Blog Comunidade Mãe Imaculada

Sem fé é impossível agradar a Deus

féAcreditar no poder de Deus está ficando cada vez mais difícil, pois o mundo parece querer “provar” que não vale mais a pena ter fé. A maioria das pessoas vive um cotidiano de imediatismo, onde tudo deve ser rápido. Logo, quando alguma coisa demora para acontecer, muitos ficam ansiosos e impacientes e por muitas vezes têm a fé abalada..

“ A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”

(Hb 11, 1).

Assim, ter fé significa crer que a graça de Deus será derramada, mesmo que ela ainda não seja palpável ou visível.

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11, 6). A incredulidade fere o coração de Deus, por diversas ocasiões o Senhor repreendeu a falta de fé das pessoas. A fé é necessária para podermos agradar a Deus, não como mera bajulação, mas como expressão de amor. Sabemos que é difícil manter um relacionamento quando a confiança é abalada, da mesma forma pode se tornar o relacionamento de um cristão que não acredita totalmente em Deus.

A bíblia narra milhares de exemplos de pessoas que puderam vivenciar verdadeiros milagres em suas vidas, mas a fé sempre foi a condição para que a graça fosse derramada, um desses casos foi o da mulher que sofria de um fluxo de sangue há doze anos. Sua certeza foi tão grande que:

Dizia ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada. Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada. Jesus percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se para o povo, perguntou: Quem tocou minhas vestes? Responderam-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te comprime e perguntas: Quem me tocou? E ele olhava em derredor para ver quem o fizera. Ora, a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade. Mas ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal. (Mc 5, 28-34).

A fé dessa mulher agradou Jesus, que não pode negar-lhe a graça que tanto esperava. A partir daquele momento, não somente a cura aconteceu, mas inicia-se um relacionamento fundamentado em uma fé madura e inabalável. É assim que devemos fazer. Crer sem duvidar e sem fraquejar. Os milagres realizados no tempo em que Jesus esteve na terra impressionam até hoje. Os surdos ouviam, os cegos enxergavam, mortos ressuscitavam, paralíticos andavam, possessos eram libertos e tudo mais que era apresentado a Jesus, desde que houvesse fé, era possível. Há quem creia que esses tipos de milagres não são mais possíveis. Sim, são possíveis! Basta crer…

“Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade (Hb 13, 8)”

O que mudou não foi a ação poderosa de Cristo, mas sim a fé das pessoas. Ela está escassa e fragilizada. Por isso, devemos cultivar a nossa fé, alimentá-la, sobretudo pela oração. Ainda vale a pena crer, ainda é tempo de ver milagres! Creiamos N`Aquele que tudo pode e sejamos pessoas de fé!

Macileide Passos Alves

(Missionária – Comunidade Mãe Imaculada)

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Brasil passa a ter a menor Basílica do mundo

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Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Foto: Wikimedia (domínio público)

No alto da Serra da Piedade, em Caeté (MG), uma pequena ermida recebe há 250 anos milhares de peregrinos, levando à necessidade da construção de outra igreja maior na década de 1970; agora, esses dois templos foram elevados a Basílicas pelo Papa Francisco, sendo que um deles se tornou a menor Basílica do mundo.

O anúncio foi feito pelo Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, durante a Missa por ocasião do Dia Mundial dos Pobres, no domingo, 19 de novembro.

Segundo o Prelado, a singela capela do século XVIII passa a se chamar Basílica Ermida da Padroeira de Minas Gerais – Nossa Senhora da Piedade e a Igreja das Romarias, erguida na década de 1970, se torna Basílica Estadual Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais.

“Estou muito feliz, porque é o reconhecimento do Papa Francisco para um lugar de grande singularidade e expressividade, que une a história de dois séculos e meio, a força espiritual do povo”, expressou o Arcebispo ao ‘Estado de Minas’.

Dom Walmor explicou que, a partir de agora, essas duas igrejas “estão ligadas à missão do Papa”. “É importante destacar que as Basílicas são espaços especiais, já que os católicos podem receber indulgências, a graça de purificar o peso que os pecados têm sobre nós”, acrescentou.

Quanto à data para o anúncio dos títulos, o Arcebispo assinalou que se tratou de uma forma para demonstrar que as Basílicas remetem à realeza de Cristo, o qual “não significa triunfo, mas serviço aos pobres”.

Além disso, conforme explicou a Arquidiocese mineira, “assim como as catedrais estão ligadas ao ministério de bispos e arcebispos, as Basílicas têm vínculos direto com o ministério do Papa. Por isso, são consideradas pela Igreja como território internacional, com grande influência nas regiões onde estão inseridas”.

A decisão do Papa Francisco de elevar a Ermida e a Igreja das Romarias a Basílicas se deu após Dom Walmor levar ao Pontífice, em junho, um documento com assinaturas de bispos mineiros que faziam esta solicitação para este jubileu dos 250 anos de peregrinações.

A Arquidiocese de Belo Horizonte informou que no dia 15 de dezembro, às 15h, será feita a dedicação da Basílica Ermida da Padroeira de Minas Gerais – Nossa Senhora da Piedade e consagração do altar.

Neste mesmo dia, terá início a novena para dedicação da Basílica Estadual Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais e consagração do altar, que ocorrerá em 15 de setembro de 2018, dia de Nossa Senhora da Piedade.

Basílica

Um templo recebe o título de Basílica por parte dos Papas devido à sua importância espiritual e histórica. São centros espirituais e evangelizadores de uma comunidade e também servem para difundir uma devoção especial à Virgem Maria, a Jesus ou a algum santo.

No mundo, há quatro basílicas maiores, que estão em Roma. São as de São Pedro, Santa Maria Maior, São Paulo Extramuros e São João de Latrão, conhecida como a Catedral do Papa.

Existem ainda as Basílicas menores, templos que receberam esse título por uma concessão do Papa ou da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Geralmente, são santuários e catedrais que recebem um grande número de peregrinos pelos tesouros sagrados que guardam ou pela sua importância histórica.

Quanto às novas Basílicas do Brasil, o complexo do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, somente em 2016, recebeu cerca de 500 mil pessoas entre brasileiros e estrangeiros. Para este ano Jubilar de 2017, a expectativa é de acolher 700 mil peregrinos.

A história desse local e da devoção à Nossa Senhora da Piedade remonta ao século XVIII, quando uma menina, surda e muda, passou a falar e a ouvir após testemunhar uma aparição da Virgem Maria no alto da Serra da Piedade.

Após ter conhecimento desse milagre, o português Antônio da Silva Bracarena se converteu e decidiu construir uma capela naquele local.

Em 1767, começou a erguer a Ermida de Nossa Senhora da Piedade, que mais tarde, acolheu a imagem da Virgem esculpida pelo reconhecido como mestre do Barroco mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Em reconhecimento à devoção do povo mineiro e aos peregrinos que visitam o Santuário na Serra da Piedade, em 1960, por decreto do Papa João XXIII, Nossa Senhora da Piedade se tornou padroeira de Minas Gerais.

Acidigital

Os cristãos e seus desafios

images (1)O cristianismo se difundiu a partir da experiência da primeira Comunidade de Jerusalém, conduzida pelo Espírito Santo, tendo à frente o grupo dos Apóstolos, sendo Simão Pedro sinal de unidade. A partir daí, as perseguições contribuíram para a positiva dispersão dos primeiros cristãos, fazendo com que a Semente da Boa Nova se espalhasse por toda parte (Cf. At 8,5-8.14-17). Fundamental foi a participação de São Paulo, a grande figura de convertido, cuja pregação, testemunho e viagens alargaram as fronteiras do Evangelho, já nos primeiros decênios.

