Cardeal Sérgio da Rocha: alegria e gratidão após consistório

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Cardeal Sérgio da Rocha. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Um dos 17 novos cardeais criados pelo Papa Francisco no último dia 19 de novembro é o brasileiro Cardeal Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para ele, este gesto do Pontífice foi acolhido como sentimento de alegria e gratidão.

“Uma alegria imensa poder receber esta graça, com o sentimento também de gratidão diante desse gesto tão bonito do Papa Francisco, um gesto de bondade, confiança, mas também um gesto de amor pela Igreja no Brasil”, afirmou à Rádio Vaticano logo após receber a púrpura cardinalícia.

Dentre os 17 novos cardeais, 13 são eleitores caso acontece um conclave, incluindo Dom Sérgio da Rocha.

Nesse sentido, o Purpurado manifestou que esta nova missão é acolhida também com “responsabilidade, porque o Papa está confiando um serviço esperando certamente que eu, o episcopado brasileiro, a Igreja no Brasil ofereça a sua contribuição para a Igreja presente aqui em Roma e no mundo inteiro”.

O presidente da CNBB explicou que “os cardeais são colaboradores mais próximos do Papa”. Por isso, ao ser criado Cardeal, afirmou que estará mais porte do Pontífice, “mas como um servidor da Igreja, que quer colaborar com ele modestamente, mas de coração, e trazendo sempre as alegrias e esperanças da Igreja no Brasil e também as preocupações e as dores do povo brasileiro”.

“Sei que no Brasil tem muita gente rezando por mim e pelos outros novos cardeais que foram criados e, por isso, temos alegria, gratidão, mas também esperança de conseguir, pela graça de Deus e o apoio e oração de tanta gente, cumprir essa missão tão exigente”, expressou.

Além de Dom Sérgio da Rocha, os 13 novos cardeais com direito a voto são: Mario Zenari, italiano e que permanece como Núncio Apostólico na Síria; Dieudonné Nzapalainga, Arcebispo de Bangui (República Centro-africana); Carlos Osoro Sierra, Arcebispo de Madri (Espanha); Blase J. Cupich, Arcebispo de Chicago (Estados Unidos); Patrick D’Rozario, Arcebispo de Dhaka (Bangladesh); Baltazar Enrique Porras Cardozo, Arcebispo de Mérida (Venezuela); Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelles (Bélgica); Maurice Piat, Arcebispo de Port-Louis (Ilhas Maurício); Kevin Joseph Farrell, Prefeito do Dicastério para Leigos, Família e Vida (Estados Unidos); Carlos Aguiar Retes, Arcebispo de Tlalnepantla (México); John Ribat, Arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné); Joseph William Tobin, Arcebispo de Indianápolis (Estados Unidos).

Os 4 cardeais com mais de 80 anos – por isso, não eleitores – são: Anthony Soter Fernandez, Arcebispo Emérito de Kuala Lumpur (Malásia); Renato Corti, Arcebispo de Novara (Itália); Sebastián Koto Khoarai, Bispo Emérito de Mohale’s Hoek (Lesoto, África); Pe. Ernest Simoni, sacerdote da Arquidiocese de Shkodrë-Pult (Scutari – Albânia).

Em sua homilia, o Papa Francisco refletiu sobre o “discurso da planície”, depois que Jesus escolheu os doze apóstolos e desceu com eles para uma região plana, onde era aguardado por uma grande multidão que queria ouvi-Lo.

O Santo Padre se dirigiu aos novos cardeais para lembrá-los que “Jesus continua a chamar-nos e a enviar-nos à ‘planície’ dos nossos povos, continua a convidar-nos a gastar a nossa vida apoiando a esperança do nosso povo, como sinais de reconciliação”.

“Como Igreja, continuamos a ser convidados a abrir os nossos olhos para vermos as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da sua dignidade, provados na sua dignidade”, afirmou.

“Amado irmão neo-cardeal, o caminho para o céu começa na planície, no dia a dia da vida repartida e compartilhada, de uma vida gasta e doada: na doação diária e silenciosa do que somos. O nosso cume é esta qualidade do amor; a nossa meta e aspiração é procurar na planície da vida, juntamente com o povo de Deus, transformar-nos em pessoas capazes de perdão e reconciliação”.

“Amado irmão, aquilo que hoje se te pede é que guardes no teu coração e no coração da Igreja este convite a ser misericordioso como o Pai”, destacou.

Para o Cardeal brasileiro Sérgio da Rocha, “o momento da celebração do Consistório” foi “muito significativo, a proximidade com o Santo Padre, a comunhão com ele, mas também a oração, a presença de tanta gente” que esteve presente, não só pessoas que foram ao Vaticano especialmente para esta ocasião, mas também brasileiros que estavam na Europa e foram prestigiá-lo.

ACI Digital

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