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A ILUSÃO DA MISERICÓRDIA SEM CONVERSÃO , E SEM ARREPENDIMENTO

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IGNORAS QUONIAM BENIGNITAS DEI AD POENITENTIAM TE ADDUCIT? NÃO SABES QUE A BENIGNIDADE DE DEUS TE CONVIDA À PENITÊNCIA? (RM 2,4)

“Se Deus espera com paciência, não espera sempre. Pois, se o Senhor sempre nos tolerasse, ninguém se condenaria; ora, é larga a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele (Mt 7,13). “Quem ofende a Deus, fiado na esperança de ser perdoado , é um escarnecedor e não um penitente”, diz Santo Agostinho

Diz ainda Santo Agostinho : “…..o demônio seduz os homens por duas maneiras: Com desespero e com esperança . Depois que o pecador cometeu o delito, arrasta-o ao desespero pelo temor da justiça divina; mas, antes de pecar, excita-o a cair em tentação pela esperança na divina misericórdia” . É por isso que o Santo nos adverte, dizendo: “Depois do pecado tenha esperança na divina misericórdia; antes do pecado tema a justiça divina . E assim é, com efeito. Porque não merece a misericórdia de Deus aquele que se serve da mesma para ofendê-lo. A misericórdia é para quem teme a Deus e não para o que dela se serve com o propósito de ofende-Lo . Ai daquele que para pecar confia na esperança! A quantos essa vã ilusão tem enganado e levado à perdição”

Afirma São Paulo que de “De Deus não se pode zombar” (Gl 6,7). E seria zombar de Deus o querer ofendê-lo sempre que quiséssemos e desejar, a seguir, o paraíso. “Quem semeia pecados, não pode esperar outra coisa que o eterno castigo no inferno” (Gl 6,8). O laço com que o demônio arrasta quase todos os cristãos que se condenam é, sem dúvida, esse engano com que os seduz, dizendo-lhes: “Pecai livremente, porque, apesar de todos os pecados, haveis de salvar-vos”. O Senhor, porém, amaldiçoa aquele que peca na esperança de perdão. A esperança depois do pecado, quando o pecador deveras se arrepende, é agradável a Deus, mas a dos obstinados lhe é abominável . Tal esperança provoca o castigo de Deus, assim como seria passível de punição o servo que ofendesse a seu patrão, precisamente porque é bondoso e amável – (FONTE : Livro “Preparação para a morte” , de Santo Afonso Maria de Ligório , Bispo e doutor da Igreja)

Diz SÃO BASÍLIO : “Não duvideis que DEUS é Misericordioso, mas saibamos que Ele é também JUSTO , e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de DEUS. Uma vez que DEUS é JUSTO , é impossível que os ingratos escapem do castigo…..Misericórdia !! Misericórdia sim , mas para aqueles que TEMEM à DEUS , e não para aquele que abusa da paciência DIVINA”

“Infelizmente entre nós, há uma tolerância quase ilimitada para mudanças espetaculares e aventureiros, enquanto praticamente não há nenhuma para a TRADIÇÃO . Então, nós estamos definitivamente no caminho errado” (Riflessioni del Cardeal Joseph Ratzinger tratte dal libro “Il sale della terra”, Ed. San Paolo, pp. 199-202)

Assim, a Igreja tem como doutrina que : “não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deve esperar com segurança seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero” (CIC 982)

Algo me incomoda sobremaneira. O pensamento corrente em um “deus-amor” que se contrapõe ao Deus revelado nas páginas da Bíblia e por toda a amplitude da Revelação Divina. Ora, Deus, Criador do céu e da terra, não é também um Deus-Amor? Sim, Deus é Amor, para sabermos sobre isto, basta lermos a I Carta do Apóstolo João, onde ele não somente explicita o Amor Divino como diz que quem não ama não é de Deus . Portanto , Deus é o amor perfeito , infinito!!

Para tratarmos melhor esta questão, vamos então conhecer um pouco deste “deus-amor” recorrente em nosso tempo. Um dos maiores perigos, tanto pelo excesso quanto pelo desleixo é justamente querermos moldar um deus às nossas convêniencias, que seja compatível ao modo de pensar nas diversas épocas de nossa sociedade. O que acontece em nossa época?

