Papa Francisco encerra o Jubileu: A porta da misericórdia está sempre aberta

Papa fecha a Porta Santa da Basílica de São Pedro. Foto: Daniel Ibáñez / CNA

O Papa Francisco presidiu na manhã de hoje a Solenidade de Cristo Rei, a missa de encerramento do Jubileu da Misericórdia e o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro.

Durante a homilia, o Pontífice fez uma breve reflexão acerca do significado do Ano Santo para a Igreja e disse que “embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo”.

“Este Ano da Misericórdia convidou-nos a descobrir novamente o centro, a regressar ao essencial. Este tempo de misericórdia chama-nos a contemplar o verdadeiro rosto do nosso Rei, aquele que brilha na Páscoa, e a descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor, missionária”.

“A misericórdia, levando-nos ao coração do Evangelho, anima-nos também a renunciar a hábitos e costumes que possam obstaculizar o serviço ao reino de Deus, a encontrar a nossa orientação apenas na realeza perene e humilde de Jesus, e não na acomodação às realezas precárias e aos poderes mutáveis de cada época”, expressou.

O Santo Padre convidou a todos a pedir a graça de “não fechar jamais as portas da reconciliação e do perdão, mas saber ultrapassar o mal e as divergências, abrindo todas as vias possíveis de esperança”.

“Assim como Deus acredita em nós próprios, infinitamente para além dos nossos méritos, assim também nós somos chamados a infundir esperança e a dar uma oportunidade aos outros”, porque, “embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo. Do lado trespassado do Ressuscitado jorram até ao fim dos tempos a misericórdia, a consolação e a esperança”.

Francisco também disse que “muitos peregrinos atravessaram as Portas Santas e, longe do fragor dos noticiários, saborearam a grande bondade do Senhor”.

Por outro lado, o Papa falou da solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, e explicou que “o Evangelho apresenta a realeza de Jesus, o ponto culminante no auge da sua obra de salvação, e ele o faz de uma maneira surpreendente”.

“A sua realeza é paradoxal: o seu trono é a cruz; a sua coroa é de espinhos; não tem um cetro, mas uma cana na mão; não usa vestidos sumptuosos, mas é privado da própria túnica; não tem anéis brilhantes nos dedos, mas as mãos trespassadas pelos pregos; não possui um tesouro, mas é vendido por trinta moedas”.

Como em outras ocasiões, o Santo Padre sublinhou que “a grandeza do seu reino não está na força segundo o mundo, mas no amor de Deus, um amor capaz de alcançar e restaurar todas as coisas”.

“Por este amor, Cristo abaixou-Se até nós, viveu a nossa miséria humana, provou a nossa condição mais ignóbil: a injustiça, a traição, o abandono; experimentou a morte, o sepulcro, a morada dos mortos”.

“Hoje, amados irmãos e irmãs, proclamamos esta vitória singular, pela qual Jesus Se tornou o Rei dos séculos, o Senhor da história: apenas com a omnipotência do amor, que é a natureza de Deus, a sua própria vida, e que nunca terá fim”.

Em seguida, o Papa Francisco também pediu aos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro para acolher “pessoalmente” Jesus e reconhecê-lo como “o Senhor de nossas vidas”. “Tudo aquilo será vão, se não o acolhermos pessoalmente e se não acolhermos também o seu modo de reinar. Nisto, ajudam-nos os personagens presentes no Evangelho de hoje. Além de Jesus, aparecem três tipos de figuras: o povo que olha, o grupo que está aos pés da cruz e um malfeitor crucificado ao lado de Jesus”.

“Que me pede o amor, para onde me impele? Que resposta dou a Jesus com a minha vida?”, perguntou o Papa. Em seguida, convidou a não duvidar de Cristo na cruz e evitar a tentação de “descer da cruz!”. “A força de atração que tem o poder e o sucesso pareceu um caminho mais fácil e rápido para difundir o Evangelho, esquecendo depressa como atua o reino de Deus”.

No entanto, “Ele está pronto a apagar completamente e para sempre o pecado, porque a sua memória não é como a nossa: não regista o mal feito, nem continua a ter em conta as ofensas sofridas. Deus não tem memória do pecado, mas de nós, de cada um de nós, seus filhos amados. E crê que é sempre possível recomeçar, levantar-se”.

No final da Missa, o Papa Francisco assinou a nova Carta Apostólica Misericordia et Misera, na qual convida toda a Igreja para continuar a viver a misericórdia experimentada durante o Jubileu.

Acidigital

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