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Rede Globo ataca novamente, agora zombando da Santíssima Eucaristia

Mas um sacerdote respondeu com firmeza ao arremedo de “humor” veiculado pela emissora, frequentemente acusada de agredir valores cristãos

 No dia 30 de janeiro deste ano, o programa supostamente humorístico “Tá no Ar”, da Rede Globo, apresentou o assim chamado humorista Marcius Melhem fantasiado de sacerdote católico e zombando da Santíssima Eucaristia.

O falso padre protagonizava a imitação de um programa de televendas e pedia aos fiéis que ligassem para receber a comunhão por delivery, como se fosse fast food:

“Peçam a hóstia delivery e fiquem de barriga cheia”.

Além disso, o arremedo de humor anunciava artigos jocosos como óculos 4D para assistir à missa sem sair de casa.

Reação aos insultos

Diante do assim chamado artista cujo suposto humor não teve qualidade suficiente para fazer rir sem precisar desrespeitar os valores da maioria da população brasileira, o pe. João Marcos, da Canção Nova, lançou um vídeo-resposta repudiando a zombaria e questionando se o responsável pela ofensa teria a mesma coragem para zombar de uma religião como o islã.

“Que ele fizesse a mesma brincadeira, entre aspas, a mesma ‘brincadeira’ que fez com a fé cristã, que ele fizesse com a fé do islã. Quero ver se vai ter a mesma coragem, porque ficam brincando com a fé católica e nós não fazemos nada. E nós precisamos nos manifestar.

Essa fé tem uma tradição de mais de 2000 anos. Nós não brincamos de celebrar a Santa Missa. Nós não brincamos de celebrar a Eucaristia. Nós não brincamos de atender uma confissão. Nós não brincamos de dar uma absolvição. Nós fazemos aquilo que Jesus pediu, aquilo que está na Palavra de Deus”.

O sacerdote também critica a TV Globo, que diz pregar respeito às diferenças, mas não respeita a religião católica.

“Respeite a nossa fé cristã, aquilo em que nós acreditamos, respeite os católicos, que são maioria neste país, mais de 69% desse povo, que confia, que crê na Eucaristia, na presença real de Jesus, do Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade no sacramento da Eucaristia”.

O pe. João Marcos pede:

“Irmão, respeite a fé católica, respeite o cristianismo. Não zombe daqueles que creem”.

E reforça o desafio:

“Faça o mesmo que fez conosco com o islã… Faça com eles! Quero ver se você vai ter a mesma coragem”.

Emissora é acusada de agredir valores cristãos com frequência

A TV Globo é frequentemente acusada de posar de paladina do “respeito”, da “tolerância”, da “inclusão” e de todos os mantras genéricos do politicamente correto, com os quais procura construir uma aparência de responsabilidade social, ao mesmo tempo em que, de modo corriqueiro, desrespeita o próprio discurso com sistemáticos ataques contra valores centrais da fé cristã.

Esses ataques vêm às vezes disfarçados de “ficção”, como em suas telenovelas; outras vezes de “humor”, em programas como o aqui citado; outras, ainda, de “jornalismo” ou “informação”, como nas muitas ocasiões em que abre espaço para defensores do aborto, da eutanásia e de ideologias como a de gênero, mas sem ceder o mesmo espaço para a apresentação de pontos de vista discordantes expostos por pessoas especializadas nos assuntos em questão.

Casos concretos dessa postura de tergiversação podem ser conferidos na lista de artigos abaixo. A lista inclui também veementes protestos contra as práticas da emissora carioca publicados por bispos e sacerdotes que não se acovardam diante dessas formas truncadas e enviesadas de abordar assuntos que, por sua gravidade, exigem aprofundamento imparcial:

Fantástico, o show da morte: pesquisa manipulada defende aborto

Programa Big Brother é acusado, pelo próprio público, de incentivar incesto

Além do Império do Comendador: o suposto “herói humano” e “forte” da novela que atrai milhões de brasileiros

Bispo brasileiro: “A Rede Globo é um demônio dentro de nossas casas”

Padre Zezinho reage às provocações da TV Globo e aos seus ataques contra a família

                                                                                                               Aleteia

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Dom Henrique Soares indica 6 armas para viver bem a Quaresma

Com a Quarta-feira de Cinzas, em 14 de fevereiro, a Igreja deu início ao tempo litúrgico da Quaresma e, tendo em vista esse período de preparação para a Páscoa, o Bispo de Palmares (PE), Dom Henrique Soares da Costa, indicou 6 armas “para esse tempo de combate espiritual”.

Em um artigo intitulado ‘Vamos nos planejando: Viver bem a Santa Quaresma’, publicado em sua página no Facebook, o Prelado recordou que a Quaresma é “um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, a maior, mas solene e mais sagrada de todas as festas cristãs”.

“A preparação quaresmal consta de quarenta dias de penitência, sobretudo na alimentação… É esta a marca característica do tempo quaresmal: a abstinência total ou parcial de certos alimentos”, ressaltou.

Dom Henrique explicou que a razão para a abstinência de alimentos é porque “alimentar-se para preservar a vida é nossa instinto fundamental. Neste caso, o alimento como que simboliza tudo quanto mantém a nossa vida: casa, saúde, amigos, trabalho, status, fama, família… Ora, o homem não vive somente de pão (destas coisas), mas da Palavra de Deus”, expressou.

“Mas, esta preparação pascal não é à toa; deve purificar-nos de corpo e alma para celebrar santamente a Páscoa”, destacou e, por isso, indicou as armas que “a constante Tradição da Igreja” nos ensina para “bem viver a Quaresma”.

1. Oração

“Devemos acrescentar algo ao que já rezamos. Eis algumas sugestões: a Via-sacra às quartas e sextas-feiras; rezar um salmo por dia, durante toda a Quaresma ou mesmo rezar o saltério todo até o Sábado Santo; tomar o Evangelho de São Marcos e lê-lo todo; ou o Livro do Êxodo ou Deuteronômio”, afirmou.

2. Penitência

Segundo o Prelado, “deve ser, sobretudo, penitência corporal, ligada è renúncia de alimentos”. Como exemplos, citou: “retirar os lanches ou a sobremesa; retirar alguma alimentação de que se gosta muito, etc.”.

Porém, “há outras mortificações que se podem fazer: retirar novelas, alguma diversão, alguma coisa supérflua…”.

3. Esmola

“Aqui, trata-se da caridade fraterna nas suas mais diversas formas: visitar um doente, aproximar-se de alguém de quem se está afastado, ajudar material, espiritual ou psicologicamente alguém necessitado, ser mais atento à prática da esmola, sobretudo atendendo bem àqueles que batem à porta de nossa casa, etc.”.

4. Leitura espiritual

O Bispo de Palmares sublinhou que “não se deve passar este tempo sem ler um bom livro, que afervore o nosso coração”.

“Gostar de santas leituras é instrumento muito eficaz no caminho para Deus. Escolha um livro que o ajude na vida espiritual e leia-o durante os dias quaresmais”, aconselha.

5. Combate dos vícios

Dom Henrique explicou que “vício ou demônio são os maus hábitos que contraímos e impedem nosso coração de voar para Deus”.

Por isso, orientou: “Escolha um de seus vícios principais e combata-o nesta Quaresma. Aprenda a conhecê-lo: como e por que se manifesta? Quais sentimentos deixa em mim? Como combatê-lo? De que ocasiões devo fugir para evitá-lo?”.

Além disso, assinalou, é preciso “suplicar a ajuda do Senhor na oração”.

6. Confissão sacramental

“Antes da Páscoa, procure fazer um exame de consciência bem feito e amplo e confesse seus pecados”, completou.

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Papa convoca à reconciliação na Quaresma, embora seja difícil perdoar

Em uma mensagem divulgada por ocasião da Campanha da Fraternidade 2018, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Papa Francisco convida a perdoar e a se deixar perdoar durante a Quaresma, embora seja difícil, porque é a única forma de alcançar a paz.

“Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz”.

“Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”, disse na mensagem dirigida ao Cardeal Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB.

O Pontífice afirma na mensagem que, “neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha ‘Fraternidade e a superação da violência’, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”.

Assim, “a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado”.

“Jesus veio para nos dar a vida plena”, recorda o Santo Padre. “Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos”.

Desse modo, “este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade”.

“’É agora o momento favorável – continua –, é agora o dia da salvação’, que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir”.

Além disso, convida a que “sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia a dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza”.

Trata-se de realizar “pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade”.

“Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação”, sublinha.

Finalmente, o Papa encerra a mensagem pedindo “a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo”.

Neste ano, a Campanha da Fraternidade promovida pela CNBB tem como tema “Fraternidade e superação da violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

                                                                                                 ACI digital

Será que o Vaticano deve vender seus bens e dar tudo aos pobres?

© M.MIGLIORATO I CPP I CIRIC
24 février 2016 : La Salle Sixtine de la Bibliothèque apostolique vaticane. Vatican.

Argumentos sólidos para você responder àquele amigo que acusa sua Santa Igreja

O Dalai Lama é mundialmente reconhecido como uma das pessoas mais humildes e abnegadas do mundo. Entretanto, o que quase ninguém sabe é que, antes de fugir do Tibete, ele viveu durante toda a sua infância e juventude em um enorme e majestoso palácio – o Potala Palace. Em suas dependências, há amplos entalhes e outras decorações feitas com pedras preciosas e ouro.

Em muitos outros países de maioria budista, há uma enorme quantidade de altares e imagens de Buda feitas em ouro maciço. E não se vê ninguém levantar a voz para defender a venda desses objetos para distribuir o dinheiro aos pobres. Tudo é admirado – inclusive pelos turistas ocidentais – com respeito e até devoção. Bem diferente é o olhar dessas mesmas pessoas sobre a riqueza artística dos templos católicos, em especial, do Vaticano!

Certamente você já ouviu mil vezes a história de que a Igreja Católica é trilhardária, e de que as obras de arte do Vaticano deveriam ser vendidas para acabar com a fome no mundo. Isso não passa de mimimi dos anticatólicos recalcados!

A primeira coisa a entender é que a Igreja Católica não é uma ONG, nem uma empresa, nem um clubinho. Somos um povo! E como tal, gostamos de cuidar bem das coisas que são sagradas para nós. Por isso, as nossas igrejas são sempre alvo do olho-gordo alheio, principalmente aquelas que são mais ricamente ornamentadas (só para constar: nós não acreditamos em olho-gordo. Como bem dizia o Padre Quevedo, “Esso non ecziste!”).

Você sabia que o Vaticano é um país? Sabia que é a capital do nosso povo católico? O que deveríamos ter feito? Uma tapera? Acaso Brasília é feita de taperas? Aí você vai me perguntar sobre todas aquelas obras de arte. Pois todas elas foram presentes dados por um povo a Deus, ao longo de cerca de dois mil anos. É justo vender presentes que não são seus e que sabe-se lá com que esforço foram obtidos?

Você já viu alguém propor a venda das obras de arte do Museu do Louvre para dar o dinheiro aos pobres? É… Parece que, aos olhos do mundo, só os católicos não têm direito de manter um rico patrimônio artístico e arquitetônico.

Avisa para o seu amiguinho anticatólico que o terreno sobre onde está construída a Basílica de São Pedro foi “comprado” pelos cristãos com o preço de rios de sangue. Naquele local, um dia existiu o tenebroso Circo de Nero (saiba mais aqui). Então, estamos mais do que do direito de construir e manter ali um templo ricamente adornado.

Mas vamos lá… A causa é nobre: acabar com a fome no mundo! Não vale o esforço de vender toda a riqueza das nossas igrejas? Não. Porque não vai dar certo. Não é essa a maneira de fazer isso. Quantos milhões de dólares já foram enviados a regiões de extrema pobreza, sem sucesso algum? Muitos, não é? A corrupção não deixou que nada fosse feito.

Porém instituições bancadas e lideradas pela Igreja Católica conseguem chegar nesses lugares e fazer muito – como todos deveriam saber, católicos destinam muito dinheiro para a caridade. A Igreja Católica possui a maior rede de filantropia do mundo! Só para dar dois exemplos entre milhares: temos a Pastoral da Criança criada pela Dra. Zilda Arns, que reduz drasticamente a mortalidade infantil por onde passa; e a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN – Aid to the Church in Need), que oferece socorro a pessoas necessitadas em diversos países.

Se vendêssemos tudo, não haveria mais como sustentar essas obras, e o dinheiro acabaria no bolso de algum político. Ainda assim, as doações da Santa Sé aos pobres de todo o mundo são frequentes e volumosas. Quando há um grande desastre em alguma parte do planeta, quase sempre o Vaticano envia uma considerável ajuda em dinheiro.

