Blog Comunidade Mãe Imaculada

Migrantes não são números, mas pessoas, afirma Cardeal Tagle

Acolhimento, proteção e promoção dos migrantes será tema da nova campanha da Cáritas International
Migrantes não são números, mas pessoas, afirma Cardeal Tagle 26.09.17

A campanha “Compartilhe a Viagem” será iniciada na próxima quarta-feira, após Audiência Geral presidida pelo Papa Francisco. /Foto: Divulgação Cáritas

Nesta quarta-feira, 27, a Cáritas lança a campanha “Share the Journey”, traduzida no Brasil para “Compartilhe a Viagem”. A campanha promoverá a acolhida dos migrantes e dos refugiados por meio da partilha das suas esperanças. “Os migrantes não são estatísticas, não são números, mas pessoas” declarou em entrevista o Presidente da Caritas International, Cardeal Luis Antonio Tagle. O Papa Francisco vai lançar esta campanha também na quarta-feira, durante a Audiência Geral.

“É um momento para recordar não somente aos cristãos, mas a todo o mundo, o mandamento do Senhor que sempre tem no coração as pessoas mais vulneráveis”, afirmou o Cardeal Tagle, destacando que este objetivo se expressa nas palavras do Papa Francisco quando fala de acolher, de proteger, de promover o desenvolvimento integral humanitário de cada imigrante e de integrar os migrantes em uma nova comunidade.

Canção Nova

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Papa Francisco assinala qual é a “virtude mais humilde de todas”

virtude mais humilde de todas 26.09.17

Papa Francisco durante a Missa em Santa Marta. Foto: L’Osservatore Romano

O Papa Francisco recordou que o cristão vive em constante espera do encontro com o Senhor e destacou que esta visita do Senhor deve ser esperada com esperança, “que é a virtude mais humilde de todas”.

Na Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de hoje, o Santo Padre refletiu sobre o significado do verbo “visitar” nas Sagradas Escrituras e suas implicações na história da salvação.

Esta esperança de receber a visita do Senhor coloca o cristão em um estado de tensão, entretanto, longe de ser algo negativo é um sintoma de boa saúde espiritual, pois um cristão que não está em tensão esperando esse encontro com o Senhor “é um cristão fechado, meio que no depósito da vida, sem saber o que fazer”.

A partir da leitura bíblica em que, depois da libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, Deus visita os israelitas e os leva à terra prometida, o Pontífice destacou que “toda libertação, toda ação de redenção de Deus é uma visita”.

“Quando o Senhor nos visita nos dá a alegria, isto é, nos leva a um estado de consolação. Este dar alegria… Sim, semearam nas lágrimas, mas agora o Senhor nos consola e nos dá esta consolação espiritual. E a consolação acontece não só naquele tempo, é um estado na vida espiritual de todo cristão. Toda a Bíblia nos ensina isso”.

O Papa exortou a esperar, portanto, a visita de Deus, “nos momentos mais fracos, mas também nos mais fortes, mas o Senhor nos faz sentir a sua presença sempre, com a consolação espiritual, enchendo-nos de alegria”.

“A consolação do Senhor toca dentro e te move, faz aumentar em ti a caridade, a fé, a esperança e também te leva a chorar pelos teus pecados que crucificaram Jesus”, assinalou.

“Quando olhamos para Jesus e para a Paixão de Jesus, chorar com Jesus. E também te eleva a alma para as coisas do Céu, para as coisas de Deus e também, acalma a alma na paz do Senhor. Esta é a verdadeira consolação”.

O consolo “não é um divertimento”, disse e recordou que “o divertimento não é uma coisa má quando é bom, somos humanos, devemos tê-lo”, mas “a consolação te envolve e justamente a presença de Deus se sente e se reconhece: este é o Senhor”, concluiu.

ACI Digital

Papa: a familiaridade com Jesus nos liberta

a familiaridade com Jesus nos liberta 26.09.17

Papa celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta

O Papa Francisco celebrou na manhã desta terça-feira (26/09) a missa na capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, falou do conceito de família, inspirando-se no Evangelho de Lucas proposto pela liturgia do dia.

