Blog Comunidade Mãe Imaculada

Missão de votar

downloadQuando encaramos e assumimos a vida como missão dada pelo Criador, preocupamo-nos com o bem comum a ponto de usarmos nossas capacidades e carismas para fazer o bem. É claro que devemos nos preocupar conosco mesmos. Porém, se não convivermos fazendo o bem aos outros, temos, como contrapartida, os efeitos nocivos para nós mesmos. Ao invés de só pensarmos em fazer muros altos, concertinas, cercas elétricas e câmeras de segurança, precisamos  formar a consciência cidadã e o desarmamento dos ânimos e de todo tipo de arma para a segurança de todos. A educação com os valores do altruísmo, da ética e da moral nos ajuda a sermos mais solidários com todos. Jesus é o maior Mestre que faz e dá lição de amor a ser vivido por todos.

Muitos vão às urnas votar displicentemente e dar seu apoio por retribuição de algum favor recebido ou por ignorar ou não usar do discernimento anterior para conhecer o verdadeiro perfil ético, honesto e de competência da pessoa escolhida para governar ou legislar em benefício do bem comum. Outros têm consciência de sua real missão de votar com responsabilidade em quem sabe ser o melhor para exercer o importante cargo público para legislar ou administrar a coisa pública. A corrupção eleitoral é o modo mais deletério de exercer a política, que deveria ser um nobre exercício de trabalhar em proveito da sociedade.

Vários Pontífices já alertaram sobre o bom exercício da política, como a melhor maneira de se fazer caridade. De fato, o político eleito para o cargo público, tem em mãos os meios para promoverem a boa saúde, a educação, a segurança e todos os outros instrumentos para irem ao encontro dos benefícios em relação às necessidades do povo, principalmente e a partir dos que mais são carentes. Se for pessoa honesta e com capacidade de legislar e administrar adequadamente a coisa pública, com pouco faz muito. Ao contrário, há os que, com muito fazem nada. Vemos muito disso no Brasil e no mundo.

Iniciamos o mês das missões com a grande missão de ajudarmos os municípios a terem mais gente de caráter e capacidade humana, ética e cristã, eleitas para realmente servirem bem o povo. Ajudar o coronelismo político inescrupuloso é o avesso da cidadania. O eleitor que se preze,  dá o voto bem preparado, pensado e responsável para eleger quem realmente tem competência moral para servir o povo no cargo a que for eleito. A Palavra de Deus orienta nossa ação missionária de tornarmos nossa caminha humana com mais acerto na direção da promoção da justiça, da verdade, da misericórdia e do bem de todos.

Nossa oração suba a Deus pedindo luzes aos eleitores e aos que forem eleitos para se unirem na grande missão de tornarmos a caminhada existencial mais humana e cheia de amor a Deus e de uns para com os outros.

 Um profeta  nos questiona em relação à realidade social, para ajudarmos a reverter essa situação: “Violência!, sem me socorreres? Por que me fazes ver iniqüidades quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia… Quem não é correto vai morrer, mas o justo viverá por sua fé” (Habacuc 1,2-3;2,4).

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Nova lei chinesa torna crime atividades religiosas

bandeira_da_chinaO governo comunista chinês acaba de divulgar um esboço do que seria um novo regulamento para o exercício das atividades religiosas no país.

Lei restritiva, penas pesadas

A nova lei que deverá substituir os regulamentos de 2004, será mais dura, mais restritiva e com punições maiores.

Segundo a proposta agora em debate, as multas aos transgressores podem chegar ao equivalente a 26 mil euros, para “atividades religiosas fora da lei” ou viagens ao estrangeiro e peregrinações sem a autorização governamental.

O documento apresenta “regras para a construção de templos e imagens” e diversas obrigações sobre o uso da internet para obter informação religiosa.

Qualquer grupo religioso “deve aderir o princípio de independência e de autogoverno” e “não ser controlado por forças estrangeiras”.

É o que diz artigo 5.º do novo regulamento.

A chamada “Igreja Patriótica”

O regime comunista criou em 1957 a chamada “Associação Patriótica Católica”, que ainda tem a função de “evitar evitar interferências estrangeiras”, especialmente a Santa Sé, e para “assegurar que os católicos vivam em conformidade com as políticas do Estado”.

E isto inclui o controlo de Pequim sobre a nomeação de bispos, uma pretensão não reconhecida pelo Vaticano.