Só para ilustrar, citamos dois pequenos exemplos: em 2013, a Harley Davidson doou duas motos fantásticas para o Papa Francisco. Uma das motos ficou com a polícia do Vaticano (a Gandemeria), e outra foi leiloada, junto com uma jaqueta. O total arrecadado, de quase 300 mil euros, foi inteiramente destinado a obras de caridade. O mesmo foi feito com um automóvel Lamborghini que o Papa ganhou em 2017: será leiloado e o dinheiro encaminhado aos pobres.

Por fim. Porque os ateus e crentes querem fazer caridade com o dinheiro da Igreja Católica? Porque os ateus não propõem vender as lindas obras do Niemeyer espalhadas por todo país, especialmente em Brasília? Certamente alegarão que não podem ser vendidas porque pertencem ao povo!

Por que os evangélicos que tanto acusam a Igreja Católica não vendem suas redes de televisão? Tenho certeza de dirão algo parecido… Então por que exigem que o nosso povo católico se deixe depenar e se sacrifique sozinho? Aliás, o que todas essas pessoas já venderam ou renunciaram em nome de acabar com a fome no mundo? Quer saber mesmo? Nada. Enquanto os anticatólicos fazem bravata por aqui, a nossa Igreja Católica promove a dignidade humana e salva milhões de vidas nos lugares realmente necessitados.

Os zôio-gordo ignoram ainda que, mesmo se quisesse, o papa não poderia vender as obras de arte do Vaticano. Além de pertencer ao povo católico, o Vaticano foi declarado pela UNESCO como patrimônio da humanidade:

Em 1984, a Cidade do Vaticano foi registrada como um patrimônio cultural e natural mundial em termos da Convenção da UNESCO de 16 de novembro de 1972, que garante a proteção desses locais. O Estado da Cidade do Vaticano também é reconhecido internacionalmente como um patrimônio moral, artístico e cultural, que merece respeito e proteção como um tesouro que pertence a toda a humanidade. (Site do Estado do Vaticano)

Então, da próxima vez que seu amigo lhe aborrecer com esse assunto, mande ele dar o iPhone dele para o mendigo e parar de fazer discurso com o patrimônio alheio!

Aleteia (via Catequista)

Cristo do Santo Sudário é exposto em Roma a partir desta Quarta-feira de Cinzas

Cristo esculpido pelo sacerdote italiano Giulio Ricci / Crédito: http://www.sindonologianapoli.org

Como é a prática do jejum e abstinência?

Com a Quarta-Feira de Cinzas se inicia para a Igreja um tempo especial de jejum, oração, penitência e obras de caridade, que ajudarão a preparar a comemoração do acontecimento central da História da Salvação: a Ressurreição de Nosso Senhor, que será celebrada no Domingo de Páscoa.

Neste tempo de 40 dias que antecede a Páscoa do Senhor os fiéis cristãos são chamados a aumentar os sacrifícios, especialmente a prática do jejum e da abstinência. Do que se trata?

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O Código de Direito Canônico no número 1249 diz que “todos os fiéis, cada um a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência”, e que, “para que todos se unam em uma prática comum de penitência, foram fixados alguns dias penitenciais, nos quais os fiéis se dedicam de maneira especial à oração, realizam obras de piedade e de caridade e se negam a si mesmos, cumprindo com maior fidelidade suas próprias obrigações e, sobretudo, observando o jejum e a abstinência”.

Em relação à observância destas práticas de penitência, o Código de Direito Canônico explica que na Igreja Universal são dias penitenciais todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma. “Toda sexta-feira, a menos que coincida com uma solenidade, deve se guardar a abstinência de carne, ou de outro alimento que tenha sido determinado pela Conferência Episcopal; jejum e abstinência serão guardados na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa”, indica o número 1251.

Também se explica que a abstinência é obrigatória para os maiores de 14 anos; e o jejum, para os maiores com idade até aos 59 anos de idade; e se pede aos “pastores de almas”, assim como aos pais de família, que se eduque aos menores -que ainda não alcançaram a idade para as práticas do jejum e da abstinência- “em um autêntico espírito de penitência”.