Acontece que há um esfriamento da Fé, um esquecimento muito grande do compromisso com a Fé e seus mínimos preceitos, um aniquilamento do modo geral de que Fé não é exatamente necessário para ser uma boa pessoa, o clima atual nos faz pensar que a Fé é apenas um ato bom e natural e que no fundo no fundo não leva ninguém a nada, a não ser confortá-las até o fim da vida. Já que há uma dormência do conhecimento de Deus, então alarga-se o campo das teorias religiosas de nossos tempos e que estas teorias, muitas delas bestiais, encontrem um grandioso campo fértil para a sua propagação e que acabam sendo acolhidas por muitos e muitos, grandes e pequenos, ricos e pobres, etc

A Santa Igreja ensina , que a presunção da salvação sem merecimento , ou seja , vou me salvar sem arrependimento , sem conversão , e sem obedecer ás leis e os mandamentos de Deus , pois Deus é misericordioso , é um PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO , E PORTANTO , UM PECADO QUE NÃO TEM PERDÃO !! É muito fácil, muito bom e confortável acolhermos a imagem de um “deus-amor”, que concede a liberdade não para que O amemos, mas para que possamos fazer tudo o que se pode fazer, principalmente, este “deus-amor” é contrário a repressão dos sentimentos desordenados, pelo contrário, é a imagem de um deus que antes incentiva tais desordens, já que este deus é a pura misericórdia, tudo e todos estão salvos, então comamos, bebamos e morramos depois. Para propagar este deus-amor, muitas vezes as pessoas, já confortavelmente envolvidas com este deus, gostam de contrastar o deus-amor de hoje com o Deus de nossos pais, ou seja, o Deus de nossos pais, o Deus que os nossos pais tiveram a virtude de nos ensinar desde o nosso berço, é um Deus de castigo, um Deus de rosto fechado, bravo, pronto a nos dar cachimbadas pelos nossos erros, então claro, o deus de nossa época é muito melhor que o Deus de nossos pais, pois não castiga, não cobra respostas inteligíveis ao dom da Fé, não nos ameaça com a perdição eterna do inferno . Eu lhes afirmo : Este deus, é falso.

Um deus praticamente hippie, que se possivel viria a terra para gandaiar conosco e conduzir a festa. Deus não muda, mesmo que as nossas conveniências nos insitem a querer isso. Dizer que o Deus de nossos pais é diferente do deus de nossos tempos é dizer que deus somente existe pela nossa necessidade natural de crer e assim podemos então, ao invés de se abrir ao grande mistério divino, criar o nosso deus, seja ele deus-amor, deus-paz, deus-justiça, dos pobres, do homossexualismo, fraternal, um deus escondido, irreconhecível, e mais uma vez, etc. Deus não muda e este Deus eterno e soberano, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da terra, é sim um Deus de Amor, do Amor único, pois fora Dele não há amor verdadeiro, não há vida, não há nada que preste

Reflitamos de forma demasiadamente simples sobre o amor. Amor é não querer que o mal aconteça a nós e a ninguém, para isso temos limites que muitas vezes só conseguimos suportar por Amor. Logo, este deus-amor não se encaixa em sua omissão, pois permite que as pessoas se atolem até o pescoço com essa liberdade que conduz à ruina da pessoa humana, confundindo a individualidade da pessoa humana com o egoísmo. Por isso eu digo que esse deus-amor bonzinho ao ponto de nos permitir afundar na nossa própria miséria e de nos deleitarmos nela, deve ser tido como nada. Abra-se sim a Deus da Redenção, ao Deus que falou ao Povo de Israel, ao Deus que nos deixou por herança a sua própria obra que é a Santa Igreja, na qual se congrega todo o seu povo e que o conduz a presença deste Deus que é Amor, mas que também è JUSTIÇA , e corrige aqueles que ama e castiga aqueles que tem por seus filhos . Claro, ao dizerem sobre Deus Amor verifique se ele é o Deus que a Igreja ensina , pois ela foi fundada por Ele e enviada a anunciá-Lo sem enganos até o fim dos tempos , se é o Deus da Bíblia, o Deus da Divina Revelação Cristã, completa e imperecível. Deus é Pai, é Amor é Vida. O Deus Verdadeiro.

Toca de Assis/Marcelo Costa 

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Por que (e como) devemos fazer o sinal da cruz antes do Evangelho na Missa?

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Muito mais que um mero gesto, uma verdadeira oração!

Para os católicos romanos, há um gesto rápido que geralmente passa despercebido antes da leitura do Evangelho na Missa. É um “desenho” rápido da cruz, que contém muito simbolismo.

O gesto é uma imitação do que o diácono (ou sacerdote) faz antes de recitar as palavras do santo Evangelho. O Missal Romano estipula: “[depois de] ter anunciado o título do livro evangélico que será lido, o sacerdote traça, com o polegar direito o sinal da cruz sobre o livro e três [cruzes] sobre si (sobre a fronte, a boca e o peito).”

Porém, se um diácono vai proclamar o Evangelho, o sacerdote lhe dará uma bênção, em que deve recitar a seguinte oração:

 “O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios

para que tu anuncies dignamente o Seu Evangelho.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

De maneira semelhante, quando o sacerdote é quem proclama o Evangelho, ele reza estas palavras silenciosamente:

“Limpai o meu coração e meus lábios, Deus onipotente,

para que eu possa proclamar dignamente o santo Evangelho.”

Os leigos que assistem à Missa são convidados a fazer uma oração e um gesto similar antes da leitura do Evangelho. Se quiserem, podem rezar, interiormente, esta breve oração:

 “A Palavra do Senhor esteja na minha mente, nos meus lábios e no meu coração”.

 É um gesto belíssimo e com profundas raízes bíblicas. Por exemplo: Deus disse ao povo de Israel que recitasse uma frase particular (“Ouve, ó Israel…”) diariamente. Mas também que colocasse algo “como uma marca à sua frente” (Deuteronômio, 6,8). Muitos judeus os assumiram literalmente, e colocavam um pequeno pergaminho na frente deles. Era uma lembrança visível para manter sempre em mente a Palavra de Deus.

Em segundo lugar, a oração recorda a passagem em que o profeta Isaías recebe uma visão, na qual o anjo purifica os lábios dele com carvão queimando. Esta conexão se mantém na Forma Extraordinária da Missa, em que o sacerdote recita a referida oração antes do Evangelho.

Por último, a oração faz referência às palavras da Carta aos Hebreus, onde o autor escreve:  “a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4,12).

Portanto, quando fazemos esse gesto na Missa, fazemos verdadeiramente uma oração profunda, que nos abre às palavras de Jesus Cristo. Sempre que ouvimos o Evangelho, Jesus bate às portas do nosso coração, esperando para entrar. Temos só que abrir as portas para Ele.

Philip Kosloski

Pentecostes: O nascimento da Igreja Missionária

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Cinquenta dias após celebrarmos a Ressurreição de Jesus, somos convidados a rezar a Solenidade de Pentecostes. Na liturgia, com a celebração de Pentecostes, se encerra o tempo pascal e retomamos o tempo comum, tempo de rezar a vida pública de Jesus e a nossa missão como seus discípulos.

Antes de receberem o Espírito Santo, a força do alto, os discípulos não passavam de um grupo paralisado pelo medo. Ser discípulo apenas para assistir o que Jesus fazia, era uma atitude muito cômoda. Após a Ascensão os discípulos ficaram meio que perdidos, pois não sabiam o que fazer e nem como fazer e se perguntavam? Quem irá agora anunciar o Reino? Quem irá evangelizar os pobres? Quem irá acolher os pecadores? Quem irá consolar os tristes? Quem irá partilhar o pão? Quem irá cuidar dos doentes e abandonados? Enquanto Jesus estava com eles, era Jesus quem realizava estes gestos de amor.

Por isso, Pentecostes marca o nascimento da Igreja missionária, quando os discípulos vão compreendendo que agora são eles que devem continuar os gestos de amor de Jesus neste mundo. Agora são os lábios dos discípulos que tem que anunciar o Reino. São as mãos dos discípulos que tem que partilhar o pão. E é o coração do discípulo, que se revestiu do amor de Cristo, que irá continuar oferecendo amor para manter a esperança de vida.

O Espírito Santo é o dom que o Pai nos concede para que sejamos capazes de guardar a Palavra do seu Filho em nossa vida. O Espírito fez os discípulos recordarem que Cristo havia colocado o Evangelho em seus corações e que, por amor a Cristo, os discípulos guardaram sua palavra: “Quem me ama guardará minha palavra”. Sabendo que a Palavra do Cristo permanece no coração de quem Nele acredita, os discípulos, na força do Espírito, amor que nos move porque nos reveste de esperança, foram levar o Evangelho até os confins da terra.

