atestam essas verdades, como nos ensinam os Santos Padres. Estes aplicam à Virgem Maria as palavras do Eclesiástico: “Eu saí da boca do Altíssimo, a primogênita entre todas as criaturas”. A própria Igreja se serve desse texto na Liturgia da Solenidade da Imaculada Conceição. Maria é a primogênita de Deus, pois foi predestinada juntamente com o Filho nos desígnios divinos, antes de todas as criaturas. Convinha que nem sequer por um instante ela fosse escrava de Lúcifer, mas pertencesse unicamente a Deus: “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos”.

Deus Altíssimo elegeu a Virgem de Nazaré para ser Mãe de Seu Filho unigênito e, pelo Espírito Santo, a tornou digna dessa sublime honra. Por isso, Maria foi concebida sem o pecado original, em vista dos méritos de Cristo, e durante a vida a “Cheia de Graça” não cometeu nenhum pecado mortal ou venial. Se Nossa Senhora tivesse cometido apenas um pecado venial, ela já não seria digna Mãe de Deus. Muito menos digna seria ainda se sobre ela pesasse a culpa original. Se sobre ela pesasse semelhante culpa, Maria seria inimiga de Deus e escrava do demônio. Essa reflexão levou Santo Agostinho a pronunciar a célebre sentença: “Nem se deve tocar na palavra pecado, em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, o qual a preservou de todo pecado por sua graça”.

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Canção Nova/ Natalino Ueda

Autor do blog Todo de Maria

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