Blog Comunidade Mãe Imaculada

Pouco conhecido na Tailândia budista, Papa comoveu país ao rezar por meninos

© Antoine Mekary / ALETEIA

A proximidade de Francisco aos adolescentes presos na caverna repercutiu e foi apreciada com gratidão pelo povo tailandês, que quase desconhece o cristianismo

Em conversa por telefone com a agência de notícias do Vaticano, a Vatican News, um sacerdote católico italiano que é missionário na Tailândia falou sobre a comoção nacional em torno ao dramático e bem-sucedido resgate dos 12 meninos e seu treinador após mais de duas semanas presos na caverna Tham Luang.

O Pe. Raffaele Sandonà, da Missão Católica de Kiang Mai, não muito distante da localidade em que a caverna se situa, destacou o quanto foram bem recebidas pela população tailandesa as orações da comunidade católica. Em especial, repercutiu no país o apelo público do Papa Francisco para que fossem feitos todos os esforços a fim de resgatar os adolescentes. O Santo Padre também garantiu, é claro, que rezava por todos eles.

A fala do Papa Francisco foi destacada por todos os meios de comunicação locais e mencionada por diversas autoridades tailandesas.

Trata-se de um fato destacável porque o país tem amplíssima maioria budista e, nesse contexto, não costuma haver interesse da população pelas declarações e personalidades do cristianismo. No entanto, mesmo havendo apenas um conhecimento vago a respeito de quem é o Papa, a percepção geral sobre Francisco na Tailândia é de simpatia. Esta sua manifestação específica de apoio e de oração pelos meninos e pelo seu treinador despertou entre muitos tailandeses uma notável onda de gratidão e de apreço pelo pontífice.

Aleteia

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“Não vou à igreja porque não gosto das pessoas”

TEENAGER

Sabphoto – ShutterstockI

Como assim? Se qualquer razão nos leva ao afastamento de Deus, precisamos ligar um sinal de alerta

É verdade que ir à igreja pode não ser a mais agradável das experiências algumas vezes. Muitas coisas podem não nos agradar. Desde as músicas ou certo estilo de celebração para quem está em um primeiro contato, até certas desconfianças, conhecimento das imperfeições e certas desavenças experimentadas por quem já está um pouco mais comprometido. Mas quais dessas razões seriam suficientes para deixar de ir à igreja?

Em primeiro lugar, se qualquer razão nos leva ao afastamento de Deus, precisamos ligar um alerta para saber se, na verdade, não estamos nos deixando cair em alguma espécie de tentação. Afinal, em última instância, o que buscamos na Igreja senão a Deus? E as dificuldades que possamos experimentar, nunca serão um obstáculo intransponível para alguém que, de verdade, está em busca de uma vida cristã autêntica. Jó é um exemplo sempre lembrado de que as dificuldades não nos afastam necessariamente do Senhor. E dificilmente as experiências negativas que temos na Igreja se assemelham àquelas que encontramos na vida de Jó.

Por outro lado, não se pode negar que, às vezes,  as situações são tão difíceis que para cada um pode ser difícil suportar ou se comprometer a ponto de mudar. Entenda-se bem o que quero dizer. Com a Graça de Deus, tudo é possível, todos os obstáculos e dificuldades podem ser superadas, mas seria muito fácil dizer então que sempre é preciso aguentar aquilo que não está bem, confiando que o problema será solucionado. A resposta, me parece, é mais complicada que isso.

Retornamos a uma questão que é, basicamente, moral. Coloquemos um outro exemplo para tentar clarificar o pensamento. Conhecemos o mandamento de não matar. E não devemos matar. A não ser que seja em uma situação de legítima defesa, por exemplo. Nesse caso, existe um dever para com a própria vida que parece ser anterior ao mandamento. Isso simplesmente ilustra que a vida cristã não é uma simples aplicação de regras frias em todos os indivíduos que são considerados como igualmente capazes de responder a essas regras. Pelo contrário, moralmente falando, a vida cristã passa justamente a ser o esforço de cada pessoa, auxiliado pela graça divina, de se aproximar cada vez mais do modelo de homem pleno que é Jesus.

