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Qual o segredo da alegria do cristão?

“O pecado é a tua tristeza, deixa que a santidade seja a tua alegria.” Santo Agostinho

Man prays to God

A alegria do cristão não se confunde com prazer, que é a satisfação do corpo; é o bem estar da alma. É importante saber que a alegria não está nas coisas, mas em nós. As coisas nos dão prazer, mas nem sempre nos dão alegria, que é a felicidade da alma. A alegria nasce no interior de um espírito cultivado pela beleza, pela pureza e pelas virtudes. Esta é a alegria cristã, brota no bojo das virtudes.

São Paulo disse aos romanos: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.

Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram.” (Rom 12, 12-16).

O Apóstolo recomenda três remédios contra a tristeza: esperança, paciência e oração. Em primeiro lugar é preciso esperança, que é uma virtude teologal, vem de Deus. Ele é a nossa esperança, a nossa força; Ele comanda o mundo e nada escapa de suas mãos; então, essa esperança traz a vida e a coragem de vencer a tristeza que sufoca a alma.

O salmista nos ensina: “Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele”. (Sl 36,7)

Paul Claudel, um grande convertido francês, dizia que “uma alma que se eleva, é uma alma que canta”. Para cantar é preciso se elevar, isto é, cultivar no coração coisas boas e belas. O bom e o belo nos levam a cantar; é a alegria do espírito, que não se consegue com os simples prazeres da carne. O salmista sabia que a alegria viria depois da luta:

“Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes” (Sl 125,5-6).

Mas a alegria brota somente em um coração justo e cheio de esperança. Não pode haver alegria onde impera o pecado. Santo Agostinho dizia: “o pecado é a tua tristeza, deixa que a santidade seja a tua alegria”. “Para o justo é uma alegria a prática da justiça, mas é um terror para aqueles que praticam a iniquidade” (Prov. 21,15). “A luz resplandece para o justo, e a alegria é concedida ao homem de coração reto” (Sl 96,11). “Possam minhas palavras lhe ser agradáveis! Minha única alegria se encontra no Senhor” (Sl 103,34). “Brados de alegria e de vitória ressoam nas tendas dos justos” (Sl 117,15).

Você pode notar que as pessoas bondosas e caridosas são alegres e prestativas. A alegria é como que uma medida pela qual se pode julgar o grau de caridade de uma alma e até mesmo de um grupo de pessoas.

A alegria cristã brota do amor. “Nada se iguala ao sabor do pão partilhado”, disse Saint-Exupéry. Quando olhamos para as feridas dos outros, e as curamos, as nossas quase desaparecem; o mal é ficar morbidamente debruçado sobre nossas misérias. Isto nos leva ao mal da auto piedade e nos rouba a alegria.

Vimos que São Paulo recomenda a paciência. Quando o sofrimento está a nossa frente e nada podemos contra ele, resta então a paciência, com esperança, certo de que “não há bem que dure para sempre nesta vida, mas também não há mal que não se acabe”, como diz o povo.

Impacientar-se diante da dor é o mesmo que aumentá-la; não se livra da tristeza desesperando-se diante dela ou, pior ainda, desanimando. Ao contrário, é preciso agir com a paciência sustentada pela esperança e pela fé em Deus, que tudo comanda. A Bíblia é repleta de exortações sobre a paciência; pois ela é a virtude dos mártires.

 “O homem paciente esperará até um determinado tempo, após o qual a alegria lhe será restituída” (Eclo 1, 29).

“Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria” (Eclo 2, 9).

Por fim o Apóstolo recomenda rezar. Quem reza permanece alegre, porque Deus é a sua força e alegria; mas é preciso “orar sem cessar” e sem desanimar. O que quer dizer isso? É manter o espírito em Deus, ter a alma ligada a Deus, mesmo no trabalho, no volante do carro, no banho da criança, na parede que se levanta… elevar o espírito a Deus, sentir sua Presença, falar com Ele familiarmente, recomendar-se a Ele, entregar-lhe as preocupações e ansiedades, confiar Nele.

Rezar é também viver os Sacramentos. Que bem faz a santa Missa pela manhã! Que alegria entregar o dia a Jesus na Comunhão! “O temor do Senhor alegra o coração. Ele nos dá alegria, regozijo e longa vida” (Eclo 1, 12). Como você pode notar nessas palavras, a alegria brota também no coração daquele que ama a Palavra de Deus e seus ensinamentos.

“Minha herança eterna são as vossas prescrições, porque fazem a alegria de meu coração (Sl 118,111). “Encontro minha alegria na vossa palavra, como a de quem encontra um imenso tesouro” (Sl 118,162).

Não nos é proibido desfrutar das saudáveis alegrias da vida; a presença dos filhos, um passeio agradável, um almoço festivo… mas tudo isso é transitório e deve apenas nos ajudar a viver em Deus e para Deus.

São Paulo manda alegrar-se em Deus. Deus está perto e tudo vê. Em Deus podemos nos alegrar continuamente, pois Ele não muda. Se você põe a sua alegria somente no seu time de futebol, já experimentou que essa alegria é alternada com muitas tristezas. O mesmo se dá se a raiz da nossa alegria forem as coisas que passam e que mudam.

O Apóstolo nos garante que assim “a paz de Deus guardará os nossos corações“.

“Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.” (Fil 4, 4-7)

Prof. Felipe Aquino

Brasil ocupa primeiro lugar com maior consistência de católicos batizados, informa estudo

De acordo com um levantamento feito pelo Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, do Departamento Central de Estatística da Igreja do Vaticano, o Brasil ocupa o primeiro lugar no conjunto de dez países do mundo com maior consistência de católicos batizados, com 172,2 milhões, o que representa 26,4% de católicos no continente americano. O país ficou à frente do México (110,9 milhões), Filipinas (83,6 milhões), Estados Unidos (72,3 milhões), entre outros.

Embora os dados e estatísticas que demonstram o Brasil como sendo o país com o maior número de católicos no mundo, os bispos brasileiros mantem-se preocupados com a qualidade da atuação e com o compromisso dos cristãos ao eleger a “Iniciação à vida cristã” como tema central da sua 55ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece de 26 de abril a 5 de maio, no Centro Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida, São Paulo.

Conforme o documento nº 43 do CELAM, “entende-se como iniciação à vida cristã o processo pelo qual uma pessoa é introduzida no mistério de Jesus Cristo e na vida da Igreja, através da Palavra de Deus e da mediação sacramental e litúrgica, que acompanhe as mudanças de atitudes fundamentais de ser e existir com os outros e com o mundo, em uma nova identidade como pessoa cristã que testemunha o evangelho inserido em uma comunidade eclesial viva e testemunhal”.

55ª Assembleia Geral

Para produzir o texto que será apreciado e acrescido pelos bispos do Brasil durante a assembleia, uma comissão especialmente presidida pelo Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, foi designada para a elaboração do estudo que, após aprovação do episcopado, será publicado como um documento da CNBB.

Além do tema central, os bispos brasileiros também aprofundarão temas da atualidade da conjuntura eclesial após os dez anos da conferência de Aparecida.

Em sintonia com o Ano Nacional Mariano, os 300 anos da Imagem de Aparecida e o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, diversas atividades serão realizadas ao longo da 55ª edição da reunião.

No próximo sábado, 29 de abril, a Santa Missa marcada para às 7h30 será dedicada à Nossa Senhora, com entronização da Imagem da Virgem Santíssima, acompanhada de cânticos e homilia especial.

À noite, às 20h, no encerramento do Retiro dos Bispos, haverá a peregrinação, procissão e celebração Mariana.

Em 4 de maio próximo, às 18h, acontecerá uma Sessão Mariana que encerrará as comemorações da 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações CNBB

Esta é a imagem mais antiga da Virgem Maria?

Suposta imagem da Virgem Maria na igreja Dura-Europos / Crédito: Yale University Art Gallery

Na igreja cristã mais antiga conhecida, localizada na Síria, uma pintura em uma de suas paredes poderia ser considerada uma das imagens mais antigas na história da Virgem Maria.

