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Novo estudo revela que o Santo Sudário tem o sangue de uma vítima de tortura

Novo estudo revela que o Santo Sudário tem o sangue de uma vítima de tortura 18.07.17

Santo Sudário / Crédito: Wikimedia Commons

Um grupo de cientistas comprovaram que o Santo Sudário de Turim (Itália) mostra sinais de segunda de uma vítima de tortura e desmente os argumentos de que o manto que envolveu o corpo de Jesus Cristo foi pintado.

A pesquisa, que confirma as hipóteses de investigações anteriores, como a do bioquímico Alan Adler nos anos 1990, foi feita pelo Istituto Officina dei Materiali em Triesti e pelo Instituto de Cristalografia de Bari, ambos sob o Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, assim como o Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua.

O estudo foi publicado no dia 30 de junho pela revista científica PlosOne, com o nome “New Biological Evidence from Atomic Resolution Studies on the Turin Shroud” (Nova evidência biológica dos estudos de resolução no Santo Sudário de Turim) e foi baseado em provas experimentais de estudos de resolução atômica e estudos médicos recentes sobre pacientes que sofrera vários atos de trauma e tortura.

“As partículas muito pequenas aderidas às fibras do linho do sudário registraram um cenário de grande sofrimento, cuja vítima estava envolvida no pano funerário”, disse Elvio Carlino, chefe da pesquisa e especialista do Instituto de Cristalografia.

Estas partículas, chamadas “nanopartículas”, tinham uma “estrutura, tamanho e distribuição peculiares”, precisou e seguida Giuliu Fanti, professor da Universidade de Pádua.

AS nanopartículas não são típicas do sangue de uma pessoa saudável. Pelo contrário, mostram altos níveis de substâncias chamadas creatina e ferritina, que se encontram em pacientes que sofrem múltiplos traumas fortes, como a tortura.

“Portanto, a presença dessas nanopartículas biológicas encontradas durante nossos experimentos apontam a uma morte violenta para o homem envolvido no Santo Sudário”, acrescentou Fanti.

As descobertas contradizem as afirmações de que o manto é um objeto pintado; declarações que são comuns entre os que sugerem que é uma falsificação medieval. As características dessas partículas “não podem ser artefatos feitos ao longo dos séculos no tecido do Santo Sudário”, disse Fanti.

Entre as relíquias mais conhecidas que se acredita que estejam ligadas à Paixão de Jesus Cristo, o Santo Sudário de Turim foi venerado durante séculos pelos cristãos como o pano funerário de Jesus. Também foi objeto de intensos estudos científicos para comprovar sua autenticidade e suas origens.

O Santo Sudário é um fino tecido de 463 centímetros de comprimento por 113 de largura, que tem uma imagem fraca manchada de um homem brutalmente torturado e crucificado. A imagem se torna clara em uma foto negativa.

O estudo das partículas foi feito na nanoescala, que vai de 1 a 100 nanômetros. Um nanômetro é a bilionésima parte de um metro.

“Essas descobertas só poderiam ser reveladas pelos métodos recentemente desenvolvidos no campo da microscopia eletrônica”, disse Carlino e acrescentou que a pesquisa marcou o primeiro estudo das “propriedades a nanoescala de uma fibra não poluída extraída do Santo Sudário de Turim”.

Embora a Igreja não tenha uma postura oficial sobre sua autenticidade, o Santo Sudário se encontra atualmente na Catedral de São João Batista de Turim. Em sua visita em 21 de junho de 2015 ao templo, o Papa Francisco rezou diante dele.

“O Sudário atrai na direção do rosto e do corpo martirizado de Jesus e, ao mesmo tempo, impele em direção ao rosto de cada pessoa em sofrimento e injustamente perseguida. Impele-nos na mesma direção do dom do amor de Jesus”, disse o Pontífice após a oração do Ângelus em Turim.

 ACI Digital

Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância

Papa superar todas as formas de racismo e de intolerância 18.07.17

Tuíte do Papa celebra o Dia Mundial Nelson Mandela – AFP

“É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a celebração neste 18 de julho do Dia Internacional Nelson Mandela.

Se estivesse vivo, hoje Madiba – como era conhecido – completaria 99 anos. Considerado uma das personalidades mais ilustres do século XX, Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Naquela ocasião, o Papa Francisco enalteceu o firme compromisso demonstrado por Mandela para “promover a dignidade humana de todos os cidadãos do país e forjar uma nova África do Sul construída sobre os pilares da não-violência, da reconciliação e da verdade.