Para Jesus, família são os que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática. No Evangelho, é o Senhor que chama “mãe”, “irmãos” e “família” os que o circundavam e o ouviam na pregação. E isso, observou o Papa, “faz pensar no conceito de familiaridade com Deus e com Jesus”, que é algo a mais em relação ao ser “discípulos” ou “amigos”; “não é uma atitude formal nem educada e muito menos diplomática”, afirmou o Papa.

E então “o que significa esta palavra que os padres espirituais na Igreja tanto usaram e nos ensinaram?”.

Antes de tudo, explicou Francisco, significa “entrar na casa de Jesus: entrar naquela atmosfera, viver aquela atmosfera, que está na casa de Jesus. Viver ali, contemplar, ser livres, ali. Porque os filhos são os livres, os que moram na casa do Senhor são os livres, os que têm familiaridade com Ele são os livres. Os outros, usando uma palavra da Bíblia, são os ‘filhos da escrava’, digamos assim, são cristãos, mas não ousam se aproximar, não ousam ter esta familiaridade com o Senhor, e sempre há uma distância que os separa do Senhor“.

Mas familiaridade com Jesus, como nos ensinam os grandes Santos, acrescentou o Papa, significa também “estar com Ele, olhá-Lo, ouvir a sua Palavra, tentar praticá-la, falar com Ele” .

E a palavra é oração, destacou Francisco: “aquela oração que se faz inclusive na rua: ‘Mas, Senhor o que acha?’ Esta é a familiaridade, não? Sempre. Os Santos tinham isso. Santa Teresa, é bonito, porque diz que via o Senhor em todos os lugares, era familiar com o Senhor por todos os lados, mesmo entre as panelas na cozinha, era assim“.

Por fim, familiaridade é “permanecer” na presença de Jesus como Ele mesmo nos aconselha na Última Ceia ou como nos recorda o início do Evangelho, destacou Francisco, quando João indica: “este é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. E André e João foram atrás de Jesus” e, como está escrito, “permaneceram, ficaram com Ele todo o dia”.

Esta é, portanto, reiterou o Papa, a atitude de familiaridade, não aquela dos cristãos que, porém, mantêm distância de Jesus. E então Francisco pede a cada um: “vamos dar um passo nesta atitude de familiaridade com o Senhor. Aquele cristão, com problemas, que vai no ônibus, no metrô e interiormente fala com o Senhor ou pelo menos sabe que o Senhor o vê, lhe está próximo: esta é a familiaridade, é proximidade, é sentir-se da família de Jesus. Peçamos esta graça para todos nós, entender o que significa familiaridade com o Senhor. Que o Senhor nos conceda esta graça“.

Rádio Vaticano

Por que há várias traduções da Bíblia?

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Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.).

Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. A partir de Salomão (972-932), um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, os escribas e sacerdotes, deram origem ao Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia. Depois foram surgindo os outros livros, os Profetas e os Escritos.

A Bíblia grega dos Setenta (LXX), destinada aos judeus da Dispersão, foi traduzida do hebraico para o grego, em Alexandria, por volta do ano 200 anos antes de Cristo.

Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais e outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice. O Concílio Vaticano II disse que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8). Isto se deu no século V, no tempo de Santo Agostinho, que dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (Catecismo § 119).

A Bíblia foi escrita em hebraico e grego e, depois, traduzida para o latim e outras línguas. São Jerônimo (347-420), chamado de “Doutor Bíblico”, fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, a pedido do Papa São Dâmaso (366-384). Esta versão foi tomada como referência pelo Concilio de Trento (1545-1563).

No século XVII, Antonio Pereira de Figueiredo produziu a clássica tradução católica, baseada na Vulgata. No século XX, com manuscritos hebraicos e gregos descobertos, sobretudo nas grutas de Qumran na Palestina, perto do Mar Morto, em 1947, a Vulgata recebeu uma revisão profunda; surgiu a “Nova Vulgata”, após o Concílio Vaticano II, em 1979, e revisada em 1986. As traduções mais antigas da Bíblia davam mais importância às palavras, hoje se valoriza muito o sentido da frase, dentro do contexto bíblico que se refere.

O Concílio Vaticano II, na “Dei Verbum”, insistiu na necessidade de traduções corretas e adequadas: “Como a palavra de Deus deve estar à disposição de todas as épocas, pede a Igreja com materna solicitude se façam versões corretas e adequadas para as diversas línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos livros sagrados… e, com prévia anuência da autoridade eclesiástica, podem ser utilizadas por todos os cristãos” (n.22).

Hoje temos várias traduções da Bíblia. Cada uma delas foi traduzida dentro de uma finalidade, e buscando melhorara a tradução, mantendo o mesmo conteúdo. A antiga edição publicada pela Editora “Ave Maria” (1959), foi elaborada pelo “Centro Bíblico Católico de São Paulo”; é uma tradução da Bíblia dos Monges de Maredsous, beneditinos da Bélgica, que é uma versão francesa dos originais hebraico, aramaico e grego, com base na Vulgata. Esta versão atendeu ao intenso movimento bíblico no Brasil na década de 1950.

A Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulinas, 1985), é considerada em alguns países a melhor tradução, pelas opções críticas que orientaram a tradução, as ricas notas, as referências marginais e outras informações valiosas. Foi traduzida dos originais hebraicos, aramaicos e gregos. É uma versão bastante “técnica” e crítica, especial para quem gosta de exegese bíblica.

A Bíblia TEB – Tradução Ecumênica – também foi traduzida com rigor científico, dos textos originais hebraico, aramaico e grego, com introduções, notas essenciais e glossário. A tradução foi feita por ampla equipe de estudiosos de diversas confissões cristãs e do judaísmo, e foi aprovada pela CNBB (Ed. Loyola, Paulinas, 1995). Esta versão tem uma “dimensão ecumênica” com o objetivo de promover a união entre católicos, protestantes e judeus, já que a Bíblia é uma só e deve unir a todos que a usam. A versão em português seguiu a edição francesa.

A necessidade de novas traduções ao longo do tempo surge pelo fato da relação dos vocábulos com a realidade estar em contínua mudança. A CNBB providenciou uma tradução com introduções e notas (Edições CNBB e Canção Nova, 2008), que é o texto de referência para os documentos oficiais da CNBB, textos litúrgicos, etc.

Traduzir é sempre correr o risco de perder algo da força e do texto original. Esse risco tem consequências especialmente sérias quando se quer traduzir a Bíblia fugindo intencionalmente da sua nomenclatura original e típica, a título de que é arcaica ou ininteligível ao homem de hoje. Há hoje uma tendência a fazer novas traduções da Bíblia em “estilo popular”, nem sempre adequadas. Duas traduções sofreram duras críticas de biblistas famosos.

D. Estevão Bettencourt, osb; e D. João Evangelista Martins Terra, S. J., que foi Membro da Equipe Teológica do CELAM e da Pontifícia Comissão Bíblica, criticaram a chamada “Bíblia – Edição Pastoral”, em tradução e notas de Ivo Storniolo e Euclides Balancin. Eles consideraram, que é “inspirada por ideologia marxista, deturpa as concepções da história sagrada e da teologia; a leitura materialista aplicada ao texto sagrado torna a mensagem imanentista, fazendo-a perder o seu caráter transcendental…, deturpa o sentido do texto sagrado… e faz “incitamento à luta de classes e às divisões entre os homens”. (Revista Pergunte e Responderemos, Nº 342 – Ano 1990 – Pág. 514).

Outra tradução questionada é a “Bíblia na Linguagem de Hoje”; D. Estevão diz que: “a obra é infeliz, pois, mais do que uma tradução, fizeram uma interpretação, por vezes nitidamente protestante. Além do quê, a adaptação do texto sagrado ao vocabulário popular faz que o novo texto deixa de apresentar termos bíblicos ricos de conotações e temas teológicos como “Tradição, depósito, mistério. (Revista “Pergunte e Responderemos”, Nº 523, Ano 2006, pg.7).

É útil que o cristão possa se utilizar de boas traduções como a de Jerusalém, Ave Maria, TEB e outras aprovadas pela autoridade eclesiástica, para conhecer mais profundamente o “mistério da fé”.

D. Estevão Bettencourt, osb
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
Nº 475 – Ano: 2001 – p. 567 

Cléofas

Documentário norueguês abala credibilidade da ideologia de gênero

Shutterstock

Teóricos do gênero chegam a afirmar que “não se interessam nem um pouco” pelas pesquisas científicas que os desmentem

Em 2011, um documentário transmitido em rede nacional na Noruega abalou a credibilidade dos defensores da ideologia de gênero nos países da Escandinávia.

O Conselho Nórdico de Ministros, que inclui autoridades da Noruega, da Suécia, da Dinamarca, da Finlândia e da Islândia, determinou a suspensão dos financiamentos até então concedidos ao Instituto Nórdico de Gênero, entidade promotora de ideias ligadas às chamadas “teorias de gênero“. A medida veio após a exibição, em 2010, do filme “Hjernevask” (“Lavagem Cerebral”), que questionava os fundamentos científicos dessas teorias – que, de fato, não passam de teorias sem comprovação empírica. Na Noruega, o documentário gerou intenso debate público sobre essa ideologia, que, mundo afora, Brasil incluso, vem sendo imposta de modo quase inquestionável por programas governamentais amparados em vasto respaldo midiático.

A produção do sociólogo e ator Harald Eia contrapõe as afirmações dos defensores da teoria de gênero com outras de estudiosos das neurociências e da psicologia evolutiva. Enquanto os teóricos do gênero afirmam que não há fundamento biológico nas diferenças de comportamento entre homens e mulheres e que elas se devem meramente a construções sociais, os outros cientistas mostram resultados de testes empíricos que constatam diferenças inatas nas preferências e comportamentos de homens e mulheres.

Os estudiosos das neurociências admitem que a cultura exerce influência nos comportamentos, mas demonstram que os genes são determinantes para algumas condutas. Já os teóricos do gênero afirmam que “não veem verdade” nas pesquisas dos neurocientistas, embora toda a base dos seus estudos de gênero seja apenas teórica e não empírica.

No vídeo, a “filósofa do gênero” Catherine Egeland, uma das entrevistadas, chega a afirmar que “não se interessa nem um pouco” por esse tipo de ciência e que “é espantoso que as pessoas se interessem em pesquisar essas diferenças” (!)

Como assistir ao documentário

Os sete episódios do documentário, legendados em português, estão disponíveis no YouTube neste link.

Este é o primeiro deles:

Aleteia Brasil

Vocação Humana

Vocação humana - Reprodução

“Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda distinção de pessoas.” (Tg 2,1) 

O chamado à vida é a primeira e fundamental vocação que recebemos de Deus. A existência de cada um de nós é fruto do amor criador do Pai e de sua palavra geradora, que é apelo, chamando-nos para a vida e nos oferece todas as condições para vivermos com dignidade. Como dom gratuito de Deus, nossa vida deve também ser sinal de gratuidade e amor com os irmãos.

O ser humano é chamado, sempre, a desenvolver-se como pessoa em todas as suas dimensões. Com o mundo, consigo mesmo, com os outros e com Deus.

– Consigo mesmo: Por ser inacabado, o ser humano está num contínuo processo de desenvolver-se como pessoa. Ele necessita conhecer melhor suas potencialidades e limites e cultivar hábitos que contribuam para sua saúde física e psicológica. O homem deve crescer na verdade, na sinceridade, na lealdade, na honestidade e na responsabilidade.

– Com os outros: O homem é chamado a ser irmão do outro, a amá-lo e a respeitar seus direitos, ajudando-o a ser mais. Mediante o intercâmbio com os outros, o ser humano desenvolve e corresponde a sua vocação.