Foi o que explicaram alguns arqueólogos que pesquisaram a imagem que representa uma mulher inclinada sobre um poço. Esta figura está impressa em um pequeno batistério da Igreja Dura-Europos, que data do século III e foi descoberta em escavações antes da Segunda Guerra Mundial.

A confirmar-se a data, esta imagem seria apenas superada em antiguidade pela imagem das Catacumbas de Priscila em Roma, na qual aparece a Virgem Maria amamentando o Menino Jesus, a qual é do ano 150 d.C.

Em um recente artigo intitulado “As primeiras representações a Virgem Maria” da revista sobre arqueologia bíblica, Biblical Archeology Review, a especialista Mary-Joan Leith indicou que, embora alguns pesquisadores acreditem que a cena da mulher corresponde à samaritana que fala com Jesus perto do poço de Jacó (Jo 4,1-42), hoje se discute outra possibilidade.

Leith revisou o argumento do estudioso Michael Peppard de que o retrato não representa a mulher samaritana, mas a Virgem Maria no momento da Anunciação, quando o anjo Gabriel lhe anuncia que levará o Filho de Deus em seu ventre.

“Como explica Peppard, a Anunciação de Dura-Europos não está baseada em Lucas 1,26-38, mas no Protoevangelho de São Tiago, um texto apócrifo do século II que narra a vida de Maria até o nascimento de Jesus”, expressou Leith.

A especialista acrescenta que, de acordo com o texto apócrifo, Maria “tomou o cântaro e saiu para enchê-lo de água e eis que uma voz disse: ‘Salve, cheia de graça! O Senhor está contigo, bendita és entre as mulheres!’. E olhou à sua direita e à sua esquerda para ver de onde poderia ter vindo esta voz”.

Se a interpretação de Peppard é correta, isso faria com que o retrato na igreja Dura-Europos fosse a imagem mais antiga da Virgem Maria.

Segundo Leith, outras primeiras imagens da Virgem Maria podem lançar luz sobre as crenças cristãs nos primeiros séculos.

“Entre os quebra-cabeças está a forma como os cristãos viram a mãe de Jesus, Maria, nos primeiros séculos do cristianismo. O status de Maria no cristianismo só se fez oficial em 431 quando o Concílio de Éfeso lhe outorgou o título de Theotokos (Mãe de Deus)”, assinalou.

Finalmente, a especialista indicou que “a informação sobre o significado de Maria antes, seja visual ou textual, é surpreendentemente escassa, entretanto, a arqueologia proporcionou algumas pistas úteis”.

Acidigital

Subsídio prepara fiéis para Semana de Oração pela Unidade Cristã

Semana de Oração começa em 28 de maio, convidando cristãos de todas denominações à unidade

Subsídios para a Semana de Oração pela Unidade Cristã 2017 / Foto: CNBB

Com o tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500° Aniversário da Reforma” tem início no dia 28 de maio a Semana de Oração pela Unidade Cristã (Souc). A ideia deste ano é conclamar todos os cristãos, de todas as denominações, à unidade.

Para isso, já estão disponíveis os subsídios da Semana. Preparado pela Comissão Ecumênica Alemã, país considerado um dos berços da Reforma, os cadernos da Souc já podem ser encomendados. No Brasil, quem adaptou o material foi o regional do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) no Rio Grande do Sul.

Quem quiser adquirir o material (que é pago), basta encaminhar um e-mail para conic@conic.org.br com o número de cadernos que deseja. É importante que no e-mail estejam informações como CNPJ ou CPF de quem encomenda e endereço para emissão de boleto bancário. O boleto será emitido para pedidos acima de 10 cadernos. Quem desejar menos de 10 cadernos terá que realizar depósito bancário. A cada dez cadernos encomendados, será enviado um cartaz da Semana. Individualmente, o Cartaz não será vendido. Para baixá-lo em alta resolução, clique aqui.

A oferta da Souc simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que se acredita na unidade dos cristãos. Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o CONIC Nacional, para projetos de maior alcance.

Vale lembrar que a oferta faz parte da celebração, logo, é recomendado que se faça no momento da liturgia. Ofertas também poderão ser recolhidas nos encontros temáticos, durante a Semana.

Canção Nova, Com informações do Conic

Papa: nossa alma é migrante e a certeza da presença de Deus nos dá esperança

A nossa é uma alma migrante e nossa existência é uma peregrinação, disse o Papa na Audiência Geral – AP

A nossa é uma alma migrante e nossa existência é uma peregrinação, um caminho, no qual nunca estamos sozinhos.  E a promessa de Jesus de que estará conosco até o fim, nos faz estar em pé com esperança, na certeza de que Deus pode realizar aquilo que humanamente parece impossível.

O Papa Francisco inspirou sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira na passagem de Mateus, em que Jesus promete que estará conosco todos os dias, até o fim do mundo.

Uma verdade reforçada também pelo anúncio profético do nome que lhe será dado, “Emanuel”, que quer dizer, “Deus conosco”. Este mistério de um Deus, portanto, cuja identidade é “estar com”, em particular “conosco”.

“O nosso – frisou o Pontífice – não é um Deus ausente, levado por um céu muito distante; é, pelo contrário, um Deus “apaixonado” pelo homem, tão ternamente amante, a ponto de ser incapaz de separar-se dele”:

Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontes. Ele, pelo contrário, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se por desventura nós nos esquecemos d’Ele. Na linha que divide a incredulidade da fé, decisiva é a descoberta de ser amados e acompanhados pelo nosso Pai, de não sermos nunca deixados sozinhos por Ele”.

“A nossa existência – disse o Papa – é uma peregrinação, um caminho”, e nossa alma, “é uma alma peregrina”. A Bíblia, neste sentido, é repleta de histórias de peregrinos e viajantes, como Abraão, por exemplo que recebeu de Deus a ordem “Saia da tua terra!”.

“E o Patriarca deixa aquele pedaço de mundo que conhecia bem e que era o berço da civilização de seu tempo”. Mesmo que tudo conspirasse contra a sensatez daquela viagem, “Abraão parte”:

Não se torna homens e mulheres maduros se não se percebe a atração do horizonte: aquele limite entre o céu e a terra que pede para ser alcançado por um povo de caminhantes”.

E em seu caminho no mundo, “o homem nunca está sozinho”, recorda Francisco. “Sobretudo o cristão não se sente nunca abandonado, pois Jesus nos assegura não somente de nos esperar aos final de nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um de nossos dias”, até o fim do mundo:

Não existirá um dia de nossa vida em que deixaremos de ser uma preocupação para o coração de Deus. E Deus, certamente proverá a todas as nossas necessidades, não nos abandonará no tempo da provação e da escuridão. Esta certeza pede para aninhar-se em nossa alma, para não apagar nunca. Alguém a chama com o nome de “Providência””.

Não por acaso – observa o Papa – entre os símbolos cristãos da esperança está a âncora, “que exprime que a nossa esperança não é vaga, não é um sentimento momentâneo de quem quer melhorar as coisas deste mundo de maneira irrealista, partindo somente da própria força de vontade”. “A esperança cristã encontra sua raiz na segurança daquilo que Deus prometeu e realizou em Jesus Cristo”.

“Por que temer?” –  pergunta o Santo Padre – se Ele garantiu nunca nos abandonar e se no início de cada vocação existe um “segue-me”, “em que Ele no assegura de estar sempre a nossa frente?”:

“Com esta promessa, os cristãos podem caminhar em toda parte. Mesmo atravessando porções do mundo ferido, onde as coisas não estão bem, nós estamos entre aqueles que também lá continuam a esperar”.

Se nós confiarmos unicamente em nossas forças – considera Francisco – “teríamos razões em nos sentirmos desiludidos e derrotados, porque o mundo muitas vezes se mostra refratário às ligações de amor. Mas se em nós sobrevive a certeza de que Deus não nos abandona, que Deus ama a nós e este mundo com ternura, então muda imediatamente a perspectiva”.