Da mesma forma, as práticas penitenciais para a Quaresma, especialmente o jejum, não são obrigatórias para os enfermos, grávidas e alguns trabalhadores, que podem ser substituídos por outro tipo de penitência ou ato de caridade. Conforme indicado no número 1253 do Código de Direito Canônico: “A Conferência Episcopal pode determinar com mais detalhes o modo de observar o jejum e a abstinência, assim como substituí-los em todo ou em parte, por outras formas de penitência, especialmente por obras de caridade e práticas de piedade”.

Mas a Quaresma é antes de tudo um chamado particular à conversão, por isso que neste tempo se convida a viver a penitência interior da qual fala o Catecismo da Igreja Católica no número 1430: “O chamado de Jesus à conversão e à penitência não olha, em primeiro lugar, para as obras exteriores ‘o saco e as cinzas’, os jejuns e as mortificações, mas à conversão do coração, a penitência interior. Sem ela, as obras de penitência permanecem estéreis e enganosas; pelo contrário, a conversão interior encoraja a expressão desta atitude por meio de sinais visíveis, gestos e obras penitenciais”.

“A penitência interna é uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus com todo o nosso coração, uma ruptura do pecado, uma aversão ao mal, com repugnância em relação às más ações que cometemos. Ao mesmo tempo, compreende o desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça”, continua o Catecismo. (EPC)

Gaudium Press

Violência é tema central da Campanha da Fraternidade de 2018

A Igreja do Brasil entende que se faz urgente discutir, neste momento, a esse tema, pois, apesar de possuir menos de 3% da população mundial, nosso país responde por quase 13% dos assassinatos do planeta. Em 2014, foram 59.627 mortes. “A motivação para a escolha do tema da CF deste ano são os altos números da violência do Brasil, que tem índices maiores do que muitos países que estão em guerra atualmente. Isso é um dado preocupante. Como Igreja, não podemos deixar de oferecer uma resposta. Queremos nos empenhar para uma sociedade reconciliada, fraterna e de paz e fraterna. Somos chamados a sermos agentes que lutam e dão a vida para que nossa sociedade seja pacífica. Juntos nós queremos superar a violência”, disse padre Luís Fernando da Silva, secretário executivo das campanhas da CNBB.

A Campanha objetiva sensibilizar aos cristãos e não cristãos para semearem a “paz, que é fruto da justiça” aos homens, e mulheres e a todas as demais formas de vida que habitam o planeta.

O homem, ao exercitar e buscar o lucro, além de coisificar a vida humana e ampliar o abismo da desigualdade socioeconômica, onde em que ricos e pobres são ‘organizados’ em classes sociais, ele violenta toda criação de Deus, em cuja obra está toda obra do criador e nela a espécie humana, criada à sua imagem e semelhança. Essa arbitrariedade e desejo de dominação, que foi se tornando inerente à espécie humana, tem produzido violência física, psicológica e social em todas as classes sociais, contudo, a qual sua percepção e efeito recaem nos mais empobrecidos, que estão e permanecem ameaçados, pelo poder e controle dos mais ‘fortes’, que acreditam ter poder e dominação sobre os mais fracos, que sofrem às múltiplas formas de violência”, afirma Antônio Evangelista, membro da equipe nacional de campanhas da CNBB.

Para a CNBB, a Campanha da Fraternidade é o momento ideal onde em que Igreja e sociedade se propõem a dialogar, a fazer uma reflexão sobre a violência no Brasil. “Igreja e sociedade têm que se unirem, estabelecerem diálogo para, por meio deste, superar a violência. Mas como fazer para superá-la? Superamos cada vez que descobrimos que podemos contar uns com os outros, e também quando nos descobrimos irmãos e irmãs e lutamos por uma sociedade mais fraterna”, enfatiza padre Luís Fernando.

Os trabalhos da Campanha da Fraternidade serão baseados no em seu texto-base, que já está à disposição em todas as dioceses e paróquias brasileiras.

Coleta

Uma data importante durante a Campanha da Fraternidade é o dia da Coleta Nacional da Solidariedade, que será realizado no dia 25 de março (Domingo de Ramos). A Coleta trata-se de um gesto concreto, em que todas as cujas doações financeiras realizadas pelos fiéis neste dia, durante as missas, serão encaminhadas para parte do Fundo Nacional e Diocesano de Solidariedade.

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