Não foram pequenas as dificuldades encontradas pelos cristãos de todas as gerações. No entanto, desde o início, o Espírito Santo prometido e enviado por Jesus (Cf. Jo 14,15-21) consolida a fé em Jesus Cristo, fortalece para o martírio, ilumina as mentes para o testemunho coerente do Evangelho. E Como os cristãos de ontem e hoje se colocam diante dos desafios que se apresentam?

Podemos começar dentro de casa, em nosso coração e no âmbito de nossos limites pessoais. Há que contar com o fato de sermos pecadores, limitados em nossa vontade, pusilânimes nas decisões. Deus, que não se cansa de perdoar, sabe quem somos e como somos, e está sempre pronto a manifestar sua misericórdia e seu perdão. Ninguém se desespere das próprias fraquezas. A sabedoria popular dizer que “perdão foi feito pra gente pedir”. Contar com as fraquezas dos outros e as nossas, não imaginar que em qualquer lugar do mundo encontraremos um grupo de perfeitos e impecáveis! Do outro lado, a coragem para recomeçar do zero se for necessário. E, uns com os outros, ter a coragem para dizer: “quando você falhar, saiba que antes de julgar ou condenar, encontrará em mim disposição para empreender e perdoar, assim como a ajuda necessária para se erguer dos próprios fracassos”.

Para tanto, ter clareza dos valores em que acreditamos, não perder de vista os grandes ideais que norteiam os nossos passos, ser radicais na busca da verdade e do bem, o que significa superar todo tipo de acomodamento. Ninguém se renda diante do mal circunstante, mas lute bravamente para superá-lo. Quem nivela a própria vida pelo rodapé da existência e se acomoda com os pequenos ou grandes defeitos bloqueia a ação da graça de Deus que pode e quer vir ao encontro da pessoa fragilizada.

Olhe ao seu redor! Com certeza o mar dos contravalores existentes e propagandeados lhe causa uma forte impressão. E que dizer da repisada corrupção que se espalha e contagia pequenos e grandes? Em torno a nós floresce um relaxamento geral das consciências, a prática dos escambos mais escandalosos, a propaganda do pecado, a da impureza e da injustiça. É hora da rendição diante do inimigo? Absolutamente, não! Cristão que se preze luta até derramar, se for preciso, o seu sangue, pela verdade, a justiça e o amor. Faz-se necessário ter a coragem de nadar contra a correnteza, plantando valores diferentes, acreditando no bem que podem fazer os considerados pequenos na luta pela vida, apoiar as iniciativas de solidariedade, comunhão e participação. Acredito muito mais nas pessoas que arregaçam as mangas e começam a fazer diferente do que as e rumorosas manifestações públicas, nas quais o ódio e a revolta podem se impor.

O cristão tem que abrir os olhos para o horizonte. Até a volta do Senhor, cabe a nós a visibilidade da ação de Deus a favor de seu povo. Só que não estamos sozinhos, pois Jesus prometeu e enviou o Espírito Santo, o amor do Pai e do Filho. Um roteiro de coragem e ousadia pode ser assim resumido:

– Amar a Jesus é guardar os seus mandamentos. Não falatório, mas vida concreta, de fidelidade ao Senhor.

– Acolher o Espírito Santo Consolador, o Paráclito, o Defensor, que permanece sempre em nós. Ele nos concede a audácia dos mártires, a força dos profetas e confessores da fé, a simplicidade das virgens. São forças que desmontam os poderes do maligno!

– Buscar os caminhos de diálogo e de escuta com quem pensa diferente de nós. Para isso, valorizar o bem que o Espírito Santo já plantou no coração das pessoas, mesmo onde nosso fraco julgamento julga impossível. Não imaginar que exista um mundo ou um pedaço de mundo em que todos pensam como nós.

– Nunca alimentar um espírito de orfandade e tristeza. Cristão olha para frente, aponta para o alto, sabe que a vitória final pertence a Deus.