Parece, mas não nos desviamos do assunto. Retornemos agora ao problema de ir ou não a Igreja por causa das pessoas que me enfadam por qualquer razão. Uma pessoa pode reagir a isso dizendo que se experimenta chamada a carregar aquela cruz, a resolver o problema, a se esforçar por superar aquela situação. Ótimo! Mas isso não quer dizer que todo mundo precise reagir dessa forma. Outro pode dizer: “Para mim, nesse momento da minha vida, me é impossível, por tais e tais motivos, superar essa situação”. Se é um discernimento verdadeiro e não uma fuga dos problemas, isso também é vontade de Deus. E agindo de acordo com isso, pode buscar um lugar que o ajude a melhor crescer em sua vida cristã e, quem sabe, mais tarde não volte com renovadas forças para ajudar na primeira situação. A vida cristã exige um constante discernimento. E muito facilmente caímos em normas frias que decidem a vida por nós.

Por último, pensemos em Jesus. Ele veio ao mundo porque nos ama. Mas merecemos esse amor? E se a sua atitude tivesse sido a de “não ir ao mundo porque não gosto das pessoas”? Meio estranho pensar isso, mas o chamado a amar inclusive e especialmente os inimigos está aí, feito por Jesus. Por isso, façamos sempre o exercício de olhar para os outros com amor, por mais difícil que isso possa parecer em um primeiro momento. E esse olhar passa, também, por amar aquele que não responde da forma como eu gostaria que ele respondesse.

 Aleteia / Por João Antônio Johas, via Jovens de Maria

 

Deus está mais perto do que você acredita

Você pode encontrá-lo em toda pessoa, por mais entediante ou limitada que ela seja

Eu sempre digo aos casais que cada um deve ver Jesus no outro. Tocar nas mãos dos cônjuges é tocar na pele de Deus. E ouvir as palavras dele sussurradas desde o céu.

Mas eu sei que é difícil transpassar este limite humano. É complicado transcender quem amamos e ver, por trás de seu rosto, o rosto de Jesus.

Às vezes, busco os sinais de Deus no extraordinário. Em experiências fortes, que me toquem o coração. Que demonstrem que Deus me ama, que Deus existe.

Como tolerar o limite que me dói naquele que amo e ver, por trás dessa pessoa, um Deus onipotente? Como ver no amor condicional dos outros um sinal do amor incondicional e eterno?

É preciso um olhar que eu não tenho. Se me falam sobre a santidade de uma pessoa distante, eu me comovo. Mas se, com a mesma emoção, me falam sobre a santidade de alguém conhecido, eu me revolto.

Eu sei bem como é. Eu provei isso em minha própria carne. Eu conheço os limites e fraquezas das pessoas que se dizem santas. Vivi suas incongruências e suas quedas. Sei muito bem de que cor é a pele de sua alma.

Sua fraqueza não me surpreende. Mas eu não aceito o fato de os outros quererem enaltecer o que eu humilho com minhas críticas e meu desprezo.

Não tolero uma santidade que anda pela casa. Uma santidade próxima, demasiadamente humana, frágil. Creio que o santo e o sagrado estão totalmente desapegados da carne mortal. Procuro um Deus longe, muito distante da minha vida.

O padre José Kentenich dizia: “Este é o problema da atualidade. Buscar Deus, falar com Deus, amar a Deus… em todas as coisas. Detemo-nos, pois, na criação, não subiremos diretamente, mas indiretamente a Deus (…). A definição de santidade na vida diária nos oferece uma resposta neste sentido”.[1].

Preciso encontrar Deus no mais humano e pobre da minha vida. Lá ele fala comigo. Deus me ama tanto que faz parte do meu caminho e da minha história. Ele se envolve até o fim. Está escondido em meu coração, na Eucaristia. Ele se aproxima do meu caminho todos os dias, das minhas esquinas, das minhas encruzilhadas.

