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Abertura à vida: plena confiança em Deus

Será que realmente acreditamos em Jesus quando disse que nem sequer um mísero fio de cabelo cai da nossa cabeça sem que Deus o saiba e permita?

Não é novidade que eu e meu marido temos quatro filhos. Mas talvez seja novidade para quem nos acompanha há pouco tempo que somos abertos à vida, isto é, que não fazemos nenhum planejamento familiar, não adotamos controle algum de natalidade, nem artificial, nem natural. Em outras palavras, não, a fábrica não fechou, para horror dos parentes, amigos, inimigos, médicos e ativistas por um mundo melhor – todos aqueles que, graças a Deus, não pagam nossas contas.

E por falar em contas, ao contrário do que se possa pensar, nossa decisão não tem absolutamente nada a ver com questões financeiras. Não, nós não somos ricos – e não somos mesmo, diferentemente daqueles que dizem isso para posar de modestos e são hipócritas, pois têm todas as garantias possíveis para viver uma vida tranquila. “Mas minha nossa, que irresponsabilidade!”, muitos de vocês devem estar pensando, e, bem, este é um modo dever as coisas, mas não o nosso.

Nós somos cristãos e acreditamos que toda a vida é fruto da vontade de Deus. Sim, bem assim mesmo, bem “medieval” mesmo – como adoram xingar os modernosos, e como se isso fosse de fato um xingamento. Não achamos que a vida é um mero fato biológico, fruto da combinação de óvulo e espermatozóide pura e simplesmente. Admitir algo assim seria assumir uma visão mecanicista da criação, onde Deus teria apertado um botão de “start” lá no início dos tempos e depois largado tudo, deixando por nossa conta e risco todo o resto. Não pensamos assim.

Sabemos que Deus vive e age hoje, agora, neste instante e em todos os demais, em todos os lugares; acreditamos que se Ele não disser “faça-se a luz!”, vida alguma surge e se mantém, por mais jovem, saudável e fértil que se possa ser – quem não conhece pessoas que, mesmo sem problema orgânico algum, não conseguem engravidar? E quem não conhece ao menos um caso de vida que surgiu de quem menos se achava possível? – Sei que isso soa estranho – às vezes apavorante -, até mesmo entre cristãos, mas ou Deus governa nossas vidas por completo, incluindo nossos bolsos e corpos, ou lançamos mão de qualquer desculpa para nos considerarmos muito maduros e responsáveis, fugindo da plena entrega e confiança para a qual Ele não cessa de nos chamar.

Aos que repetem o chavão “botar filho no mundo é fácil; quero ver criá-los”, afirmo: de fato, seríamos os mais levianos e sem-vergonhas se, invocando a Deus sobre a geração de nossos filhos, não O invocássemos também para que nos desse todo amor, sabedoria e condições para bem criá-los. Abrir-se a receber todos os filhos que Ele nos enviar não é uma disposição satisfeita quando abrimos mão do anticoncepcional, da camisinha ou do MOB, deitamos, amamos e levantamos da cama: ali é só o começo de tudo, o início de uma jornada de santificação que deve conduzir à eternidade. Assim, acreditamos que a abertura à vida só é real quando nos dispomos a confiar o tanto que Ele espera que confiemos; só é real quando nos dispomos a servir o tanto que Ele deseja que sirvamos; só é real quando nos dispomos a morrer para nós mesmos o tanto que Ele deseja que nós morramos; e tais medidas só quem as sabe é Ele, não nós.

Será que realmente acreditamos em Jesus quando disse que nem sequer um mísero fio de cabelo cai da nossa cabeça sem que Deus o saiba e permita? Se Ele é capaz de conhecer e zelar por coisa tão indiferente como um fio de cabelo, não o seria ainda muito mais pelas vidas que sopra nos ventres maternos e pelas nossas próprias vidas? Senhor, aumenta nossa fé!

                                                                       Aleteia

Mistério: imagem da Virgem Maria é encontrada intacta no fundo do mar

Ela está a 6,5 metros de profundidade, perto de uma reserva marinha do sul do Brasil

Uma imagem de Nossa Senhora encontrada no fundo do mar tem chamado a atenção de mergulhadores em Florianópolis (SC), mas ninguém sabe ainda dizer quem a colocou lá nem o motivo.

A imagem do Sagrado Coração de Maria, de 40 centímetros, foi encontrada a cerca de seis metros de profundidade, na reserva biológica da Ilha do Arvoredo, e alcançou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de fotos feitas pela mergulhadora e a fotógrafa subaquática Cibele Sanches.

Cibele contou à ACI Digital que ficou sabendo dessa imagem no fundo do mar em março, após ver algumas fotos. Há dois meses, conseguiu realizar um mergulho no local e fotografar a estátua da Virgem, em “um lugar muito bonito”.