– Enfim, a sábia recomendação de São Pedro: “Quem é que vos fará mal, se vos esforçais por fazer o bem? Mais que isso, se tiverdes que sofrer por causa da justiça, felizes de vós! Não tenhais medo de suas intimidações, nem vos deixeis perturbar. Antes, declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se tal for a vontade de Deus, do que praticando o mal. De fato, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na existência humana, mas recebeu nova vida no Espírito” (1Pd 3, 15-18).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo de Belém do Pará

Abaixo assinado pede que São João Paulo II se torne o Padroeiro da Europa

A Fundação ‘Educatio Servanda’ da Espanha, dedicada a promover a educação católica, decidiu fazer eco da proposta do Cardeal Stanislaw Dziwisz de declarar a São João Paulo II como “Padroeiro da Europa”. O purpurado, que se dirigiu aos participantes do Congresso ‘Europa Christi’ na Polônia, afirmou que a “Europa necessita ajuda do céu e o exemplo dos Santos, porque sozinha não pode responder a esses desafios. E não há Santo mais contemporâneo que compreenda nosso tempo melhor que João Paulo II”.

1jp“A Europa está seriamente ameaçada pela crise ideológica, o nacionalismo excludente, o debilitamento da família, o colapso demográfico, as crises migratórias”, afirmou ‘Educatio Servanda’ através de sua página web, onde habilitou um formulário de coleta de assinaturas destinadas ao Papa Francisco. “São João Paulo II deu mostras acabadas de sua preocupação pelo continente em centenas de homilias, cartas e discursos”.

Após recordar os reiterados chamados do Pontífice polonês pelo retorno da Europa às suas raízes cristãs, a petição solicita ao Papa “que considere encomendar o futuro da Europa a São João Paulo II para que ele, junto com São Bento, São Cirilo, São Metódio e as Santas Catarina, Brígida e Teresa, nos ajudem a encaminhar nossos passos para ‘dar novamente alma à Europa e despertar a consciência'”. “Para que cresça a Europa. ‘Cresça como Europa do espírito, na linha de sua melhor história, que precisamente tem na santidade sua mais alta expressão'”, afirma o documento.

A Fundação recordou que todas suas obras levam o nome de São João Paulo II. “Desde o primeiro momento, em ‘Educatio Servanda’ não tivemos medo de nos colocarmos sob a proteção de João Paulo II, daí o escolhermos como Patrono (…). Chegou a hora de que, todos juntos, abramos as portas da Europa a São João Paulo II”. A pedido cita algumas contribuições de alocuções de São João Paulo II como o Discurso durante o Ato europeu em Santiago de Compostela de 1982 e a Carta Apostólica ‘Spes Aedificandi’.

Gaudium Press

Papa: ir à Missa é como ir ao Calvário

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“Missa, memorial do mistério pascal de Cristo” foi o tema da Catequese do Papa Francisco esta quarta-feira – AFP

“Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário. (…) Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado”.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a Missa, falando sobre a “Missa, memorial do mistério pascal de Cristo”.

Mas, essencialmente, o que é a Missa? – perguntou Francisco aos cerca de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro à uma temperatura de 10°C.

“A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida” – respondeu – ressaltando, que para compreender o seu valor, devemos antes de tudo entender o significado bíblico de “memorial”. E explicou:

Este não é somente a recordação – o memorial não é somente uma recordação – não é somente uma recordação dos acontecimentos do passado, mas o memorial os torna de certo modo presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes na memória dos fiéis para que conformem a própria vida a eles”.

“Jesus, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao Céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento”, completou.

Assim, a Missa “é o memorial da sua Páscoa, de seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais do que isto: é fazer presente o que aconteceu há 20 séculos”.

Assim, “a Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”:

Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele (…). Assim pensava São Paulo”.

O seu sangue – completa o Santo Padre – “nos liberta da morte e do medo da morte”:

Nos liberta não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece”.

Cristo, pelo contrário “nos dá a vida novamente; Cristo é a plenitude da vida, e quando enfrentou a morte, a aniquilou para sempre”:

A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor. E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida”.