“A promessa de Jesus “Eu estou convosco” nos faz estar em pé com esperança, confiando de que o bom Deus já está trabalhando para realizar aquilo que humanamente parece impossível”.

“O santo povo fiel de Deus – disse o Santo Padre na conclusão de sua catequese – é gente que sabe estar em pé e caminha na esperança. E onde quer que vá, sabe que o amor de Deus o precedeu: não existe lugar do mundo que fuja da vitória de Cristo ressuscitado, a vitória do amor”.

Rádio Vaticano

Não existe a “pessoa certa”, existem pessoas que lutam para dar certo

Quem ama não pensa apenas em si mesmo, mas também no outro, se importa e sempre dá um jeitinho

“Somos diferentes demais, acho que não vai dar certo.” Quantas vezes eu e você escutamos isso de alguém? Acredito que ser diferente não é, de fato, um problema, mas, sim, não aceitar essas diferenças. Não vejo problema em ter sonhos diferentes, o problema reside em não incluir o outro nesses sonhos. Sinceramente, não acredito que ser diferente seja um impasse para um relacionamento. Em um mundo de tantas cópias, manter a nossa autenticidade é importante e é isso que nos distingue entre tanta gente que existe por aí.

O problema é que nós – principalmente, mulheres – desde pequenas crescemos ouvindo a ideia de que o príncipe encantado existe e que o amor é um mar de perfeição e finais felizes. De fato, estamos acomodados com a mesmice, com o igual e sair da zona de conforto é um exercício que dói, incomoda e exige de nós muito esforço. Não é fácil ter que aprender a lidar com as diferenças e é por isso que, na maioria das vezes, é mais fácil terminar um relacionamento e usar isso como justificativa.

É natural que você queira viajar pelo mundo e ele, talvez, queira terminar sua tese de mestrado. É normal que você queira casar aos 25 e, talvez, ele pense em se casar aos 30. Ele pode gostar de aventuras e parques de diversões enquanto você detesta e evita a todo custo. Talvez você goste de sair para jantar e ele nem ache isso tão importante assim. Pode ser que você odeie receber flores enquanto ele ache bonito.

Acredito que se relacionar vai muito além das teorias de amor, essa singularidade que se mostra nas diferenças e que torna a convivência bonita e respeitosa. É aí que conseguimos enxergar o quanto o outro nos admira e nos quer bem, o quanto ele está disposto a ceder, a conversar e fazer dar certo o relacionamento.

Relacionamento, a meu ver, exige reciprocidade, e depois de um tempo, você começa a pensar a dois, vai ao mercado e pode não gostar de queijo, mas se lembra que o outro adora cheddar e decide incluir esse item na compra como quem quer fazer um agrado.

Antes de conhecer alguém, alimentamos sonhos, fazemos planos, mas é natural que depois de conhecer alguém especial, amar esse alguém, você começa a pensar no outro assim e em como descobri-lo. Com o tempo, os defeitos aparecem, as diferenças começam a ficar mais evidentes e se o casal não souber lidar com isso, as diferenças tornam-se conflitantes e o que era para ser positivo, torna-se um fardo. Isso não significa, em hipótese alguma, abrir mão do que você quer, do que você gosta e sempre quis, mas de se reinventar, de incluir o outro na sua vida e nos seus projetos. O amor é um acordo, ninguém fica, ninguém permanece, se o outro não quiser.

Não peça para o outro desistir do seu sonho, fortaleça esse sonho incentivando-o. Aprenda a abrir mão de alguma coisa em prol do outro, usem e abusem do diálogo para chegarem a acordos. É possível viver uma vida a dois sem deixar de ser um. Se você gosta de comida mexicana e ele japonesa, não deixe de acompanhá-lo, vá com ele e peça um suco de laranja e ouse experimentar aquele Hot Filadélfia de que ele tanto fala. Desfrute desse universo novo e não diga o quanto está sendo difícil ficar ali, o quanto gostaria de estar em outro lugar como quem deseja provar o “sacrifício” que está fazendo em prol do outro. Fique ali, converse, e depois vão ver um filme. Aproveitem para rir desses momentos e conversar sobre como foi a semana.

