Jesus quer nos consolar

Foto: Captura Youtube

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Em uma de suas muitas missões, Jesus, voltando de Cafarnaum, segue até uma cidade chamada Naim, logo na entrada depara-se com o funeral de um jovem, filho único de uma viúva. Ela nada lhe pediu. Ele, como costumados dizer “não tinha nada a ver com a situação”, afinal a culpa da morte do jovem não foi sua. Mas o seu amor por aquela pobre mulher, que talvez não o conhecesse, palpita forte em seu coração. Naquela época, as viúvas ficavam desamparadas, pois a mulher não ocupava o mercado de trabalho, ficando dependente do marido ou dos filhos. Quando os perdia, ficava à mercê da própria sorte, por isso elas recebem certo destaque em algumas passagens bíblicas. Jesus sabendo disso, não ficou insensível diante da situação. Sua misericórdia o faz compadecer-se, aproximar-se, consolá-la. Jesus disse-lhe: “Não chore!” Mas isso não foi o suficiente e de repente Jesus tinha que enfrentar aquela multidão. O que iriam pensar? Ele não gostava de aparecer-se ou exibir-se, pois isso não fazia parte de sua vida. Ele simplesmente ama e esse amor vence:

“E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te. Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe” (Lucas 7, 14-15).  

O jovem levantou-se para uma vida nova. A mãe teve o filho de volta. Aquela mulher pode experimentar o consolo e a misericórdia de Jesus e isso lhe trouxe a esperança de uma vida melhor.

Muitas vezes, abatidos pelo sofrimento ou pelas lutas diárias achamos que Jesus não nos ouve ou não se importa conosco, mesmo que estejamos muito próximos D´Ele, assim como aconteceu com os apóstolos quando estavam no barco que enfrentava uma tempestade, Jesus estava ali, mas o pânico vivido só os fez queixar-se: “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Marcos 4, 38). Logo após Jesus acalma a tempestade, pois Ele estava ali com eles e não era indiferente, ao contrário, importou-se e derramou sua graça. Muitas pessoas diante da dor, da enfermidade, do sofrimento ou da angústia agem os apóstolos sentindo-se desamparados, mas essa não deve ser a atitude do cristão. Jesus quer nos consolar e está sempre ao nosso lado: Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo (Mateus 28, 20).

Façamos como aquela pobre viúva que, mesmo dilacerada pelo sofrimento da perda do filho, olhou para Jesus e através do seu silêncio conquistou a graça que nem sequer tinha coragem de revelar. Seu olhar fixo em Jesus, sem murmurações, sem desespero mudou o rumo de sua vida. Ela podia gritar ou amaldiçoar, mas diferente dos discípulos, ela não reclamou, não lamentou, simplesmente esperou. Sua espera alcançou a vitória, vinda de uma experiência profunda, brotada em meio a uma grande tribulação.

Deixemos Jesus nos consolar, pois o seu consolo transforma os impossíveis de nossas vidas…

Macileide Passos Alves

Missionária – Comunidade Mãe Imaculada

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