Deus sempre vem. Essa é a verdade de minha vida. O caminho da santidade passa por isso. Por pertencer a Deus em meio ao meu mundo. Por ser perfeito, sendo imperfeito. Por ele me amar com seu amor, enquanto eu o amo com meu amor limitado…

Não é a santidade perfeita que eu quero. Quero ver Deus agindo nos limites daquele que eu amo… Seus limites não me escandalizam. Nem o fato de eu saber de onde vem, como vive, o que faz.

Um padre recentemente ordenado comentava: “Depois da ordenação, sinto que continuo sendo o mesmo. Algo mudou no mais profundo, isso eu sei, mas continuo tendo a mesma carne doente. Não deixei de ir ao banheiro, de comer e satisfazer outras necessidades básicas. Não vivo no espírito ancorado nas nuvens. Minhas paixões continuam. Minhas forças interiores. Continuo sonhando e desejando a eternidade. E meu pecado segue me perturbando. Mas algo mudou. Percebo Jesus abrindo a minha carne”.

Eu desenvolvi um olhar mais profundo para enxergar além das aparências reais, que me escandalizam. Toco o pecado de minha Igreja. A carne visível. Dói. Vejo também a santidade sobre ombros fracos. Assombra. Vejo a luz e a escuridão rasgando pela mesma pele. E não deixo de dar graças ao céu. Não quero me escandalizar como estes homens que se afastam de Deus. Querem matá-lo. Duvidam de suas palavras. Depreciam a vida dele em Nazaré.

Quero ser capaz de ver a bondade por trás do pecado. Ver a luz depois da noite. Um olhar confiante na bondade do homem. É o que necessito. Embora me chamem de inocente.

Creio em uma segunda oportunidade depois de ter falhado. O perdão que cura as feridas e enterra para sempre o rancor guardado. Creio naquilo que Deus pode fazer comigo – se eu permitir.

Deus tem seu próprio tempo e eu coloco a minha vida nas mãos dele, pedindo paciência. Encontro Deus brilhando no oculto. Aceito o humano como ele é, e vejo um raio divino que muda tudo.

Essa forma de olhar é a que eu quero. A inocência das crianças é a que eu suplico. Para não desconfiar de tudo o que eu não conheço. E aceitar a verdade oculta na pele humana.

Kentenich Reader Tomo 2: Estudiar al Fundador, Peter Locher, Jonathan Niehaus

                                                                                                                            Aleteia

Humanidade que dá orgulho: os heróis que salvaram os meninos da Tailândia

herois tailandia

A melhor face da humanidade merece aplausos e gratidão após um drama que uniu o mundo inteiro em solidariedade, esperança e doação até da própria vida

Não é fácil destacar pessoas sem cometer vários e injustos esquecimentos, mas pelo menos alguns dos muitos heróis envolvidos no “resgate da caverna” precisam ser mencionados neste dia em que o mundo assistiu, eufórico e emocionado, ao êxito recompensador de um empenho mundial em salvar 12 meninos e seu jovem treinador de futebol.

Rick Stanton e John Volanthem, os mergulhadores britânicos

Foram eles que localizaram o grupo vivo após 9 dias desaparecidos, um evento de muito baixa probabilidade que, não à toa, é apontado como “o primeiro e fundamental milagre” de toda esta epopeia. Sem que sequer houvesse a certeza de que o grupo estava lá dentro, Stanton e Volanthem encararam um mergulho dificultado por passagens claustrofobicamente estreitas, águas barrentas com visibilidade quase nula, forte fluxo contrário da água, risco de piora repentina da inundação, escuridão total no ambiente e uma distância a partir da entrada que a maioria das pessoas teria descartado como altamente imprudente – os meninos foram achados a quatro quilômetros da boca da caverna, subterrâneos adentro. Rick Stanton e John Volanthem têm grande experiência em operações de alto risco envolvendo mergulho e resgate. Merecidamente, Andy Eavis, porta-voz da Associação Britânica de Espeleologia, declarou a respeito dos dois ao jornal The Washington Post:

“Eu disse logo que se alguém encontrasse esses meninos, seriam estes dois mergulhadores, que são os melhores do mundo”.

