Blog Comunidade Mãe Imaculada

Louve ao Senhor !

É o louvor que transforma tudo

Quando estiver doente, louve ao Senhor. Dê graças a Ele. Se é uma pessoa da sua família que está com uma doença grave, humanamente desesperadora, louve e adore ao Senhor, agradeça a Ele! Não pela doença , mas por saber que Ele é o Senhor da doença, portanto, o Senhor da saúde.

Ele, e somente Ele, pode transformar as circunstâncias. Com as nossas orações e intercessões, entramos na Sala do Trono, onde são tomadas as decisões. A nossa oração e louvor intervém na solução. O louvor é superior a qualquer pedido: ele nos dá a certeza de que Deus nos ouve. Lembre-se que, se até os meus medos se realizam, muito mais o meu louvor se realizará.

Louve a Deus porque Ele é o Senhor. Se há uma pessoa em sua casa longe de Deus, louve e bendiga a Ele! O amor d’Ele por essa pessoa se mantém, Ele a ama! Mesmo ela estando longe por qualquer que seja o motivo, pode inclusive estar amarrada, presa, algemada pelo inimigo.

O louvor chega ao Senhor e é decisivo na Sala do Trono, onde as decisões são tomadas, de onde as soluções vêm. E tudo se transforma.

É o louvor que transforma tudo e, quanto mais enchermos o Céu de louvor, mais as soluções virão. Não tenha medo!

Deus o abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

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Quando Cristo voltará?

segunda

Com relação à data em que acontecerá a renovação do mundo e a inauguração definitiva do Reino de Deus, ninguém sabe e não devemos especular a respeito.

Muitos se enganaram sobre isto e levaram muitos outros ao engano e ao desespero. Até grandes santos da Igreja erraram neste ponto. Podemos citar alguns exemplos:

São Hipólito de Roma (+235) – chegou a afirmar que o final do mundo seria no ano 500.

Santo Irineu (+202)  –confirmava a tese do Os. Barnabé, de que o final seria no ano 6000 após a criação do mundo…

Santo Ambrósio (+397) e São Hilário de Poitres (+367) – apoiaram a mesma tese anterior.

São Gaudêncio de Bréscia (+405) – indicava o ano 7000 após a criação.

No século V, com a queda de Roma (476), S. Jeronimo (+420), São João Crisóstomo (+407), São Leão Magno (+461), defendiam que face à queda de Roma, o fim do mundo estava próximo…

No século VI e VII, São Gregório Magno (+604) afirmava como próxima a vinda de Cristo…

Muitas vezes as profecias sobre a vinda de Cristo iminente são sugeridas pela necessidade que temos de encontrar uma “saída” para os tempos difíceis em que se vive. Por isso a Igreja é muito cautelosa nesse ponto, e sempre nos lembra:

At 1,7 – “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por sua própria autoridade”.

Mc 13,32 – “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém os conhece, nem mesmo os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas, sim, o Pai só”.

Santo Agostinho interpreta essa passagem dizendo que Jesus diz não saber esta data, porque está fora do depósito das verdades que Ele veio revelar aos homens; não pertence à sua missão de Salvador revelar essa data (In Ps 36 Migne 36,355).

O Magistério da Igreja quer que se respeite essa vontade de Deus de deixar oculta aos homens essa data.

No Concílio Universal de Latrão V, em 1516, foi decretado:

“Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do Anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito a Verdade diz:   “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram, e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve,  segundo  o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes,  a  paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

Em 1318, o Papa João XXII, condenando os erros dos chamados Fraticelli disse:

“Há muitas outras coisas que esses homens presunçosos descrevem como que em sonho a respeito do curso dos tempos e do fim do mundo, muitas coisas a respeito da vinda do Anticristo, que lhes parece estar às portas, e que eles anunciam com vaidade lamentável. Declaramos que tais coisas são, em parte, frenéticas, em parte doentias, em parte fabulosas. Por isso nós os condenamos com os seus autores em vez de as divulgar ou refutar” (Curso de Escatologia – D. Estevão Bettencourt, págs. 123 / 124).

Cléofas / Prof. Felipe Aquino

Ide para águas mais profundas!

 “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar” (Lc 5,4).

