Com Deus, superou a morte de seus dois filhos no ventre e hoje luta pelos não nascidos

Diana Contreras / Foto: Facebook de Diana Contreras

Diana Contreras / Foto: Facebook de Diana Contreras

Em 2008, Diana Contreras foi vítima de uma violação. Depois desta agressão brutal, ocorrida no sul do Chile, a adolescente de 15 anos ficou grávida e submersa em uma dor que depois de anos a levaria a descobrir a sua missão de vida como defensora dos direitos dos não nascidos.

Quando estava grávida, “tinha medo, não queria ser mãe e guardei segredo”, recordou Diana em seu testemunho publicado pela página pró-vida ‘Salvar el 1’.

Com 3 meses de gravidez, a jovem perdeu seu bebê espontaneamente. Naquele mesmo ano, tentou se suicidar e foi parar no hospital com um tratamento para a depressão.

No hospital, recordou Diana, foi “horrível escutar as pessoas que sabiam da minha situação dizendo que isto era algo bom. Eles diziam: ‘Pelo menos, você não verá o rosto dele’”.

Entretanto, Diana conta: “No fundo do meu coração, mesmo pensando em como concebi esta criança, sofri muito”.

Alguns anos depois deste acontecimento, Diana se apaixonou por um homem e em 2014 ficou grávida do seu segundo filho, Gabriel. No entanto, com 7 meses de gestação o coração da criança parou de bater.

“Quando cheguei ao hospital, o médico contou para a minha mãe sobre o meu primeiro bebê e ainda me trataram mal porque pensaram que eu tinha sido negligente com a minha gravidez para causar a sua morte”, recordou.

“Dei à luz sozinha, não deixaram ninguém entrar e o meu filho foi levado como se a sua vida não valesse nada. Deixaram-me com a subida do leite e pude ver o meu filho Gabriel em péssimas condições, em um frasco”, contou Diana.

A jovem ficou muito triste por esta segunda perda que a levou inclusive a ficar sem trabalho. Apesar disso, sentia que de alguma maneira Deus “tinha me protegido quando tentei me suicidar” depois da primeira perda.

“Após a violação, desvalorizei-me tanto que cheguei a me prostituir”. Mas com a morte do seu segundo filho perguntou para Deus: “Por que permites estas cosas?” e pediu-lhe “uma explicação para entender isto, porque já estava sem vontade de continuar neste mundo”.

Um dia, Diana tomou uma decisão que mudou a sua vida: “Entreguei a Deus a minha dor”.

Ao aproximar-se da fé, a jovem compreendeu que muita gente sofria como ela “e não queria que sentissem que não valiam nada”.

“Eu disse a Deus: ‘Bom, o senhor não pode devolver os meus filhos ou a minha virgindade, nem a juventude que eu perdi, mas pode me aconselhar para ajudar os outros’”, expressou a jovem.

“Comecei a perdoar”, continuou Diana. “Primeiramente a mim mesma por ter me desprezado. E, em seguida, a todas as pessoas que me causaram dano: médicos, enfermeiros… e também o meu abusador. Foi muito difícil para mim. Mas com o perdão tive paz”.

Atualmente, Diana Contreras é estudante de enfermagem e presidente da Fundação ‘Ángel de Luz’, que defende a identidade dos bebês falecidos antes de nascer no Chile.

“Se hoje eu estou de pé, é pela misericórdia de Deus. Compreendi que até as coisas mais tristes deste mundo têm um propósito. E Deus é capaz de tirar até a maior dor e devolver a vontade de viver. Ele te recompensa por cada provação que você passou”, afirmou.

“Agora estou solteira e lutando contra tudo para defender os direitos dos não nascidos em memória de meus filhos, em memória da minha própria dor, porque o que mais precisamos é o apoio para seguir em frente sem ter que matar ninguém”, concluiu Diana Contreras.

Acidigital

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: