É meu filho, não do Estado Islâmico: Comovente testemunho de mulher violada pelo ISIS

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Imagem Referencial / Foto: Eduardo Berdejo (ACI Prensa)

Umm Al’aa é uma mulher iraquiana que foi sequestrada pelo Estado Islâmico (ISIS). Depois de ter sido escravizada pelo grupo terrorista muçulmano, foi violada por um de seus militantes e ficou grávida. Apesar disso, esta mulher – cujo nome foi mudado para proteger a sua identidade – decidiu ter o seu bebê: “é meu filho, não é filho do ISIS”.

Entrevistada pela rede de notícias americana CNN, Umm Al’aa assegurou que seu filho, Mohamed, crescerá rodeado do amor da sua família e evitará dizer quem é o seu pai.

A mulher tem 40 anos e já tinha filhos e netos quando, em 2014, o Estado Islâmico invadiu a sua cidade natal, no Iraque. Enquanto seus vizinhos juraram lealdade ao ISIS; ela e a sua família se negaram.

Isto atraiu a atenção dos terroristas, que perseguiam a sua família e os ameaçavam. Um dia, agrediram a sua filha.

“Chegaram e a agrediram. Arrancaram o seu véu e rasgaram a sua roupa. Disseram ‘vamos violá-la’, mas a pessoa que comandava, que era mais velha, não permitiu que fizessem isso. Em troca, disse: ‘Queremos a mãe’”, recordou.

Alguns dias depois, Umm Al’aa foi encurralada no mercado de sua localidade. “Disseram-me para entrar no carro e, quando entrei, pensei que me matariam”, assinalou.

“Você será a nossa escrava”, disseram-lhe os terroristas do ISIS.

A mulher foi feita prisioneira do Estado Islâmico por um ano e meio. Durante esse período, sentiu “como se estivesse morta, mas eles ainda não tinham me matado”. Quando seu cativeiro estava chegando ao fim, um dos jihadistas a agrediu e a violou.

“Tentei me defender, chorei muito. Senti muita dor, fui agredida, mas não podia fazer nada”, recordou.

Quando foi libertada, Umm Al’aa estava grávida. Sua volta causou uma grande alegria à sua família e ela decidiu dar à luz um menino. Deu a ele o nome Mohamed, como seu esposo.

O esposo de Umm Al’aa faleceu recentemente, combatendo nas forças combinadas do exército iraquiano e a peshmerga curda, que lutam para libertar das mãos do Estado Islâmico Mossul, a terceira maior cidade do Iraque.

“Ele me amava. A melhor lembrança que eu tenho dele é o amor e o respeito que ele tinha por mim. Sim, éramos pobres, mas éramos muito felizes”, manifestou.

Nas últimas semanas, o exército iraquiano recuperou algumas cidades na planície de Nínive, entre elas Bartella. Um dos gestos de vitória foi a construção de cruzes que foram colocadas no teto das igrejas.

Acidigital

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