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Esse trecho do Santo evangelho foi dirigido a São Pedro e aos seus companheiros que estavam à beira do lago. A ordem de Jesus, foi “ir a águas mais profundas”. Obviamente, que Jesus sabia do cansaço e da decepção de Pedro e dos seus companheiros de terem trabalhado a noite inteira e não ter pescado nada, mas mesmo assim, Jesus dá a ordem para retornar ao lago, porque o Senhor sabia que o lugar da pesca é nas águas profundas.

A fé é a bandeira do povo de Deus, que supera as fraquezas da vida humana. O cansaço e a decepção sempre levam para as águas rasas e paradas, nas quais se estaciona e morre. Entretanto, a fé e a obediência à Palavra de Deus, leva o cristão a ir sempre às águas mais profundas, impulsionado pelo vento do Espírito Santo.

O batismo nos convida a irmos às águas mais profundas? Essas águas profundas é o próprio Deus e o seu amor que nos convida a fazer uma experiência de sua graça. Em atenção ao convite do Senhor, devemos estar em constante busca das águas mais profundas.

A busca das águas mais profundas, também nos leva à missão do encontro com o nosso próximo e fazer ecoar a ordem do Senhor de ir às águas mais profundas e ter essa experiência fundante do amor de Deus.

Nós, batizados dos tempos de hoje, tem que pedir ao Espírito Santo, o dom da parresía. O Padre Paulo Ricardo nos ensina que “a parresía remete à coragem, ao destemor de dizer a verdade, mesmo sob pena de ser condenado por isso. É uma característica dos Apóstolos de Cristo logo após terem recebido o Espírito Santo. Deve ser, portanto, a marca de todo o católico, confirmado em sua fé”.

A verdade que tem de ser proclamada. E essa verdade está expressa nas Sagradas Escrituras. A preguiça espiritual, traduzida no cansaço, nas vãs preocupações, tem que ser posta de lado e em atenção ao envio do Senhor, temos que ir para as águas mais profundas. Aqueles que não atendem ao seu envio e fica na segurança das margens, entra numa espécie de esfriamento da fé e não adentram na dinâmica de uma vida missionária, onde a sua fé, o leva a se aprimorar no seguimento a Deus nos lagos desta vida.

A fé parada, não produz os frutos na sua amplitude, por isso, o cristão é enviado a ir a todas as partes, tão somente com a sua rede, enquanto pescador, sabendo que Deus proverá o necessário.

Ir às águas mais profundas é nada mais que seguir ao Senhor sem reservas, abandonando-se tão somente a vontade de Deus, sem limites. O amor a Deus deve ser o norte. Assim, a pescaria sempre será rica e abundante de frutos para a evangelização e para a vida pessoal.

Francisco Ribeiro Alves

Missionário – Comunidade Mãe Imaculada

“República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época”, diz dom Leonardo Steiner

domleoNesta quarta-feira, 15 de novembro, celebra-se os 128 anos de proclamação da República. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, concedeu entrevista à equipe de assessoria de imprensa sobre o significado da data.

A República Brasileira foi proclamada como resultado de um levante político-militar que deu ao Brasil a forma republicana federativa presidencialista do governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por causa disso, colocou um final no comando político do imperador D. Pedro II.

Confira entrevista.

Celebra-se o dia da Proclamação da República em meio a uma grave crise geral no Brasil. Na opinião do senhor, em que pé está a prática republicana no Brasil?

Nossa compreensão sobre a República é tirada do mundo dos gregos antigos e tem significado muito simples e acessível a qualquer pessoa que queira fazer uma séria reflexão sobre a vida pública no Brasil: é republicano tudo o que favorece o bem comum e não a interesses de grupos ou de pessoas. A palavra republica diz: res-publica, a coisa pública, o que é da responsabilidade de todos, o que está a serviço de todos. Percebemos que valores do público, do comum como a ética, foram deixados de lado. Os antigos diziam que governar é a maior de todas as artes. Maior porque está no cuidado de todos e de tudo e não de grupos ou do mercado. Nesse sentido temos uma responsabilidade com a res-publica. Percebemos como a crise é do descuidado para com a República.