“Rezo para que o exemplo do ex-presidente inspire gerações de sul-africanos, para que coloquem a justiça e o bem comum à frente de suas aspirações políticas”, disse o Papa Francisco em telegrama.

  1. João Paulo II 

Ao longo de sua vida, Nelson Mandela encontrou um único Pontífice: João Paulo II. A primeira vez foi em junho de 1990, pouco depois que deixou a prisão, onde transcorreu 27 anos de sua vida.

Em setembro de 1995, o Papa polonês visitou a África do Sul, sendo acolhido justamente por Nelson Mandela. Eis as palavras de João Paulo II na cerimônia de boas-vindas, em 16 de setembro: hoje a minha viagem me traz à África do Sul, à nova África do Sul, uma nação que se colocou firmemente no caminho da reconciliação e da harmonia entre todos os seus habitantes. No início da minha visita, desejo homenagear o Senhor, Presidente, que, depois de ter sido uma “testemunha” silenciosa e partícipe do anseio do seu povo à verdadeira libertação, agora assumiu a responsabilidade de inspirar e de desafiar cada um a ter êxito na tarefa de reconciliação e de reconstrução nacional.

Apartheid

Mais uma menção a Mandela foi feita ao regressar desta viagem, no Angelus de 24 de setembro de 1995 no Vaticano: “Infelizmente, mais uma vez pude tocar com as mãos os problemas deste Continente. A África carrega os sinais da sua longa história de humilhações. Muito se olhou para este Continente somente em nome de interesses egoístas. Hoje, a África pede para ser estimada e amada por aquilo que é. Não pede compaixão, pede solidariedade. Esta mensagem colhi em todos os lugares e, em especial, no encontro com Nelson Mandela, o homem que guiou a superação do apartheid, interpretando o desejo do seu povo, e de toda a África, de renascer na pacificação e na colaboração entre todos os seus filhos”.

Bento XVI

Bento XVI falou de Mandela ao se dirigir ao novo embaixador da África do Sul junto à Santa Sé, em 29 de maio de 2009.

“Ninguém pode duvidar que muitos méritos pelos progressos realizados devem ser atribuídos à extraordinária maturidade política e às qualidades humanas do ex-presidente Nelson Mandela. Ele foi promotor de perdão e de reconciliação e goza de grande respeito no seu país e junto à comunidade internacional.”

Maior nome da política sul-africana, Nobel da Paz, Nelson Mandela deixou um legado não só de convivência, mas também de luta e resistência. Primeiro presidente negro eleito da África do Sul, entre 1994 e 1999, cumpriu um só mandato – feito raro na política mundial.

Rádio Vaticano

Oração: Fale com ele

Oração Fale com ele 17.07.17

Dom Pedro Cipollini

Na crise que estamos muito se houve dizer: “Só por Deus”. Só por Deus podemos mesmo, superar tantos obstáculos, que pessoas egoístas e sem escrúpulos arrumam para o Brasil. Na situação que estamos não podemos perder a esperança. Neste sentido a oração é a grande força. A Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) convocou um dia de oração por nossa Pátria. Vamos prolongar este dia enquanto não conseguirmos dias melhores.

O livro Grande Sertão: Veredas, romance de Guimarães Rosa, é admirável por vários motivos. A mim chama atenção a questão teológica que perpassa a obra. Refiro-me ao constante questionamento sobre o mistério de Deus e a existência do mal.

Alguns trechos são memoráveis como por exemplo: “Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar – é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos  grave se descuidar um pouquinho, pois no fim da certo. Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma!…Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa existir para haver – a gente sabendo que ele não existe, aí é que ele toma conta de tudo”. (Ed. Nova Fronteira, 36ª Ed. P. 48)

E posto que em meio ao “mistério da iniquidade”, como chama São Paulo ao problema do mal no mundo (cf. 2Ts 2,7), existe um Deus criador, fonte da vida e Pai de bondade, revelado por seu filho Jesus Cristo, como viver sem falar com Ele, sem viver para Ele.

O reconhecimento da existência de Deus exige do que acredita, entrar em contato com Ele e isto é o que se chama oração. Na definição de Teresa D’Ávila mística espanhola e padroeira dos professores, “orar é falar com alguém que sabemos nos amar”. Orar não é nada complicado, é falar com Deus, pensar nele e abrir seu coração para escutá-lo. O que precisa é querer falar com Ele e estar atento.

A oração é preceito essencial de todas as religiões e existe até mesmo em meio aos que dizem não ter religião. Há uma percepção difusa e universal de que a fé e a oração fazem bem para a saúde. Neste sentido é interessante o livro do Dr. Kenneth H.  Cooper, “É melhor acreditar”. Esta obra versa sobre a importância da fé para a saúde e a boa forma.