A complexa e coesa equipe de resgate

Mais de mil pessoas participaram da missão de salvamento, incluindo desde os responsáveis pela estratégia minuciosa até os executores propriamente ditos da operação de resgate: os corajosos mergulhadores. Destes, 40 eram tailandeses e 50 chegaram do exterior. Mas, além dos especialistas práticos em mergulho dentro de cavernas, compuseram o conjunto dos socorristas também os médicos que precisaram chegar até a cavidade para prestar os primeiros socorros aos meninos, os técnicos em espeleologia, os militares tailandeses, os engenheiros que bombearam milhões de litros de água para fora da caverna, as autoridades governamentais que precisaram tomar decisões extremamente arriscadas com margem mínima de tempo e de condições meteorológicas… Foi um espetacular trabalho de equipe em que cada célula precisou funcionar com a máxima perfeição possível.

Saman Kunan, o mergulhador que deu a vida pelos meninos

Saman Kunan

Saman Kunan – The North Face Adventure Team/Facebook

Aclamado agora como herói nacional, ele tinha 38 anos de idade e era voluntário na ação de resgate. Havia sido militar do grupo de elite da marinha tailandesa, além de atleta de alto rendimento. Praticava vários esportes e, na corrida de aventura, aplicava habilidades como mountain bike, trekking e canoagem. Mesmo não sendo experiente em cavernas, foi um dos primeiros voluntários a entrarem no complexo subterrâneo de Tham Luang, o que dá indícios da sua coragem. A missão de Saman ao mergulhar naquelas águas turvas era levar suprimentos e oxigênio ao grupo dos meninos. Enfrentou 6 horas para chegar e, em dado momento do trajeto de mais 5 horas para retornar, ficou ele próprio sem oxigênio. Saman perdeu os sentidos, afogou-se e não pôde ser reanimado pela equipe de socorro. Sua morte, que abalou os ânimos num primeiro momento, se transformou em motivação adicional para os outros resgatistas: eles declararam que iriam até o fim e que não permitiriam que a morte de um companheiro tivesse sido em vão. O sucesso da operação acabou se tornando a mais excelsa homenagem ao homem que deu a vida para que os meninos e seu treinador não perdessem a deles.

                                                                                                           Aleteia

O que significa no Credo que o Filho está sentado à direita de Deus Pai?

Se alguma vez você se perguntou o que significa a frase do Credo “subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso”, esta notícia irá ajudar a dissipar essa dúvida.

Nesta nota, apresentamos cinco explicações oferecidas pelos doutores da Igreja Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino; e por um especialista inglês em temas eclesiais.

1. Estar sentado quer dizer “habitar”

Em sue Sermão aos Catecúmenos sobre o Símbolo dos Apóstolos, Santo Agostinho explica que a expressão “estar sentado” significa “morar”.

“Também os locais onde habitam os homens são chamados de ‘sedes’, e não é por isso que se fica ali sentado. Eles levantam, caminham. Não se está sentado e, todavia, tais locais são chamados de ‘sedes’. Assim também entendei o morar de Cristo à destra do Pai”, diz o santo.

Nesse sentido, Santo Agostinho afirma que nessa condição, Jesus “é bem-aventurado e pela beatitude lhe compete o nome de ‘destra do Pai’, pelo fato de que ‘destra do Pai’ significa exatamente felicidade”.

“Se quiséssemos compreender isso de modo material, deveríamos dizer que se Ele está assentado à destra do Pai, o Pai estará então à esquerda. É-nos lícito pensar que Eles se encontram assim? O Filho à destra, o Pai à esquerda? Lá tudo é destra porque não existe nenhuma infelicidade”, diz o Doutor da Igreja.

2. Deus Pai é “incorpóreo”

Em um artigo publicado em Catholic Herald, Stephen Bullivant, diretor do Centro Bento XVI para a Religião e Sociedade da Universidade de Saint Mary, na Inglaterra, indicou que enquanto o Filho tem um corpo humano glorificado, “o Pai é incorpóreo”.

Portanto, “não tem mãos nem lados para que o Filho se sente literalmente ao seu lado. Então, como muitas vezes ao tratarmos de questões religiosas, estamos falando aqui simbolicamente”.