– Com o mundo: O homem é chamado a ser senhor do mundo, transformando-o pela sua inteligência. Deus criou o mundo, mas o deixou inacabado, dando ao homem a missão de continuar sua obra criadora. Não é destruindo a natureza, mas protegendo-a, que encontramos nossa felicidade.

– Com Deus: O homem é chamado a ser filho de Deus, a viver em amizade com Deus, relacionando-se com ele pela oração e seguindo a sua vontade. Ninguém consegue ser plenamente feliz sem a amizade com Deus. Na medida em que o homem vive em bom relacionamento com Deus ele vai realizando o Reino de Deus entre os homens.

A12

Papa Francisco: Deus não exclui ninguém e quer que cada um chegue a sua plenitude

Papa Francisco durante a oração do Ângelus. Foto: L’Osservatore Romano

Durante a oração do Ângelus na manhã de ontem na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco recordou que a justiça de Deus não tem nada a ver com a justiça humana, e que no seu Reino “ele dará uma recompensa a todos”.

No comentário do Evangelho do dia anterior à oração do Ângelus, o Santo Padre comentou a parábola na qual Jesus conta como o dono de uma vinha contrata um grupo de trabalhadores e promete-lhes um denário diário. Mais tarde, ao encontrar ao meio-dia, outro grupo de trabalhadores também os contratou pelo mesmo salário, apesar de trabalhar a metade do tempo.

Deste modo, “Jesus comunica dois aspectos do Reino de Deus: o primeiro é que Deus quer chamar todos para que trabalhem em seu Reino. O segundo é que, no final, quer dar a todos a mesma recompensa, ou seja, a salvação, a vida eterna”.

“Naturalmente, os trabalhadores que foram contratados em primeiro lugar, reclamam porque achavam que iam cobrar o dobro do que aqueles que trabalhavam menos. O proprietário da vinha, pelo contrário, recorda-lhes que receberam o que haviam combinado; se logo depois ele quis ser generoso com os outros, os primeiros não devem ser invejosos”, explicou Francisco.

Ao contrário do que parece, esta parábola não se refere aos direitos dos trabalhadores, “esta ‘injustiça’ do dono da vinha serve para provocar em quem escuta a parábola uma mudança de nível, porque Jesus não quer falar do problema do trabalho e do salário justo, mas do Reino de Deus”.

A mensagem da parábola é a seguinte: “No Reino de Deus não há desempregados, todos são chamados a fazer a sua parte; e para todos, no final, haverá a recompensa que vem da justiça divina, não humana, para a nossa sorte, isto é a salvação que Jesus Cristo nos adquiriu com a sua morte e ressurreição. Uma salvação não é merecida, mas doada, gratuita, que Jesus nos dá”.

O Pontífice manifestou que “com esta parábola, Jesus quer abrir os nossos corações à lógica do amor do Pai, que é gratuito e generoso”.

“Trata-se de deixar-se maravilhar e fascinar pelos pensamentos e pelos caminhos de Deus, que como recorda o profeta Isaías, não são os nossos pensamentos e não são os nossos caminhos”. “Os pensamentos humanos são muitas vezes marcados por egoísmos e ambições pessoais, e os nossos estreitos e tortuosos caminhos não são comparáveis ??com os caminhos largos e retos do Senhor”.

O Senhor “usa misericórdia, perdoa amplamente, é cheio de generosidade e bondade que derrama sobre cada um de nós, abre a todos os territórios ilimitados de seu amor e de sua graça, que somente podem dar ao coração humano a plenitude da alegria”.

Desta forma, “Jesus quer que contemplemos o olhar daquele patrão: o olhar com o qual ele vê cada um dos trabalhadores que esperam trabalho, e os chama a ir à sua vinha”.

“É um olhar cheio de atenção, de benevolência; é um olhar que chama, que convida a se levantar, a caminhar, porque deseja a vida para cada um de nós, quer uma vida plena, comprometida, salvada do vazio e da inércia”.

“Deus não exclui ninguém”, disse o Papa Francisco, “e quer que cada um alcance sua plenitude”.

Acidigital