E aqui também, não posso deixar de lembrar o que escreve Guimarães Rosa no mesmo romance que citei acima: “Hem? Hem? O que mais penso, testo e explico; todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente de religião; para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. No geral. Isso é que é a salvação-da-alma…(op. Cit.p.8).

Lembro-me do noticiários dos jornais, quando o Dalai Lama ganhou o prêmio Nobel da Paz. Foram avisá-lo, ele estava em oração. Não queria ser interrompido quando rezava. Assim, foi um dos últimos a saber que tinha ganho o prêmio. Eis um homem que valoriza a oração.

No cristianismo a oração é essencial, é o respiro da alma. O grande orante da Bíblia,  que nos ensina a orar é Jesus. Passava noites em oração, rezava e saia tão transfigurado da oração que um dia, seus discípulos pediram que lhes ensinasse a rezar. Jesus ensinou o “Pai Nosso”.

Sem a oração a pessoa está paralítica para a corrida do Amor, permanece presa ao chão de tudo aquilo que não é Deus, não pode se realizar.

Portanto, reze, fale com Ele, fale com Deus, Ele está interessado em te escutar.

CNBB / Dom Pedro Cipollini – Bispo de Santo André

Ser humano não foi feito para a guerra

Papa a voz dos trabalhadores continua ressoando na Igreja 17.07.17

Papa no encontro com os trabalhadores, na Sala Paulo VI – OSS_ROM

 A Paz: compromisso permanente

Os números da morte são impressionantes. No primeiro grande conflito mundial, entre 1914 e 1917 morreram aproximadamente 17 milhões de pessoas, entre soldados e civis. O segundo grande conflito mundial, entre 1939 e 1945, ceifou a vida de 55 milhões de pessoas.

Após 1945, aconteceram poucos conflitos armados internacionais onde se enfrentaram exércitos nacionais clássicos e estruturados, como nas duas grandes guerras. No entanto, calcula-se que perto de 100 milhões de pessoas morreram no século passado, vítimas da guerra.

Em vista do momento em que vivemos, com o crescimento dos conflitos envolvendo nações e regiões, assim como com o avanço do terrorismo promovido pelo Estado Islâmico, bem como com a ameaça de guerra entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, faz-se necessário rezar, pedir, educar e apostar na paz.

Hoje, mais do que nunca, é necessário ouvirmos a Boa Nova do Evangelho que diz: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus (Mt 5,10) ”.

A Paz é possível

Santo Agostinho afirmou que pode haver paz sem nenhuma guerra, mas não há guerra sem a paz, pois ao menos os combatentes de ambos os lados devem viver em paz entre si, se não iriam matar uns aos outros (De Civitate Dei, XIX, 13).

Portanto, a guerra é como um parasita, que não existe por si mesmo, mas sim em simbiose com quem lhe dá sustento. Se lhe suprime (a quem a sustenta), mataria a si mesmo. Isso significa que a guerra jamais suprime totalmente a paz, pois mesmo em uma situação de guerra, supõe-se a paz dentro das partes beligerantes. Disso resulta que a guerra não é o absoluto da existência, ou seja, não é o primeiro do qual essa toma forma, mas a sua negação.

Crer na paz significa professar que a paz somente pode ser obtida pela paz. Como Santo Agostinho queremos afirmar a superioridade do verbum (diálogo) sobre o ferrum (espada), para que os conflitos sejam solucionados pacificamente.

Ao contrário de Tomas Hobbes na filosofia moderna que afirmou que “o homem é lobo do homem”, a Doutrina social da Igreja ensina que o ser humano é naturalmente sociável, isto é, sua índole é viver pacificamente em sociedade.

Por isso, Santo Tomas de Aquino diz que os seres humanos em sociedade se comportam não como feras, mas como amigos, em um tipo de “amizade cívica” ou “amor social”, pois a vida seria impossível se cada um considerasse o outro como um potencial inimigo.

Educar para a Paz

Cremos que as pessoas podem ser educadas para a paz, pois ela lhes é natural, inerente à sua natureza. O ser humano não foi feito para a guerra. Para fazê-la, ele precisa ser treinado em quartel. Matar não é natural ao ser humano. Ele não tem garras e defesas naturais, como os animais. Por isso, fabrica armas e tem que aprender a usá-las.