3. Expressa o poder e a autoridade de Deus

Bullivant assinalou que em várias passagens da Bíblia esta frase é usada para expressar a “intimidade com o poder e a autoridade de Deus”.

Por exemplo, no Evangelho segundo São Mateus, Jesus recorda que o Salmo 110 indica: “O Senhor disse a meu Senhor: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés’” (Mt 22,44).

Em sua Carta aos Efésios, São Paulo diz o seguinte: “E qual a suprema grandeza de seu poder para conosco, que abraçamos a fé. É o mesmo poder extraordinário que ele manifestou na pessoa de Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o sentar à sua direita no céu, acima de todo principado, potestade, virtude, dominação e de todo nome que possa haver neste mundo como no futuro” (Ef 1,19-22).

Sobre isso, Bullivant esclareceu que São Paulo não considera “a direita” como uma espécie de lugar subordinado no pódio divino. “Em vez disso, afirma que Cristo compartilha exatamente o mesmo poder e autoridade que o Pai”.

4. Cristo é plena e verdadeiramente Deus como é o Pai

Em terceiro lugar, Bullivant indica que Cristo não se “senta” à direita de Deus Pai Todo-poderoso como faria uma criança na sala de aula em frente ao professor. Ele se senta como o que é: um Juiz e um Rei.

“Ele está ‘sentado’ no sentido de estar instalado em uma posição de suprema honra e autoridade”.

Como assinala Santo Tomas de Aquino na Suma Teológica, citando São João Damasceno, “não supomos um lugar material quando falamos na direita do Pai. Pois, como poderia ocupar a direita, enquanto lugar, aquele que é incircunscritível? Porque direita e esquerda, materialmente falando, são propriedades dos seres circunscritíveis. Por onde, o que entendemos pela direita do Pai é a glória e a honra da divindade”.

Por isso, Cristo está entronizado como um igual ao Pai, porque é “plenamente e verdadeiramente Deus como é o Pai”.

5. Cristo feito homem mostra que viveremos na bem-aventurança divina

Bullivant destacou que Jesus está sentado à direita do Pai como Deus feito homem.

Indicou que os Padres da Igreja como Santo Atanásio e São Gregório Nazianzeno repetiam constantemente que “Deus se fez homem, para que o homem se faça Deus”.

Nesse sentido, recordou o que diz São Paulo em sua carta aos Romanos: “Se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados” (Rom 8,17).

“Como tal, então em nosso legítimo lar no Céu, habitaremos na bem-aventurança divina, isto é, à direita do Pai, junto com nosso semelhante Jesus Cristo”, ressaltou.

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O nosso corpo não é para impureza, mas para o Senhor

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A palavra meditada está em 1 Coríntios 6, 13b-14

O corpo porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.”

A passagem do livro de 1 Coríntios nos leva a pensar como importante é preservar a integridade do nosso corpo, pois Deus não nos criou para a imoralidade, para o pecado, mas para sermos templos sagrados do Espírito Santo que habita em nós.

Por meio dessa palavra o Senhor está dizendo a mim e a você que fomos criados por ele e para ele; e que todo o nosso ser físico, mental e espiritual a ele deve pertencer. Hoje vivemos uma realidade onde o homem se sente dono e senhor de si e de todas as coisas, é triste ver países onde a cultura do aborto ganha cada vez mais voz e vez; e ainda por cima chega-se a defender a ideia de “meu corpo, minhas regras” como se tivéssemos direito de escolher carregar uma vida ou colocar fim a ela, indo contra tudo aquilo que nos ensina a palavra de Deus.

O nosso corpo e vida não nos pertencem, mas pertencem a Deus, não são as regras desse mundo, não são as ideias distorcidas que o mundo nos oferece que devemos viver e buscar para nossa vida, mas sim aquilo que é agradável ao coração do nosso criador.

O Senhor nos diz ainda em 1 Coríntios que tudo me é permitido, mas nem tudo me convém; Deus nos dá como pai que ama a liberdade de escolher aquilo que faremos com o nosso corpo, com a nossa vida, mas enquanto cristãos que somos e templos do Espírito Santo precisamos ter discernimento para entender que nem tudo nos convém, que nem tudo nos levará ao caminho da salvação.