Credenciais de comunistas para poder ser religioso

O novo regulamento obriga os bispos católicos a registar-se junto do Departamento dos Assuntos Religiosos da China, especificando que “aqueles que não obtiverem ou perderem as credenciais profissionais não podem comprometer-se em atividades” religiosas.

Atividades criminosas

As atividades consideradas criminosas são muitas e variadas. Entre elas está o “aceitar o domínio de forças estrangeiras; aceitar, sem autorização, clero de grupos religiosos estrangeiros ou organizações”.

Também é considerado criminoso os exercícios religiosos “contrários ao princípio da independência religiosa e do autogoverno”.

Gaudium Press

Matrimônio é amizade…

matSentiam-se atraídos um pelo outro.

Veneravam-se esteticamente.

Ele era um belo exemplar de homem.

Ela, uma linda moça.

Além disso, sentiam enorme atração física, e, mais que isso, necessidade um do outro.

O que mais faltava para um bonito casamento?

O tempo revelou que faltava “amizade”…

Achavam que o que sentiam era sinal de amor, quando, na verdade, era sinal de paixão.

A paixão dificilmente consegue se transformar em amizade, porque é egoísta, imediatista e possessiva.

O amor não só consegue, como é amizade, porque é altruísta, quer o bem do outro e respeita o outro.

Por isso mesmo, um casamento pode estar cheio de paixão e carinho e talvez não satisfaça os dois;

porque paixão e carinho nem sempre significam amizade.

E, às vezes, um casamento nada tem de impetuoso, pode até faltar a ele a graça de um namoro juvenil, mas, se os dois se querem como amigos sinceros, chegarão aos vinte e cinco e aos cinquenta anos.

Marido e mulher que não conseguem ser amigos, acabam em cobrança cruéis e vinganças ainda mais cruéis.

Marido e mulher que conseguem ser amigos descobrem, com o tempo, que o elo do matrimônio, mais que o desejo, que também precisa existir, é o respeito pelo outro, por seu modo de ser e por suas ideias.

Se não existe amizade, dificilmente existe um verdadeiro casamento.

Matrimônio é amizade: a mais profunda possível, mas “amizade”…

Por isso, os dois erraram.

Pensavam que amizade fosse uma coisa e amor fosse outra.

Não entenderam que os grandes amores encerram grandes amizades. Não entenderam que é possível ser amigo sem sexo nem matrimônio, mas que é impossível ser marido e mulher de verdade, sem amizade…

O mundo está cheio de casais que perderam a amizade…

Texto retirado do livro: Amizade Talvez Seja Isso, Pe. Zezinho, scj

Hoje a Igreja celebra os santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

anjIgreja celebra neste dia 29 de setembro a festa dos santos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes dadas por Deus.

São Miguel em hebreu significa “Quem como Deus” e é um dos principais anjos. Seu nome era o grito de guerra dos anjos bons na batalha combatida no céu contra o inimigo e seus seguidores.

Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus.  É chamado pelo profeta Daniel, no Antigo Testamento, de príncipe protetor dos judeus. No Novo Testamento, é citado na carta de São Judas e no Livro do Apocalipse. Aparece como protetor dos filhos de Deus e de Sua Igreja.

São Gabriel significa “Fortaleza de Deus”. Teve a missão muito importante de anunciar a Nossa Senhora que seria a Mãe do Salvador.

Segundo o profeta Daniel (IX, 21), foi Gabriel quem anunciou o tempo da vinda do Messias; quem apareceu a Zacarias “estando de pé à direita do altar do incenso” (Lucas 1, 10-19), para lhe dar a conhecer o futuro nascimento do Precursor; e, finalmente, o arcanjo como embaixador de Deus, foi enviado a Maria, em Nazaré para proclamar o mistério da Encarnação. É ele o portador de uma das orações mais populares e queridas do cristianismo, a Ave Maria.

São Rafael quer dizer “Medicina de Deus” ou “Deus obrou a saúde”. É o arcanjo amigo dos caminhantes, médico dos doentes, auxílio dos perseguidos.

No Livro de Tobias é narrado que quando Tobit, pai de Tobias e homem de grande caridade, passou pela provação da cegueira e de todos lhe questionarem a fé, juntamente quando Sara era atormentada por um demônio que matava seus maridos nas núpcias. Então, ambos rezaram a Deus e foram ouvidos; e foi Rafael que foi enviado para lhes prestar socorro.