A causa da paz merece que acreditemos nela. É preciso apostar e educar para ela, investindo na índole pacifica do ser humano. Sobretudo o cristão crê na paz, pois ele a recebeu como dom e deve reparti-la com todos (Lc 10,5). Como magnificamente escreveu Pe. Mariano Weizenmann, “para os cristãos, viver em paz não é apenas um dom; é também uma tarefa. E se a paz fracassar no mundo, não deve ser por culpa dos cristãos” (Revista Teologia em Questão, 2002/1, p.55).

Canção Nova / Padre Antonio Aparecido Alves

Papa Francisco exorta os catequistas a caminhar “a partir de e com Cristo”

“Quanto mais Jesus está no centro da nossa vida, mais nos faz sair de nós mesmos, nos descentra e nos torna mais próximos dos outros”, afirmou o Papa Francisco em uma carta dirigida aos participantes do Simpósio Internacional sobre Catequese.

O evento acontece em Buenos Aires (Argentina), sob o lema “Interpelações a nossa catequese à luz do Papa Francisco”, e terminará no dia 14 de julho.

Em primeiro lugar, o Santo Padre assinalou que “a catequese não é um ‘trabalho’ ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se ‘é’ catequista e toda a vida gira em torno desta missão”.

“Na verdade, ‘ser’ catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais”, assegurou.

Por esta razão, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio “que é o dom que transformou a própria vida” e que “deve ressoar uma e outra vez na vida do cristão, e mais ainda naquele que é chamado a anunciar e a ensinar a fé”.

Por outro lado, “o catequista caminha a partir de e com Cristo, não é uma pessoa que parte das suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por ele, por este olhar que inflama o coração”.

“Quanto mais Jesus ocupa o centro da nossa vida, mais nos faz sair de nós mesmos, nos descentra e nos torna mais próximos dos outros”, sublinhou o Papa Francisco.

“Esse dinamismo do amor é como o movimento do coração: ‘sístole e diástole’; concentra-se para encontrar-se com o Senhor e imediatamente se abre, saindo de si por amor, para dar testemunho de Jesus e falar de Jesus, pregando Jesus”, explicou.

O fundamento deste movimento está na mesma ação de Cristo quando “se retirava para rezar ao Pai e imediatamente saia ao encontro dos famintos e sedentos de Deus, para curá-los e salvá-los”.

Nesse sentido, o Santo Padre sublinhou a importância do “encontro constante com a Palavra e com os sacramentos” e que não seja algo “simplesmente ocasional”.

Por fim, afirmou que “o catequista também é criativo; busca diferentes meios e formas para anunciar Cristo”.

“Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente para mostrar-lhes de uma maneira próxima o amor de Deus”, destacou o Papa Francisco.

Para isso, “é preciso saber ‘mudar’, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele”.

O Papa encorajou a que nesta busca “não devemos sentir medo, porque ele nos precede nesta tarefa. Ele já está no homem de hoje, e lá nos espera”.

“Queridos catequistas, agradeço-lhes pelo que fazem, mas, sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. Encorajo-vos serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário”, concluiu o Papa Francisco.

                                                                            ACI digital

 

As fraquezas do diabo

Qual é a razão de o diabo parecer mais ativo nesses últimos tempos?

A primeira fraqueza do diabo é a oração do louvor, porque ele não suporta o louvor a Deus por algo muito simples: Lúcifer, ou “portador de luz”, transformou-se em satanás, exatamente por não querer louvar a Deus. Isso é óbvio! Portanto, o louvor para ele é muito forte e pesado. Se nós queremos lutar contra o diabo, não temos outra coisa a fazer senão começar a louvar ao Senhor.

Se você conhece uma pessoa que precisa de ajuda, nem sempre é necessário que você faça orações de libertação por ela. Se existe um grupo de irmãos que rezam juntos, comecem a louvar a Deus ignorando o inimigo, e o louvor o incomodará de tal modo que ele fugirá.

Uma pergunta muito comum nos dias de hoje: “Por que o diabo se apresenta mais hoje do que nos tempos passados?”. Houve um tempo em que ele trabalhava escondido, era ignorado por todos. Até pouco tempo, existiam pouquíssimos ou quase nenhum exorcista, não porque não existissem pessoas que precisassem ser exorcizadas, mas porque ninguém percebia essa necessidade. Hoje é diferente. Então, qual é a razão de o diabo parecer mais ativo nesses últimos tempos? Começou-se a falar mais nele, primeiro, por meio dos pentecostais, depois pelos evangélicos, seguidos pela Renovação Carismática Católica (RCC).

O demônio não suporta o louvor! Isso poderia ser exemplificado como um rato escondido em um buraco; você joga água quente lá e, não a podendo aguentar, ele é obrigado a sair. O louvor faz com que o inimigo saia do buraco onde se encontra.

Lute por intermédio do louvor

Toda luta que o diabo trava, hoje, não é porque ele está mais forte do que antes, mas, provavelmente, porque está mais fraco. Graças a todo o louvor feito, especialmente em grupos de oração, por meio desses movimentos espirituais (em particular o movimento carismático), o maligno perde o controle e não sabe o que fazer. Por essa razão, nós temos de continuar a lutar por meio do louvor.

A segunda coisa que o diabo teme é a obediência, porque ele é desobediente. Dessa forma, tudo o que ele sugere, continuamente, é a desobediência. Nós, sacerdotes, em particular, devemos estar muito atentos a isso, pois é fácil cair nessa cilada do inimigo.

A terceira coisa também temida pelo diabo é a humildade. Ele sugere o “poder”. No fim das contas, ele é aquilo que é: o satanás, porque queria ter o poder.

Certa vez, um exorcista fez uma pergunta para ele: Por que você tem pavor de Maria? E ele disse: “Tenho pavor daquela mulher, da sua grande humildade”. A humildade é uma virtude que o inimigo de Deus teme mais do que a nós, porque essa virtude vai contra a natureza dele, pois ele é soberbo, orgulhoso, poderoso e faz o que quer. A humildade vai contra tudo isso.

                                                                                  Canção Nova

 

Sabia que a aliança de casamento pode ter a força de um exorcismo?

Usá-la sempre é uma excelente proteção

 De ferro, prata , ouro ou qualquer outro metal: o anel adquiriu um significado maior do que tinha na antiguidade pagã depois que a Igreja o constituiu em símbolo da aliança indissolúvel entre os casais.

Entre os judeus e os romanos – até mesmo entre os povos pagãos – os homens tinham o costume de colocar um anel no dedinho de sua futura esposa, mas era um anel com um significado diferente. Tratava-se de um voto de confiança, em que o homem entregava à mulher uma réplica do anel ou carimbo pessoal que ele usava no polegar, com o qual lacrava correspondências pessoais e contratos. Era um costume das classes mais abastadas.

Por outro lado, os casais, de qualquer classe social, trocavam anéis nupciais no dia do casamento e costumavam colocá-los no dedo anelar da mão esquerda, bem perto do coração, onde se sente mais o pulsar do órgão poderoso, que simboliza o amor que deve ser somente para Deus.

Pode soar muito romântico e até sentimental, mas o costume que nasceu na Europa do século VI se espalhou por todo o planeta, e, ainda hoje, sob qualquer nominação religiosa ou cultural, os casais trocam anéis e os colocam no dedo anelar da mão esquerda.

Em alguns países, como no Brasil, estes anéis são chamados de aliança e é comum que, no dia do casamento, eles entrem solenemente na igreja sobre uma elegante almofadinha conduzida pelas mãos de um pajem. Durante a aplicação do sacramento, o padre abençoa as alianças e, em seguida, convida os noivos a colocarem-nas mutuamente, repetindo palavras de compromisso, fidelidade e amor.

Claro que esse pequeno cerimonial inserido na solenidade do sacramento não é obrigatório – e sua ausência não invalidaria o matrimônio. Porém, dignificado pela solenidade sobrenatural, como somente a Igreja poderia ter concebido para maior glória de Deus e consolidação do amor conjugal, transmite maior sentido ao contrato mútuo de um casal.

A aliança de casamento pode chegar a revestir a condição de sacramento autêntico, como o anel do pescador usado pelos papas depois do conclave. Ou como os que recebem os religiosos – desde cardeais, bispos e até freiras.

Abençoada e elevada de categoria, a aliança passa de um simples anelzinho a um instrumento de vida consagrada, uma profissão de vida religiosas, cheia de renúncias e sacrifícios santificantes.

Símbolo de oração da Igreja por seus filhos, a aliança pode até chegar a ter a força de um exorcismo contra tentações e ataques de espíritos malignos que induzem o adultério e a fornicação. 

Usar sempre a aliança, mais do que um ato de amor, fidelidade e dever conjugal, é uma proteção, já que , quando se casa, Deus manda um anjo especial para o casal e sua finalidade é proteger o homem e a mulher individualmente, em função da “uma só carne” que são os dois depois do casamento, até que a morte os separe e no Céu sejam como os anjos. (Marcos 12,25)

                                                                            Aleteia