Fechadas às portas santas das basílicas papais romanas e das igrejas jubilares em todo o mundo – Contudo é sempre tempo de misericórdia

Permanecerá aberta a porta santa da catedral de Bangui «para significar que todos os dias é tempo de misericórdia». Foi a primeira a ser aberta pessoalmente pelo Papa Francisco, no dia 29 de novembro do ano passado. «Não obstante o encerramento oficial» no dia 12, sábado – explicou o arcebispo Dieudonné Nzapalainga, futuro cardeal – a «nossa porta santa permanecerá aberta» para dar esperança a «todas as vítimas da guerra, em particular os desabrigados». Portanto, em Bangui continuar-se-á a rezar incessantemente «pelo fim da guerra e pela justiça» disse o prelado, lançando também um novo «apelo a favor da paz na República Centro-Africana» juntamente com o imame de Bangui e o líder dos evangélicos.

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Na tarde de domingo, na catedral de Roma, São João de Latrão, o cardeal vigário do Papa, Agostino Vallini, fechou a porta santa relançando a mensagem da misericórdia. «O destino final do mundo não está nas mãos dos homens mas na misericórdia de Deus», afirmou, recordando que o ano santo foi «um tempo favorável para a Igreja e tornou forte e eficaz o nosso testemunho». De facto, «a misericórdia não é sinal de fraqueza mas, ao contrário, de força, magnanimidade e irradiação poderosa da omnipotência do Pai».

No mesmo dia, ao fechar a porta santa da basílica de Santa Maria Maior, o cardeal arcipreste Santos Abril y Castelló, evidenciou, sobretudo, a dimensão mariana do ano santo. «Fecha-se hoje esta porta – disse – mas nunca se fecha a porta sempre aberta da misericórdia de Deus, nem desaparece a doce companhia da Mãe da misericórdia: com esta certeza e válida ajuda tornemo-nos também nós testemunhas críveis de misericórdia no mundo».

Em São Paulo fora dos Muros, também na tarde de domingo, o cardeal arcipreste James Michael Harvey presidiu às vésperas para o encerramento da porta santa. «Durante este ano santo – afirmou – muitas pessoas vieram para “fazer o jubileu”, com a entrada pela porta santa, as orações e sobretudo a graça dos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia», para exprimir «o desejo da conversão, isto é, de se tornar o que o Senhor quer para nós». Mas agora, «fechada a porta santa», haverá a porta paulina – aberta para o ano dedicado a são Paulo – precisamente para fazer compreender que «Deus é sempre acessível».

L’Osservatore Romano

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