E “se o amor de Cristo está em mim – sublinhou o Papa – posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me”:

Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

E esta é a Missa – enfatizou o Papa – entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus:

E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa. Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação –  naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim, e assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus”.

Penso que agora esteja mais claro – disse Francisco ao concluir – como a Páscoa nos torna presente e atuante cada vez que celebramos a Missa, isto é, o sentido de memorial”.

Rádio Vaticano

Catequisandos da Catequese Mãe Imaculada celebram Primeira Eucaristia

Após dois anos de preparação, 19 (dezenove) crianças da Catequese da Comunidade Mãe Imaculada (CMI) celebraram a Primeira Eucaristia, neste último final de semana. A Celebração aconteceu em dois dias distintos, isto porque a Catequese da CMI atua em sua sede e também no bairro Angari. Na sexta-feira (17), 8 (oito) catequisandos do bairro Angari, receberam o Sacramento da Eucaristia, na Igreja São Vicente de Paulo, durante Missa celebrada pelo Padre João . No domingo (19), receberam a comunhão 11 crianças, na Missa presidida por Monsenhor Josemar Motta, na Comunidade São Pedro, Novo Encontro. Além das crianças da CMI também receberam o sacramento os catequisandos da Comunidade São Pedro. Participaram da Missa catequistas, familiares e amigos das crianças.

Vale ressaltar que a CMI realiza encontros catequéticos com crianças a partir de 3 anos e adolescentes. Durante os encontros, os mesmos recebem formação doutrinária e cristã, além de participar de momentos lúdicos e recreativos. Atualmente os encontros acontecem em dois da semana, às terças-feiras , às 19h00, no bairro Angari e aos sábados, às 16h00, na sede da comunidade, localizada na Rua Argentina, 122, Maria Gorete.

ASCOM CMI

Quando devo montar a árvore de Natal?

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Veja o que diz a tradição cristã

Hoje ela é rodeada de presentes, e majestosamente enfeitada com bolas e guirlandas luminosas. Mas nem sempre foi assim. Antigamente, a árvore de Natal era decorada com frutas, flores e doces.

A tradição surgiu na França do século XVI, quando só havia permissão para cortar árvores a partir do dia 21 de dezembro. As pessoas, então, deixavam as árvores em suas casas até 24 de dezembro. Depois, a tradição foi mudando. Atualmente, algumas pessoas montam a decoração uma ou duas semanas antes do Natal para conservá-la bem até a noite natalina. Mas há também os que seguem a tradição cristã e tomam o calendário do Advento como referência.

 No começo do Advento

Segundo a tradição cristã, é costume decorar a árvore de Natal a partir do primeiro domingo do Advento (que este ano cai no dia 3 de dezembro) e desmontá-la na Epifania, que é celebrada em 6 de janeiro.

Realmente, se a árvore está lá para decorar e dar um ar mais caloroso ao interior da casa, tem tudo a ver permanecer lá para acompanhar este período de espera pelo nascimento de Cristo.

Já a tradição ortodoxa diz que a árvore deve ser preparada no dia 6 de dezembro – dia de São Nicolau.

Duas semanas antes do Natal

Se você escolher uma árvore artificial, não há nenhum problema em montá-la um mês antes. Mas a coisa muda de figura se ela for natural. Se você for usar o autêntico pinheiro de Natal, recomenda-se adquiri-lo duas semanas antes do dia 25 de dezembro, para que ele fique bem conservado e bonito para o “dia D”.

Aproveitar as ofertas

Por fim, fugindo dos critérios da tradição cristã e da conservação do pinheiro, você pode levar em conta outro detalhe: as árvores decorativas têm preços mais baixos perto do Natal, inclusive no dia anterior, pois as lojas querem zerar os estoques.

Assim, nada impede que você aproveite um pouco mais da decoração mesmo depois da Noite Feliz.

  Morgane Macé – Aleteia