Nesse sentido podemos lembrar o Beato Paulo VI, que na Encíclica Populorum Progressio, publicada há cinquenta anos, recordava o propósito inspirador de formas de governo: “Trata-se de construir um mundo em que todos os homens, sem exceção de raça, religião ou nacionalidade, possam viver uma vida plenamente humana, livre de servidões que lhe vêm dos homens e de uma natureza mal domada; um mundo em que a liberdade não seja uma palavra vã”. A prática republicana, se quisermos nos expressar assim, necessita dessas características fundamentais para permanentemente dinamizar e maturar a República. República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época. Teríamos, então a República como como expressão viva das pessoas livres que são ouvidas, representadas e respeitadas, isto é, democraticamente ativas.

Em comentários de domínio público entre personagens da política que passaram por situações suspeitas existe a presença da expressão de que a conversa entre eles foi “republicana”. Para o senhor, o que é um diálogo republicano?

É republicano um diálogo que respeite, com rigor, os princípios da honestidade, da ética pública e da fidelidade aos interesses da sociedade. Um diálogo profundamente marcado pela integridade pessoal e pela disposição em buscar soluções para os problemas postos na lida correta da política. Não é republicana nenhuma conversa que trate de vantagens pessoais ou para grupos familiares ou partidários em relação ao trato do dinheiro do contribuinte, ou seja, o que costumam chamar de recurso público. Quando o diálogo republicano dá lugar aos acordos para garantir interesses que não sejam aqueles defendidos pelo conjunto da população, estabelece-se a corrupção seja ela econômica ou moral. Quando pessoas ou grupos se permitem o direito de intervir em instâncias do poder público para retirar delas qualquer tipo de vantagem está aberto o caminho da corrupção ativa e passiva e ganha protagonismo corruptores e os corrompidos.

Papa Francisco falou sobre corrupção a parlamentares italianos que se mobilizam contra a máfia afirmando que ela tem uma natureza contagiosa e parasitária, porque não se nutre do que de bom produz, mas do que subtrai e rouba. O que o senhor pensa ser possível aplicar dessa palavra do Papa na situação vivida atualmente na república brasileira?

Papa Francisco falava de uma circunstância bem precisa dentro do universo da república italiana e não se pode, pura e simplesmente, aplicar a situações diferentes, mas é claro que suas palavras têm um alcance maior por se tratar de um fenômeno que, infelizmente, se encontra em muitos países do mundo.

Quando ele fala da natureza contagiosa da corrupção, por exemplo, pode-se notar que é um fato que se verifica na realidade brasileira. Na verdade, o sistema político brasileiro está contaminado pela corrupção. E isso transcende o tempo republicano para alcança os primórdios da nossa sociedade. Uma pena é que essa contaminação atravessou os séculos e insiste em ir dominando governos, legislaturas e tantas outras instâncias de poder retirando do povo brasileiro seus recursos mais essenciais. A corrupção no Brasil, como diz o Papa, também tem seu caráter parasitário porque se alimenta do que os corruptos roubam do povo. Desse modo, a corrupção humilha o povo brasileiro que precisa de habitação, alimentação, saúde, segurança e educação.

A corrupção solapa tudo o que de possível poderia ser realizado com os recursos que saem do bolso do povo, especialmente do povo mais pobre. Já passou da hora de deixarmo-nos atrair pela ética e debater as raízes da corrupção para ser enfrentada no nosso país. A CNBB tem insistido em seus pronunciamentos oficiais em três caminhos para cuidar da res-publica e, por isso, enfrentar a corrupção generalizada: o resgate da ética para garantir lisura no modo de lidar com os valores religiosos e morais, como também com os recursos que são do povo e devem ser aplicados em serviços para a população; uma reforma política abrangente que envolva as eleições, o dinâmica democrática da Legislativo, Executivo e Judiciário; a participação da sociedade inteira nos debates e nas decisões sobre os principais temas nacionais.

Nesse momento de crise, no entanto, percebemos um movimento quase silencioso de diversos grupos na sociedade que busca debater e refletir o momento da nossa República. São pessoas que percebem a natureza “contagiosa e parasitária” da corrupção nos diversos âmbitos da sociedade e assumem a responsabilidade como cidadãos de buscar caminhos para a Republica. Se debate e reflete a ética, a democracia, a economia, a educação, a segurança, a saúde. Acontece diálogo! São pessoas que fazem da crise uma possibilidade de maturação da República, guiadas pela esperança. Desejo que esse movimento cresça, se fortaleça e como afluentes caminhem para um grande rio que é a vida à República do Brasil. Que esse movimento atinja nossas universidades e as pequenas comunidades do nosso interior.