Inclua o outro nos seus sonhos, leve o outro para conhecer o seu mundo e se permita para conhecer o mundo do outro. O novo é mágico e não assustador como parece. Se em um relacionamento os dois se amam e querem fazer dar certo, não existe nada que fale mais alto que isso. Nem as diferenças, nem os gostos diferentes, os sonhos que se divergem. Nada. Se você se relaciona e não faz nada pelo outro, você não o ama, você apenas desfruta das coisas boas que o outro faz para você.

Quem ama não pensa apenas em si mesmo, mas também no outro, se importa e sempre dá um jeitinho. Relacionamento saudável não consiste em aprisionar o outro no nosso mundo e impedi-lo de viver o seu, mas, sim, em se aventurar no mundo do outro e convidá-lo a conhecer o nosso. Em um relacionamento não existem pessoas certas, existem pessoas que lutam para dar certo. E se os dois querem fazer dar certo, não tem erro.

 Alma com Flores

CNBB estuda temas atuais e busca qualificar a iniciação à vida cristã

Episcopado brasileiro aprofunda o tema iniciação à vida cristã na 55ª Assembleia Geral da CNBB

O Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, do Departamento Central de Estatística da Igreja do Vaticano, indica que o Brasil ocupa o primeiro lugar no conjunto de dez países do mundo com maior consistência de católicos batizados, com 172,2 milhões de católicos. Ficando à frente de países como o México, com 110,9 milhões, Filipinas com 83,6 milhões, Estados Unidos da América (72,3), entre outros. O número de católicos brasileiros representa 26,4% de católicos no continente americano.

Apesar desses dados e estatísticas que demonstram que o Brasil continua sendo o país com o maior número de católicos no mundo, bispos do Brasil se preocupam com a qualidade da atuação e com o compromisso dos cristãos ao eleger a “Iniciação à vida cristã” como tema central da sua 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que acontece de 26 de abril a 5 de maio, no Centro Pe. Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP).

Conforme o documento nº 43 do CELAM: “Entende-se como iniciação à vida cristã o processo pelo qual uma pessoa é introduzida no mistério de Jesus Cristo e na vida da Igreja, através da Palavra de Deus e da mediação sacramental e litúrgica, que acompanhe as mudanças de atitudes fundamentais de ser e existir com os outros e com o mundo, em uma nova identidade como pessoa cristã que testemunha o evangelho inserido em uma comunidade eclesial viva e testemunhal.”

Uma comissão especialmente presidida pelo arcebispo de Curitiba dom José Antônio Peruzzo foi designada para produzir o texto que será apreciado e acrescido pelos bispos do Brasil. O texto, após aprovação do episcopado, será publicado como um documento da CNBB.

Além do tema central, os bispos brasileiros também aprofundarão temas da atualidade da conjuntura política brasileira e a conjuntura eclesial após os 10 anos da conferência de Aparecida. No sábado e no domingo, haverá o retiro dos bispos.

300 anos de Aparição 

A CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, que teve início dia 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.

Em sintonia com o Ano Nacional Mariano, várias atividades serão realizadas para marcar os 300 anos da imagem de Aparecida e também os 100 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima ao longo da 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil.

A missa do sábado dia 29 de abril, às 7h30, será dedicada à nossa Senhora, com entronização da imagem, cantos e homilia especial. À noite, às 20h, encerrando o Retiro dos Bispos, acontece a peregrinação, procissão e celebração Mariana. Uma Sessão Mariana a ser realizada, dia 04 de abril, às 18h, encerra as comemorações durante a 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil.

 Serviço: 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil Tema: Iniciação à Vida Cristã

Data: 26 de abril a 5 de maio de 2017

Local: Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida-SP

Contato: Pe. Rafael Vieira Fone: 61 98136 1595 e Whatsapp :(61) 99948 2772 E-mail: imprensa@cnbb.org.br

 CNBB