Devemos irmãos nos afastar de todas as situações que nos levam a pecar contra o nosso corpo: o vício da masturbação, a prática homossexual, a prática do aborto, o adultério, a fornicação e tantas outras práticas que nos fazem pecar contra o nosso corpo, contra o nosso Deus.

O Senhor nos ama até o ápice e não deseja que nos percamos pelo caminho, ele quer nos salvar, a nossa vida assim como todo o nosso corpo devem estar submetidos ao senhorio de Jesus, pois a própria palavra vai nos dizer que o nosso corpo é para o Senhor e o Senhor para o corpo. Portanto, não permitamos por meio das nossas práticas que o templo de Deus seja destruído, pois esse templo que somos  é sagrado diante dos olhos do Senhor.

Que o Espírito Santo de Deus nos ajude a nos mantermos firmes diante de tantas “ofertas” que o mundo nos oferece, para que no último dia, o Senhor possa nos ressuscitar, assim como ressuscitou a Cristo!!

 

Maria Betania Alves Tavares

Membro Consagrada da Comunidade Mãe Imaculada

 

Anunciam data da viagem do Papa Francisco a JMJ Panamá 2019

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, confirmou que o Papa Francisco participará da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá no Panamá em janeiro de 2019.

“Por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará na Cidade do Panamá, e acolhendo convite do governo e dos bispos panamenhos, Sua Santidade o Papa Francisco visitará o Panamá de 23 a 27 de janeiro de 2019”, afirmou Burke em um comunicado emitido pela Santa Sé neste dia 9 de julho.

Até hoje, católicos de todo o mundo ainda se perguntavam se o Papa Francisco estaria presente na JMJ Panamá 2019, porque em 8 de junho de 2017, o Santo Padre disse aos bispos panamenhos durante uma visita ad limina: “O Papa irá. Eu irei ou o outro, mas o Papa irá”.

Em seguida, o Cardeal José Luis Lacunza, Bispo de David, disse a Francisco: “Como gostaríamos que você fosse!”. Então, o Papa respondeu: “Isto está nas mãos de Deus”.

Pronunciamento da Igreja no Panamá

Por sua parte, o Arcebispo do Panamá e presidente do Comitê Organizador Local da JMJ Panamá 2019, Dom José Domingo Ulloa, disse após escutar a notícia que o anúncio “causa uma imensa alegria” a “toda a organização da JMJ” e que “a certeza de que o ‘Pedro’ que virá oficialmente ao Panamá será o Papa Francisco” os incentiva.

Suas declarações foram feitas em um ato especial no Arcebispado panamenho, no qual esteve presente o presidente da República, Juan Carlos Varela, e o Núncio Apostólico, Dom Miroslaw Adamczyk.

“Desta notificação que o Papa nos faz, ressalto que a JMJ é um projeto de país, do qual o Estado e a Igreja somos responsáveis e, por isso, devemos colaborar em conjunto para que renda frutos à nação e ao mundo”, acrescentou o Arcebispo.

O presidente Juan Carlos Varela manifestou se sentir “honrado” por receber o Santo Padre e que o evento terá o apoio em termos de segurança, saúde e emergências.

Dom Ulloa disse ainda que durante sua estadia, além dos atos centrais, “o Papa Francisco consagrará a Catedral Basílica de Santa Maria La Antigua, localizada no Bairro Antigo da cidade”.

Além disso, Víctor Chang, secretário executivo do Comitê Organizador Local, adiantou que está previsto que o Papa tenha um encontro com bispos centro-americanos, autoridades do governo, representantes da sociedade civil e líderes das diversas comunidades de fé.

“Nesta etapa preliminar do desenho da agenda também se está explorando a possibilidade de que o Papa Francisco tenha um gesto de atenção com jovens que vivem na marginalidade e enfermidade, os quais, por sua situação, não poderão participar dos atos centrais”, indicou Chang.

Os detalhes da agenda do Papa Francisco no Panamá serão divulgados de modo oficial em novembro de 2018.

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