São Rafael tomou a forma humana, se fez chamar Azarías e acompanhou Tobias em sua viagem, ajudando-o em suas dificuldades, guiando-o por todo o caminho e auxiliando-o a encontrar uma esposa da mesma linhagem. Então, o Arcanjo explicou ao jovem Tobias que poderia casar-se com Sara sem perigo algum. E, por fim, ao retornarem esclareceu como ele poderia curar o pai da cegueira. No livro de Tobias o próprio arcanjo se descreve como “um dos sete que estão na presença do Senhor”.

Para celebrar esta data, recordamos a oração aos Santos Arcanjos:

Ajudai-nos, ó grandes santos, irmãos nossos, que sois servos como nós diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvendai os nossos olhos que nós mesmos fechamos para não precisar ver as necessidades de nosso próximos e poder, assim, ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila autocomplacência. Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa.  Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.

Contemplai em nós a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser Sua vontade e Seu amor.

Ajudai-nos a conhecer Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servir-Lhe. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que, traiçoeiramente, nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.

São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.

São Rafael, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos;

Ajudai-nos e rogai por nós.

Acidigital

“Nos rostos sofridos dos refugiados, a Igreja vê o Senhor em sua Paixão”

Papa visitou campo de refugiados em Lesbos, na Grécia, em abril de 2016 - AFP

Papa visitou campo de refugiados em Lesbos, na Grécia, em abril de 2016 – AFP

Na manhã desta quinta-feira (29/09), o Papa recebeu os membros de organizações de caridade católica que trabalham pela Síria, o Iraque e países limítrofes na tentativa de atenuar o sofrimento de milhões de pessoas vítimas dos conflitos atuais.

 Francisco começou seu discurso manifestando tristeza porque não obstante os esforços em vários âmbitos, a lógica das armas e dos abusos, os interesses obscuros e a violência continuam a devastar aqueles países, onde o sofrimento e as violações dos direitos humanos ainda persistem. O grave fenômeno migratório a que assistimos hoje – denunciou o Papa – é uma das consequências dramáticas mais visíveis desta situação.

“Por que o homem, danificando pessoas, bens e meio ambiente, continua a perseguir prevaricações, vinganças e violências? Pensemos no recente ataque contra um comboio humanitário da ONU… É a experiência do mal que está presente no homem e na história e precisa ser redimido”.

“Nos rostos sofridos de sírios, iraquianos e refugiados em busca de abrigo e proteção, a Igreja vê o rosto do Senhor durante a sua Paixão”, declarou.

Encorajando os agentes de caridade, Francisco disse que seu trabalho no campo, ajudando estas pessoas a salvaguardar sua dignidade, é certamente um reflexo da misericórdia de Deus e um sinal de que o mal tem limite e não terá a última palavra. É um sinal de esperança e por ela, agradeço vocês todos e as outras pessoas anônimas que especialmente neste Ano Jubilar, rezam e intercedem em silêncio pelas vítimas dos conflitos, principalmente as crianças e os mais frágeis, apoiando também o seu trabalho”.

A este ponto, o Papa apelou novamente por ajudas e maiores esforços da comunidade internacional para pacificar o Oriente Médio, pois “cada um pode e deve ser construtor de paz”.

“Minha oração é para que Deus inspire as mentes e os corações de quem tem responsabilidade política, a fim de que saibam renunciar a seus interesses pessoais e alcançar o maior bem: a paz”.

O encontro foi também uma ocasião colhida pelo Papa para agradecer as Nações Unidas e outros organismos internacionais por sua mediação junto aos governos para concordar o fim do conflito: um caminho que deve ser percorrido com paciência e urgência, e no qual a Igreja continuará a dar a sua contribuição.

Enfim, Francisco dirigiu seu pensamento às comunidades cristãs no Oriente Médio, sofridas pelo conflito e temorosas pelo futuro. Os cristãos daquela região são hoje o sinal concreto da misericórdia de Deus. “A eles, toda a minha admiração, reconhecimento e apoio de toda a Igreja”.

Antes de se despedir, o Papa confiou todos os agentes da caridade à intercessão de Santa Teresa de Calcutá, modelo de caridade e misericórdia.

Rádio vaticano

Santidade em família: a história de santos irmãos

Crescer entre irmãos proporciona a bela experiência do cuidado, de ajudar e ser ajudado, de amar e ser amado. É na família, entre irmãos, que se aprende a conviver, a relacionar-se em comunidade, por isso a família é uma “verdadeira escola de sociabilidade” e onde se vive o testemunho da santidade de vida.

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Muitos homens e mulheres ao longo da história viveram profundamente e radicalmente o chamado à santidade em família e muitos deles foram canonizados pela Igreja. Abaixo conheça a história de irmãos santos, e mais dois que ainda não foram canonizados mas já são beatos da Igreja.