Em uma recente reportagem de uma rede de televisão local, ela contou esta história e foram ao local onde está a imagem. Despois disso, a repercussão “ganhou uma proporção muito grande”.

De acordo com a fotógrafa, “a imagem está colocada bem no cantinho, protegida”, debaixo de duas pedras, como uma gruta natural.

Para expressar a curiosidade e o mistério que gera a presença da imagem no fundo do mar, Cibele citou a frase dita por um amigo seu: “Isso é algo que nem os peixinhos contam”.

A fotógrafa, que diz não ser católica, mas sim religiosa, afirmou que “dependendo a crença de cada pessoa”, alguns podem se sentir protegidos pela Virgem Maria no fundo do mar com a presença daquela imagem.

“O mestre da embarcação em que estávamos é muito católico e eu disse a ele: ‘vou lá agradecer mais um pouquinho’”, contou.

Reserva biológica

A Ilha do Arvoredo é uma das únicas reservas marinhas biológicas do Brasil, desde a década de 1990, quando o então presidente José Sarney assinou o decreto.

O ponto onde foi encontrara a imagem da Virgem Maria está fora da unidade de conservação permanente, porém, o chefe do ICMBio, Ricardo Castelli Vieira, esclareceu ao site ‘Diário Catarinense’ que para colocar qualquer tipo de material no fundo do mar é preciso autorização da Marinha do Brasil.

A fotógrafa Cibele Sanches também alertou para a importância de preservar o meio ambiente, “mesmo que a imagem tenha ficado muito bonita lá”.

“É preciso dizer às pessoas que não devem colocar coisas no fundo do mar, para que outros não façam o mesmo. Existem outras maneiras de manifestar a fé e o respeito e tenho certeza que a santinha vai apreciar também”, manifestou.

Por fim, expressou o desejo de “que Ela proteja o mar”.

Imagens sob a água

Em outras partes do mundo imagens da Virgem Maria estão presentes no fundo do mar. É o caso de uma imagem de 14 metros da Mãe de Deus colocada a cerca de 24 metros de profundidade na praia de Bien Unido, na província de Bohol, nas Filipinas, em 2010.

As autoridades consideraram que ao instalar a imagem sob o mar, desanimariam a pesca ilegal na região, danificada pelo uso de dinamites e cianeto. Além disso, expressaram que os mergulhadores poderiam “rezar debaixo d’água, para ter um momento de reflexão mais profunda daquela que normalmente se experimenta, e expressar seu agradecimento (a Deus) por guia-los a salvo através de todas as suas aventuras de mergulho”.

Por outro lado, em Málaga, na Espanha, uma imagem de Nossa Senhora do Carmo foi colocada no fundo do mar e todos os anos e é retirada por um grupo de mergulhadores para uma procissão, por ocasião da Festa desta devoção mariana.

                                                      Natalia Zimbrão, via ACI Digital 

 

Austrália quer que sacerdotes quebrem segredo de confissão em casos de abusos sexuais

A Royal Commission, entidade criada na Austrália para investigar casos de abusos sexuais no país oceânico, propôs que os sacerdotes da Igreja Católica quebrem o segredo de confissão em casos de abuso sexual ao administrar o sacramento.

A proposta da Comissão, criada em 2013, está dentro de um relatório com 85 medidas que foi sugerido a fim de mudar o sistema judicial do país.

O pedido da entidade australiana assinala que, quando um sacerdote não denuncie um abuso sexual que foi revelado durante a confissão, considere-se que cometeu “um crime”.

Apesar de dizer que conhece a importância do sacramento da confissão na Igreja Católica, o relatório recomenda que “não há exceções, desculpas os privilégios” na aplicação da norma, se chegar a ser aprovada.

Em um comunicado do dia 14 de agosto, o Arcebispo de Melbourne e presidente da Conferência Episcopal Australiana, Dom Denis J. Hart, manifestou a sua oposição à proposta da Royal Commission.

“A confissão na Igreja Católica é um encontro espiritual com Deus através de um sacerdote”. Este sacramento, continuou, “é uma parte fundamental da liberdade religiosa e esta é reconhecida pela lei da Austrália e de muitos outros países”.

“Deve continuar sendo assim na Austrália”, continuou e destacou que “fora disso as ofensas contra as crianças devem ser denunciadas às autoridades e nós estamos totalmente comprometidos a fazer isso”.

Por outro lado, o Conselho da Igreja Australiana para a Verdade, a Justiça e a Cura, também criado em 2013 para resolver os temas que investigados pela Royal Commission, assinalou que se a proposta desta última for aprovada, finalmente corresponderá a cada sacerdote e a sua consciência a decisão de quebrar o segredo de confissão.