Sendo assim, em Pentecostes nasce a Igreja missionária, a Igreja que se descobre em constante saída, como tão bem tem falado o Papa Francisco. Uma Igreja que vai às periferias do mundo porque o Espírito nos impulsiona para levar a Palavra de Jesus aonde não existe mais sinal de esperança. Onde a vida é desrespeitada e ferida, é lá que o Evangelho, que é palavra capaz de salvar, deve ser proclamado.

O Espírito Santo derramado sobre os nossos corações, como dom do Pai e do Filho, nos capacita para falar a linguagem do amor, caminho indispensável para a unidade tão desejada por Jesus para sua Igreja: “Que todos sejam um!”. A linguagem do amor nos fortalece para superarmos as divisões e crescemos no testemunho de Cristo por uma profunda vida de fraternidade. “Nisto reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

O Espírito Santo é o defensor que Jesus nos enviou para sermos suas testemunhas, mesmo quando situações adversas e perseguições querem destruir nossa fé. O Espírito é força que liberta a vida. É força que transforma todas as realidades, porque ele nos capacita para viver o amor que renova a face da terra.

A12

Virgem Maria, Esposa do Espírito Santo

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A Virgem Maria tem uma ligação estreita com o Divino Espírito Santo. Ela concebeu Jesus por obra Dele; é santa e Imaculada por Sua obra; esteve com os Apóstolos no dia de Pentecostes; e se tornou Mãe da Igreja e Mãe de cada homem e mulher que Jesus resgatou com Seu sangue.

Portanto, é muito importante que aquele que é batizado no Espírito Santo, tenha um conhecimento profundo sobre o que a Igreja ensina sobre a Mãe de Deus, e tenha intimidade com Ela. Por isso, vamos apresentar aqui um resumo do que a Igreja ensina.

A predestinação de Maria

A Igreja ensina que a Virgem Maria foi predestinada por Deus, desde sempre, para ser a Mãe do Redentor dos homens.

Diz o Catecismo:

“Deus enviou Seu Filho” (Gl 4,4), mas, para “formar-lhe um corpo” quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia,“uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27):

Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida” (§488).

A Imaculada Conceição

“Para ser a Mãe do Salvador, Maria foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função.” No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”.

Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus (CIC, §490).

A Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, foi redimida desde a concepção. É isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano foi preservada imune de toda mancha do pecado original.”

Os Padres da Igreja chamam a Mãe de Deus de “a toda santa” (Pan-hagia), celebram-na como “imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo, e formada como uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.

A maternidade divina de Maria

Maria é verdadeiramente “Mãe de Deus”, pois é a Mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus.

Ela “permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre” (Santo Agostinho, Sermão, 186,1).

Os Evangelhos a chamam de “a Mãe de Jesus” (Jo 2,1;19,25); sob o impulso do Espírito Santa Isabel, já antes do nascimento de seu Filho, a chama de “a Mãe de meu Senhor”: “Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?” (Lc 1,43). Os judeus só chamavam a Deus de Senhor. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (Theotókos).

Por causa da heresia nestoriana, de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava ser Maria Mãe de Deus, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunido em Éfeso em 431, confessaram que “o Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem”. O Concílio de Éfeso proclamou que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio: “Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado, dotado de uma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne”.

Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos, então, lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade”.

A virgindade de Maria

A Igreja ensina que a Virgem Maria, é virgem perpétua; como disse Santo Agostinho: “Virgem antes, durante e depois do parto”. Santo Inácio de Antioquia, mártir (†107), escreveu: “Estais firmemente convencidos acerca de Nosso Senhor, que é verdadeiramente da raça de Davi segundo a carne, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, verdadeiramente nascido de uma virgem…”. “O príncipe deste mundo ignorou a virgindade de Maria e o seu parto, da mesma forma que a Morte do Senhor: três mistérios proeminentes que se realizaram no silêncio de Deus”.

O Catecismo da Igreja diz, sem medo de errar, que: “O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo “não lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal” de sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a Aeiparthenos (pronuncie áeiparthénos), “sempre virgem” (§499).

O Papa Paulo IV, em 7 de agosto de 1555, apresentou a perpétua virgindade de Maria entre os temas fundamentais da fé.

Assim se expressou: “A Bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e constantemente depois do parto”.

Santo Agostinho afirma: “Cristo nasceu com efeito da Mãe que embora sem contato com varão concebeu intacta, e sempre intacta permaneceu, concebeu virgem, dando à luz virgem, virgem morrendo, embora fosse desposada com o carpinteiro, extinguiu todo orgulho da nobreza carnal”. E ainda: “Uma virgem concebe, virgem leva o fruto, uma virgem dá à luz e permanece perpetuamente virgem”.

São Cirilo de Alexandria (†442), deixou-nos uma bela comparação: Se a luz atravessa a vidraça de um lado para outro sem quebrá-la, não podia o Verbo entrar e sair do ventre de Sua Mãe sem rasgar as paredes?

Assunção ao céu

É dogma de fé que Nossa Senhora, após a sua vida terrena, foi elevada ao Céu de corpo e alma. É a única criatura que já está no céu com o seu corpo, além de Jesus. Todos os demais santos estão no céu só com a alma, aguardando a ressurreição do corpo na Parusia, quando Cristo voltar. O Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, pronunciou o dogma:

“Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo.”

A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos: “Em vosso parto, guardastes a virgindade; em vossa dormição, não deixastes o mundo, ó mãe de Deus: fostes juntar-vos à fonte da vida, vós que concebestes o Deus vivo e, por vossas orações, livrareis nossas almas da morte […]”. (Liturgia bizantina, festa da dormição de Maria).

Maria – Mãe de Cristo, Mãe da Igreja

Nossa Senhora é verdadeiramente “Mãe dos membros [de Cristo] (…), porque cooperou pela caridade para que na Igreja nascessem os fiéis que são os membros desta Cabeça” (Santo Agostinho).

O próprio Jesus moribundo na cruz, com lábios de sangue, nos deu sua Mãe para ser nossa Mãe espiritual: “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19,26-27). E o evangelista São João a levou para a sua casa; foram morar em Éfeso numa casinha que existe ainda hoje nas montanhas da cidade.

Após a Ascensão de Jesus Filho, Maria “assistiu com suas orações a Igreja nascente”. Reunida com os apóstolos e algumas mulheres, “vemos Maria pedindo, também ela, com suas orações, o dom do Espírito, o qual, na Anunciação, a tinha coberto com sua sombra”.

O Concílio Vaticano II disse: “De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça” (LG, 61).

“Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. […] Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira” (LG, 62).

A mediação da Virgem Maria

É preciso entender que a mediação de Maria junto a Deus não substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é uma mediação subordinada, “por dentro” da de Cristo. Sem a Mediação única de Cristo (1Tm 2,4), nenhuma outra tem valor e eficácia. Veja o que disse o Concílio Vaticano II:

“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força. Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser equiparada ao Verbo encarnado e Redentor. Mas, da mesma forma que o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e da mesma forma que a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de modos diversos, assim também a única mediação do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte” (LG, 62).

“A Igreja não hesita em proclamar esse múnus subordinado de Maria. Pois sempre de novo o experimenta e recomenda-o aos fiéis para que, encorajados por essa maternal proteção, mais intimamente adiram ao Mediador e Salvador” (LG, 62).

Os santos doutores garantem que a Virgem Maria é “medianeira de todas as graças”. Coloco aqui algumas citações de nosso livro A mulher do Apocalipse:

São Bernardo, doutor da Igreja, assim diz: “Tal é a vontade de Deus que quis que tenhamos tudo por Maria. Se, portanto, temos alguma esperança, alguma graça, algum dom salutar, saibamos que isto nos vem por suas mãos”.

São Bernardino de Sena: “Todos os dons, virtudes e graças do Espírito Santo são distribuídos pelas mãos de Maria, a quem ela quer, quando quer, como quer, e quanto quer”. “Eras indigno de receber as graças divinas: por isso foram dadas a Maria a fim de que por ela recebesses tudo o que terias”.

Santo Efrém, doutor da Igreja (†373): “Minha Santíssima Senhora, Santa Mãe de Deus, cheia de graças e favores divinos, Distribuidora de todos os bens! Vós sois, depois da Santíssima Trindade, a Soberana de todos; depois do Medianeiro, a Medianeira do Universo, Ponte do mundo inteiro para o céu. Olhai benigna para minha fé e meu desejo que me foram inspirados por Deus”.