Irmãos de Cartagena

Isidoro, Florentina, Fulgêncio e Leandro, nasceram e cresceram na cidade de Cartagena, na Espanha, no século seis depois de Cristo. Filhos do casal Severino e Teodora, receberam deles uma sólida educação cristã.

Os três filhos foram ordenados bispos e exerceram o seu ministério, sendo exemplo de vida cristã para o povo espanhol. Já Florentina se tornou abadessa e foi excelente diretora espiritual contribuindo para santificação a de muitas pessoas.

Irmãs mártires

Irene, Quiônia e Ágape foram mártires da Igreja por seu testemunho cristão. Ainda meninas, ficaram órfãs, decidiram não casar e levavam uma vida piedosa. Perseguidas pelo Imperador Diocleciano foram mortas por volta do ano 304. Na missa dedicada a elas, é feita menção de que elas não tiveram medo nem de feras, nem de mutilações, nem de outras torturas.

Irmãos peregrinos 

Os irmãos franceses Lupicino e Romão são conhecidos como irmãos peregrinos. Apaixonados pelos Padres do deserto fundaram um mosteiro. Lupicino era muito justo e intolerante, já Romão era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Em suas diferenças, se completavam.

Beatos Francisco e Jacinta

Da história mais recente, embora ainda não sejam canonizados pela Igreja, lembramos o testemunho dos irmãos Francisco e Jacinta de Fátima, Portugal. Ainda na infância experimentaram um profundo amor a Deus, a Jesus e Maria e praticaram, num grau heroico, as virtudes que Deus considera como sendo de uma criança: obediência, confiança, simplicidade, humildade, amor e dedicação. Seu testemunho de santidade com tão pouca idade comove e converte pessoas em todo o mundo.

A vocação à santidade é para todos

Todo batizado pode ser santo. E como ser santo? Primeiro compreender que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, mas um dom que Jesus nos concede. “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar” (cf. Ef 5, 25-26). Podemos viver a santidade testemunhando Cristo nas ações diárias, oferecendo amor e compaixão aos que sofrem e vivendo com alegria, porque a santidade não é algo pesado, pelo contrário é a busca pela realização, pela felicidade plena.

A 12

Valor da vida

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Dom Paulo Mendes Peixoto

A morte, quando acontece de forma natural, não significa desvalorizar a vida, porque ela faz parte da história de cada ser humano. Podemos entendê-la (a morte), conforme a bíblica, como caminho de purificação, de salto para a eternidade ou a plenitude de vida, que só acontece no encontro definitivo com Deus. “Não quero a morte do pecador, mas que ele se converta e vida” (Ez 18,23).

A vida é a superação da morte. Ela é um dom que plenifica sua existência e lhe dá as possibilidades necessárias para a pessoa ser feliz. Com uma facilidade quase natural o indivíduo perde sua capacidade de convergência, ou de realizar aquilo que ajuda na própria integridade pessoal. Por isso, é sempre importante realizar o retorno para objetivos que ajudam na qualidade de vida.

O amor de Deus, em relação à vida, é incisivo, mas depende dos compromissos que temos como defensores dos princípios que a conservam. Só o fato de pouco investimento e má administração no setor da saúde pública já é indício claro do desrespeito para com ela e a desqualifica. No Brasil essa realidade é gritante, corroborado com um saneamento público de proporções lastimáveis.

No Evangelho Jesus fala da ovelha ou da moeda perdida e investe tempo para encontrá-las. Fica alegre quando as encontra, pois se colocou a serviço delas, porque são importantes dentro do conjunto e da totalidade de seus bens. É como centrar esforços para defender quem está nas periferias de sua existência, na falta de saúde, de vida digna, de pobreza e sem condições reais de vida.

A parábola do “filho pródigo” é vista como a volta daquele que estava perdido, estava morto e agora voltou à vida. A Igreja “em saída” do papa Francisco é aquela que vai ao encontro dos doentes nas periferias existenciais, aos doentes no corpo, na mente e na identidade espiritual. É como o médico que foi preparado e existe para curar quem está enfermo e depende de recuperação.

Todas as pessoas são convidadas para assumir os interesses que proporcionam o valor da vida. Essa é a vontade do Criador, que deve ser também a vontade de toda criatura. Não é fácil valorizar mais quem está numa vida perdida do que àqueles que estão sempre sendo fieis e levam consigo uma vida sadia. Disse Jesus que veio para salvar os que estavam perdidos e não os já salvos.

CNBB/Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba