Vida Consagrada, um dom de Deus

vida-consagrada“No entanto, a consagração é vivida de uma maneira particular pelos religiosos, pelos monges e pelos leigos consagrados que, com a profissão dos votos, pertencem a Deus de modo pleno e exclusivo. Esta pertença ao Senhor permite – àqueles que a vivem de forma autêntica – oferecer um testemunho especial ao Evangelho do Reino de Deus.” (Papa Francisco)

Na Igreja existem várias modalidades de vida consagrada, mas todas tem um único Autor, o Espírito Santo. Sobretudo cada chamado é um dom de Deus, pois é Ele quem atrai o homem ao deserto e fala ao seu coração.

A vida consagrada é um sinal de Deus que brilha em meio a uma sociedade presa a busca do efêmero e aparente. Muitos constroem suas vidas como castelos de areia que serão desfeitos com facilidade ao longo da vida e terminam não escutando a voz do Senhor.

São João Paulo II disse: A primeira tarefa da vida consagrada é tornar visíveis as maravilhas que Deus realiza na frágil humanidade das pessoas chamadas”. Verdadeiramente os que entregam suas vidas ao Senhor numa vocação refletem a grandeza divina em sua pequenez.

Quando os consagrados contemplam a santidade de Deus sentem uma profunda gratidão Àquele que os escolheu e amou primeiro. Desta forma, compreendemos que de fato a vida consagrada é um dom do Pai. Ele nos atraiu e entregou nas mãos do Amado

“Ninguém pode vir a mim a menos que o Pai, o qual me enviou, o atrair (João 6, 44)

Aqueles que foram escolhidos para a vida consagrada, são antes de tudo, chamados a serem testemunhas no mundo. Aquele que é Santo fez maravilhas naquele que se consagrou e a partir daí é preciso refletir com a própria vida que o Senhor é santo e que não há outro Deus Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, e meus servos que eu escolhi, a fim de que se reconheça e que me acreditem e que se compreenda que sou eu. Nenhum deus foi formado antes de mim, e não haverá outros depois de mim” (Isaias 43,10)

Apesar da vida consagrada ser um dom de Deus, a nossa vida de oração é fundamental para alimentar e sustentar a fidelidade a este chamado. Sem a graça divina ninguém é capaz de se dar e morrer pra si mesmo.

Infelizmente, muitas vocações se perdem por causa do medo de se entregar inteiramente. É necessário deixar o Espírito Santo derramar o amor de Deus no nosso coração para que este amor lance fora o temor No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor” (I João 4,18).

É preciso assumir a vocação dada por Deus sem receio e reservas, pois ao decidir pela vida consagrada percebemos que a minha alegria está em não pertencer mais a mim mesmo.

Maria de Fátima M. Alves

Cofundadora da CMI

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