São Boaventura (1218-1274), bispo e doutor da Igreja: “Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisto conhecêssemos que tudo que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós”.

Santo Alberto Magno, doutor da Igreja (†1280): “É anunciada à Santíssima Virgem tal plenitude de graça, que se tornou por isso a fonte e o canal de transmissão de toda a graça a todo o gênero humano”.

São Pedro Canísio (1521-1597), doutor da Igreja: “O Filho atenderá Sua Mãe e o eterno Pai ouvirá Seu próprio Filho: eis o fundamento de toda nossa esperança”.

São Roberto Belarmino (1542-1621), bispo e doutor da Igreja: “Todos os dons, todas as graças espirituais que por Cristo, como cabeça, descem para o corpo, passam por Maria que é como o colo desse corpo místico”.

A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão. A Igreja presta a ela um culto chamado de “hiperdulia”, “superveneração”, por ser a Mãe gloriosa e bendita de Deus. Ela mesma anunciou que isso se daria:

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Cléofas

O Espírito Santo

1espO termo “Espírito” traduz o termo hebraico “Ruah”, o qual em seu sentido primeiro, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza justamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a nossa novidade transcendente daquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Santo.

Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas Divinas. Mas ao juntar os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos “espírito” e “santo”. (CIC 693).

Algumas pessoas têm dificuldades de compreender o real significado do Espírito Santo, mas Ele é sinal marcante da presença de Deus e existiu desde o principio.

“A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gênesis 1, 2).

No Antigo Testamento o Espírito Santo manifestava-se  em algumas ocasiões e para alguns poucos escolhidos como o fez a Moisés:

“Eu o enchi do espírito divino para lhe dar sabedoria, inteligência e habilidade para toda sorte de obras (Ex. 31, 3)”

No entanto, Deus, no seu imenso amor, em seu projeto salvífico para a humanidade promete o Salvador – Jesus e o Consolador – o Espírito Santo, para que a humanidade, corrompida pelo pecado tivesse meios eficazes de santificação.

“Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas. (Joel 3, 1-2)”.

Esses versículos nos falam de uma promessa de um Pai amoroso, que promete uma grande graça – o derramamento do Espírito, aquele que no Antigo Testamento somente poucos puderam conhecer. Essa graça inicia-se no momento da anunciação, quando o Anjo Gabriel chama a Virgem Maria de “Cheia de Graça”, afirmando que o Senhor “É contigo”, fazendo dessa humilde serva a “primeira cristã”, a mulher cheia do Espírito Santo, porque trouxe em seu ventre, aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías:

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor” (Isaías 11, 1-2). 

As palavras do profeta foram reconhecidas pelo povo, que ao ver a ação poderosa e libertadora de Jesus, reconheciam N´Ele a ação do Espírito. Jesus era seguido pelas multidões e em muitas ocasiões era comprimido pelas pessoas, que viam n´Ele a grande esperança para suas vidas. Mas somente quando chega sua hora, Jesus promete o Consolador, pois não seria possível evangelizar sem a ação do Espírito Santo. Jesus diz aos apóstolos que não os deixaria órfãos e no dia de Pentecostes (50 dias depois da Páscoa) a promessa se cumpre e todos ficam cheios do Espírito Santo.

“De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem (Atos 2, 2-4)”.

O Espírito Santo derramou naquelas pessoas seus dons e graças e transformou-os em pessoas de fé, dispostas a enfrentar todas as dificuldades da missão que lhes foi entregue, pois somente com o Espírito Santo somos capacitados para toda a obra de Deus. Peçamos o Espírito Santo em nossas vidas e sejamos também repletos dessa graça, pois a promessa é para todos os cristãos.

Macileide Passos Alves

(Missionária – Comunidade Mãe Imaculada)

A santidade é uma vocação para todos, assegura o Papa Francisco

Papa Francisco durante a oração do Regina Coeli. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

“A festa de hoje de Pentecostes, conclui o tempo pascal”, anunciou o Papa Francisco durante a oração do Regina Coeli neste domingo, 20 de maio. Em sua reflexão, o Santo Padre recordou que “a santidade não é um privilégio de poucos, mas uma vocação para todos”.

Esta solenidade “nos faz reviver a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os outros discípulos, reunidos em oração com a Virgem Maria no Cenáculo. Naquele dia, começou a história da santidade cristã, porque o Espírito Santo é a fonte da santidade, que não é privilégio de poucos, mas vocação de todos”.

“Através do Batismo somos chamados a participar da mesma vida divina de Cristo e, através da Confirmação, a tornar-nos suas testemunhas no mundo”.

Nos textos bíblicos do Antigo Testamento, se pode ver como “através dos antigos profetas, o Senhor havia anunciado ao povo este seu projeto”. Todas estas profecias “se realizam em Jesus Cristo, mediador e garante da perene efusão do Espírito. E hoje é a festa da efusão do Espírito”.

“Desde aquele dia, e até o final dos tempos, esta santidade, cuja plenitude é Cristo, é doada a todos os que se abrem à ação do Espírito e se esforçam em ser dóceis a ele. É o Espírito que nos faz experimentar uma alegria muito grande”.

O Papa continuou assinalou que “o Espírito Santo que está em nós, abre o coração à esperança a favorecer o amadurecimento interior na relação com Deus e com o próximo”.

E como nos diz São Paulo: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio de si”.

“Tudo isso faz o Espírito em nós. Por isso hoje festejamos essa riqueza que o Pai nos doa”, concluiu Francisco.

Acidigital

Obediência, caminho da bênção de Deus

 Apenas pela obediência alcançaremos a bênção de Deus

A Palavra de Deus nos diz que Ele põe diante de nós “bênçãos” e “maldições”; a escolha é nossa. Para sermos abençoados, a bênção está condicionada à obediência. Obedecer não é simplesmente ouvir, mas praticar as orientações divinas.

As pessoas pensam que já têm as respostas para tudo, não aceitam ouvir, não aceitam obedecer. Ensoberbecem-se na sua própria capacidade. Mas quem quer ser abençoado precisa obedecer, ouvir e praticar a vontade de Deus.

A desobediência é a raiz do pecado. O diabo instiga o homem a se rebelar e a não se submeter à vontade de Deus. E a única forma de ser livre da maldição do pecado é submetendo-se à vontade do Senhor, pois a obediência é o caminho da santificação.

As pessoas se revoltam, pois a Palavra tem muitos “nãos”: não matarás, não adulterarás, não roubarás. É importante, no entanto, compreender que se Deus alinha nossos caminhos com ‘nãos’ na Terra, é para que possamos ter um grande ‘sim’ na vida eterna.

A obediência a Deus exige de nós três iniciativas: humildade, renúncia e vida no amor.

Ser humilde

Uma pessoa orgulhosa e soberba nunca será obediente, porque ela está cheia de si e não tem espaço para o Espírito Santo entrar em seu coração. Só a humildade abre as portas para o trabalho no Espírito.

Só quem é humilde tem a coragem de colocar-se diante de Deus e perguntar: “O que o Senhor quer de mim?”, pois reconhece o senhorio d’Ele e está disposto a viver segundo seus desígnios.

Renunciar

Quem quer obedecer a Deus precisa renunciar à própria vontade e fazer da vontade de Deus a sua própria. Obedecer a Deus é renunciar ao pecado e viver a santidade, pois a carne não quer rezar, a carne não quer ouvir a Palavra, não quer sair do seu conforto para fazer a vontade do Pai.

Obedecer é renunciar ao conforto que agrada a carne e viver a obediência, renunciando ao nosso tempo e aceitando o tempo de Deus.

Entendo que as coisas não devem acontecer quando queremos, mas sim no momento em que Ele determinar.

Viver o amor

Por fim, obedecer a Deus é viver o amor, o que significa não agir por interesse, não fazer barganhas por bênçãos, mas agir por amor, ou seja, fazer sem esperar nada em troca, realizar sem esperar reconhecimento. Na figura de Maria, vemos o maior exemplo de amor, humildade e renúncia de tudo, para, com amor, viver à vocação que Deus lhe reservou.

Vivemos tempo de avivamento, e avivamento é a bênção de Deus sobre nós. Só é preciso que tomemos uma decisão, para que nossa vida e a de nossas famílias sejam abençoadas por Ele. Somente pela obediência vamos experimentar a bênção de Deus.

                                                                                       Canção Nova