CNBB

“Bebê milagre” nasce com 21 semanas e desafia a ciência ao sobreviver

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Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público

Um bebê nascido nos Estados Unidos com 21 semanas de gestação desafia a ciência e já completou 3 anos de idade.

Courtney Stensrud e seu esposo asseguram que a sua filha é um “bebê milagre”. E eles têm toda razão.

Os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) advertem que “os bebês nascidos muito cedo (especialmente antes da 32 semanas) têm índices mais altos de morte e deficiência”.

Atualmente, considera-se que o bebê é viável, embora com muitas dificuldades, desde as 24 semanas de gestação. Há casos relatados desde as 22 semanas, mas o bebê dos Stensrud não chegou a ter tanto tempo de gestação quando nasceu.

A idade fetal recomendada para o parto é entre 39 e 40 semanas.

O bebê Stensrud, de acordo com os cientistas que publicaram seu caso na revista da Academia Americana de Pediatras, “pode ??ser a sobrevivente mais prematura até hoje”.

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As complicações próprias do parto prematuro exigiriam que o bebê fosse submetido à reanimação médica.

Entretanto, como os cientistas explicam em sua publicação, “atualmente, tanto as sociedades obstétricas quanto os pediatras aconselham avaliar a viabilidade ou tentar fazer a reanimação antes das 22 semanas de gestação”.

O Dr. Kaashif Ahmad, neonatologista que atendeu Courtney e o seu bebê no Methodist Children’s Hospital, em San Antonio, Texas, e autor principal do estudo publicado na revista pediátrica, começou a consolá-la pela sua perda. Mas ela não se deu por vencida.

Como recordou em declarações à CNN, enquanto o médico conversava com ela, “apenas disse, ‘você tentará? ’, e ele disse que sim. “Três anos depois, temos o nosso pequeno bebê milagre”.

“Não conto muito a sua história, mas quando a conto, as pessoas se surpreendem”, assegurou.

“Se alguma mulher, antes do parto, está pesquisando no Google, pode encontrar esta história e pode encontrar um pouquinho de esperança e de fé”, disse.

Ela mesma passou por esta situação. E encontrava casos de bebês de 22 semanas ou mais. Mas o seu bebê tinha apenas 21 semanas e quatro dias. Quando a pequena nasceu, pesava apenas 425 gramas.

Embora tenha recebido o consolo do médico, e a sua advertência sobre a pequena chance do seu bebê sobreviver, “só senti algo dentro de mim, ‘apenas tive fé e esperança’. Eu não me preocupava que ela tivesse apenas 21 semanas e quatro dias. Eu não me preocupava”.

Dr. Ahmad disse que “devemos ser muito cuidadosos sobre generalizar um bom resultado para uma população maior”.

“Nós relatamos esse caso porque depois desta reanimação ela reagiu bem, mas poderia ter sido apenas um caso extraordinário e que não devêssemos esperar o mesmo resultado de outros bebês”, assinalou.

“Precisamos aprender mais antes de tirar qualquer conclusão”, acrescentou.

Mas o médico destacou os avanços da tecnologia no cuidado dos bebês prematuros nos últimos 50 anos.

Em 1963, recordou, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, teve um filho prematuro com a sua esposa, Jackie.

O bebê tinha apenas 34 semanas de gestação e teve “uma complicação respiratória”, que “para nós seria uma rotina muito fácil de atender”.

“Naquela época, há mais de 50 anos, a tecnologia e os medicamentos disponíveis não eram suficientes para salvá-lo e faleceu alguns dias depois”, disse o Dr. Ahmad.

Por sua parte, Courtney Stensrud espera que o caso da sua filha inspire e sirva de esperança para “outros pais no mundo inteiro”.

“A partir do momento em que ela entrou neste mundo, ela sempre quis viver. Agora vive a vida”, assinalou.

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Sessão Solene marca Lançamento da 11ª Caminhada Pela Paz sobre Defesa do Velho Chico

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Uma sessão solene realizada na Câmara de Vereadores de Juazeiro, na noite desta segunda-feira (13) marcou a abertura da 11ª Caminhada pela Paz. O evento contou com a presença do Bispo de Juazeiro, Dom Beto Breis, de padres, religiosas, representantes de pastorais e autoridades civis. Iniciada às 18h, a sessão tratou da questão da paz na região e do tema da caminhada deste ano que abordará a defesa do Rio São Francisco.

Em seu pronunciamento, Dom Beto Breis ressaltou junto aos representantes do legislativo municipal a necessidade de se cuidar da criação como um ato de defesa da pessoa humana e de reverência para com o Criador. “Nesse ano queremos recordar a urgência de defender o Velho Chico. O Rio está hoje como os pobres morrendo nos corredores dos hospitais, sem o cuidado devido. Depredar a criação é ultrajar a obra de arte do maior de todos os artistas que é o Criador”, disse.

Dom Beto também aproveitou a fala para defender um projeto de lei apresentado pelo Movimento Pupular de Cidadania (MPC), ligado à Diocese, que visa a revitalização dos riachos de Juazeiro, que atualmente tem sido transformados em esgotos a céu aberto. “É uma forma concreta de defendermos o Velho Chico e a qualidade de vida da população. Os riachos ao invés de canais de vida, estão sendo viveiros de doenças e muriçocas”.

O idealizador da Caminhada pela Paz, o missionário Padre José Filipe Pulpahyil, trouxe um pouco do histórico do evento. “A Caminhada pela Paz começou como uma iniciativa da Paróquia do Cosminho, que é a menor da Diocese – apenas três comunidades. Sempre tínhamos esse esforço de levar a oração, a paz para as famílias. Mas sentíamos que esse esforço tinha que chegar a mais pessoas. Não só encher a avenida, mas envolver a comunidade na busca pela paz”, contou.

A sessão solene aprovada pela Câmara de Vereadores de Juazeiro foi uma solicitação da vereadora Valdeci Alves, mais conhecida como Neguinha da Santa Casa (PMDB), que também discursou na abertura da solenidade. “A paz deve ser uma preocupação de todos e só pode ser conquistada com o esforço de todos. É triste ver tantas mães e famílias sofrendo pela disseminação das drogas. Iniciativas como a da Diocese reforçam essa luta”.

11ª CAMINHADA DA PAZ

Com o tema: “Vou fazer correr a paz como um rio”, a 11ª edição da Caminhada pela Paz acontecerá no dia 25 de novembro (sábado), a partir das 17h, saindo do Parque Lagoa de Calú até a Orla de Juazeiro, encerrando com a missa presidida pelo bispo Dom Beto Breis.

A caminhada será animada pelo cantor Zé Vicente, conhecido da música popular católica, através de canções como “Olha a glória de Deus brilhando”, “É bonita demais” e “O Deus que me criou”.

Estão sendo convocadas diversas caravanas das paróquias e comunidades da Diocese de Juazeiro, já que o momento será um ato simbólico em defesa da paz e do rio São Francisco.

Mirrail Menezes
Pascom diocesana | Diocese de Juazeiro/BA

Papa: Se não digo Pai a Deus, não sei rezar

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“A Missa é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais “concreta”.

 Ao dar prosseguimento ao seu ciclo de catequeses sobre a Eucaristia, o Papa Francisco enfatizou na Audiência Geral desta quarta-feira que a Missa é “o encontro do amor com Deus mediante a sua Palavra e o Corpo e Sangue de Jesus”.

Estar em oração – explicou o Santo Padre –  significa acima de tudo, estar em diálogo, numa relação pessoal com Deus:  “o homem foi criado como ser em relação com Deus, que encontra a sua plena realização somente no encontro com o seu Criador. O encontro da vida é rumo ao encontro definitivo com o Senhor”.

A importância do silêncio

“A Missa, a Eucaristia é o momento privilegiado para estar com Jesus, e por meio d’Ele, com Deus e com os irmãos”, observou o Papa, depois de citar o encontro do Senhor com Moisés, e de Jesus quando chama os seus discípulos:

“Rezar, como todo verdadeiro diálogo, é também saber permanecer em silêncio. No diálogo existem momentos de silêncio, no silêncio junto a Jesus. E quando nós vamos à Missa, talvez chegamos cinco minutos antes e começamos a conversar com quem está ao meu lado. Mas não é o momento de conversa! É o momento do silêncio para nos prepararmos para o diálogo. Momento de se recolher no coração para nos prepararmos para o encontro com Jesus. O silêncio é muito importante”.

“Recordem o que eu disse na semana passada, sublinhou o Papa. Não vamos a um espetáculo. Vamos a um encontro com o Senhor e o silêncio nos prepara e nos acompanha”.

Dirigir-se a Deus como “Pai”

“Jesus mesmo nos ensina como realmente é possível estar com o Pai e demonstra isto com a sua oração”. Ele explica aos discípulos que o veem retirar-se em oração, que a primeira coisa necessária para rezar é saber dizer “Pai”. E faz um alerta:

E prestem atenção: se eu não sou capaz de dizer “Pai” a Deus, não sou capaz de rezar. Devemos aprender a dizer “Pai”. Tão simples. Dizer Pai, isto é, colocar-se na sua presença com confiança filial”.

Humildade e condição filial

Mas para poder aprender isto, “é necessário reconhecer humildemente que temos necessidade de ser instruídos e dizer com simplicidade: Senhor, ensina-me a rezar”:

“Este é o primeiro ponto: ser humildes, reconhecer-se filhos, repousar no Pai, confiar n’Ele. Para entrar no Reino dos Céus é necessário fazer-se pequenos como crianças, no sentido de que as crianças sabem entregar-se, sabem que alguém se preocupará com elas, com o que irão comer, o que vestirão e assim por diante”.

Deixar-se surpreender

A segunda condição, também ela própria das crianças – continuou Francisco – “é deixar-se surpreender”:

“A criança sempre faz mil perguntas porque deseja descobrir o mundo; e se maravilha até mesmo com as coisas pequenas, porque tudo é novo para ela. Para entrar no Reino dos céus, é preciso deixar-se maravilhar”.

“Em nossa relação com o Senhor, na oração, deixamo-nos maravilhar? Ou pensamos que a oração é falar a Deus como fazem os papagaios?”, pergunta Francisco. “Não! É entregar-se e abrir o coração para deixar-se maravilhar”.

“Deixamo-nos surpreender por Deus que é sempre o Deus das surpresas? Porque o encontro com o Senhor é sempre um encontro vivo. Não um encontro de Museu. É um encontro vivo e nós vamos à Missa, não a um Museu. Vamos a um encontro vivo com o Senhor”.

Nascer de novo

O Papa então recorda o episódio envolvendo Nicodemos, a quem o Senhor fala sobre a necessidade de “renascer do alto”. “Mas o que significa isto? Se pode “renascer”? Voltar a ter o gosto, a alegria, a maravilha da vida, é possível?”:

“Esta é uma pergunta fundamental de nossa fé e este é o desejo de todo verdadeiro fiel: o desejo de renascer, a alegria de recomeçar. Nós temos este desejo? Cada um de nós tem desejo de renascer sempre para encontrar o Senhor? Vocês têm este desejo? De fato, se pode perdê-lo facilmente, por causa de tantas atividades, de tantos projetos a serem concretizados, e no final, resta pouco tempo e perdemos de vista o que é fundamental: a nossa vida de coração, a nossa vida espiritual, a nossa vida que é um encontro com o Senhor na oração”.

Na Comunhão, Deus vai de encontro a minha fragilidade

O Senhor nos surpreende – disse o Papa – mostrando-nos que “Ele nos ama também em nossas fraquezas”, tornando-se “a vítima de expiação pelos nossos pecados” e por aqueles do mundo inteiro:

“E este dom, fonte da verdadeira consolação – mas o Senhor nos perdoa sempre, isto consola, é uma verdadeira consolação, é um dom que nos é dado por meio da Eucaristia, aquele banquete nupcial em que o Esposo encontra a nossa fragilidade. Posso dizer que quando faço a comunhão na Missa o Senhor encontra a minha fragilidade? Sim, podemos dizer isto porque isto é verdade! O Senhor encontra a nossa fragilidade para nos levar de volta àquele primeiro chamado: o de ser a imagem e semelhança de Deus. Este é o ambiente da Eucaristia, esta é a oração”. 

Rádio Vaticano