Francis Sullivan, Diretor do Conselho, disse que a Igreja Católica e a entidade que preside na Austrália “assinalaram consistentemente que estas sugestões”, como as da Royal Commission “não devem ser aplicadas ao confessionário”.

“Se um abusador infantil realmente está buscando o perdão através do sacramento da confissão, então deverá estar disposto a fazer o que for preciso para demostrar o seu arrependimento”.

Os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero “normalmente exigirão que se entreguem à polícia. De fato, o sacerdote confessor poderia insistir que isso seja feito antes de conceder a absolvição”.

Acusações contra o Cardeal George Pell

Embora não se sabe se estas propostas seriam aprovadas, a sua aplicação afetaria diretamente muitos casos como o relacionado às acusações contra o ex-prefeito da Secretaria de Economia do Vaticano, o Cardeal George Pell, que decidiu deixar o cargo para viajar à Austrália e defender-se das acusações, das quais sempre se declarou inocente.

As acusações contra o Cardeal, que incluem acusações há várias décadas, foram divulgadas pela Polícia de Victoria no final do mês de junho deste ano.

O também membro do Conselho de Cardeais que ajuda o Papa participou de uma audiência em Melbourne, na qual novamente se declarou inocente de todas as acusações.

A sua próxima audiência será no dia 6 de outubro deste ano.

O que diz o direito canônico sobre o segredo de confissão?

O direito canônico que rege a Igreja Católica assinala que “o sigilo sacramental é inviolável; pelo que o confessor não pode denunciar o penitente nem por palavras nem por qualquer outro modo nem por causa alguma”.

Do mesmo modo, “é absolutamente proibido ao confessor o uso, com gravame

do penitente, dos conhecimentos adquiridos na confissão, ainda que sem perigo de

revelação”.

Um sacerdote confessor que “violar diretamente o sigilo sacramental, incorre em excomunhão latae sententiae (automática), reservada à Sé Apostólica”, que o só pode ser levantada pelo Papa.

                                                                                    ACI digital

As drogas são o poder do demônio, alerta Bispo

O Secretário da Comissão do Episcopado Italiana para a família, os jovens e a vida, Dom Nicoló Anselmi, incentivou os produtores e comerciantes de drogas a converter-se e livrar-se deste poder do demônio que continua destruindo a vida de muitos jovens.

Dom Anselmi, também Bispo Auxiliar de Gênova (Itália), fez este apelo ao refletir sobre a morte de Adele De Vincenzi, o adolescente de 16 anos que faleceu após de usar ecstasy na sexta-feira, 28 julho; e Sabine Mantuano, de 17 anos, que também morreu em maio depois de consumir um coquetel com álcool e droga.

“Todos nós sabemos que a droga é um terrível flagelo, mas talvez nos sentimos impotentes. Hoje à noite rezarei por Adele, por Sabine (…) por todos os adolescentes, pelos pais que sofrem e estão assustados”, expressou o Prelado.

Em um artigo publicado pela agência de notícias italiana SIR, Dom Anselmi denunciou que se fala pouco sobre as drogas, apesar de ela ser vista “diariamente, no comércio de rua e nos rostos arruinados de muitos jovens”.

“Quando leio que Adele, de 16 anos, morreu na minha cidade, caindo na armadilha sem volta das drogas ‘inteligentes’, fico com um nó na garganta e no coração, tenho muita vontade de gritar”, expressou.

O Prelado compartilhou que “muitos contemporâneos morreram pelas drogas e celebrei o funeral de alguns, outros amigos queridos estão na cadeia”.

O Bispo Auxiliar de Gênova recordou que os adolescentes como Adele e seus amigos “são um grande dom para a humanidade; têm a força, o entusiasmo, a inteligência e a energia para tornar muitas pessoas felizes”.

“Quanto amor poderiam distribuir os adolescentes e os jovens!”, expressou.

Por isso, reiterou as suas orações pelos adolescentes e pelos seus pais, mas especialmente “também rezarei por aqueles que produzem, vendem e distribuem a droga: convertam-se e libertem-se do poder do demônio”.

                                                                                            ACI digital

O Sacrifício da Missa é o mesmo Sacrifício de Cristo na Cruz

Sebastian Duda | Shuttertstock

A maior das excelências da Santa Missa, explicada por um santo franciscano

O seguinte texto vem do livro “As Excelências da Santa Missa”, publicado em 1737 por São Leonardo de Porto-Maurício  (1676-1751), da Ordem dos Frades Menores. É um clássico da espiritualidade católica e nos conduz, como bem resume o título, por uma profunda meditação sobre o sentido da Celebração Eucarística. 

O fragmento a seguir abrange a introdução e a primeira das excelências:

É uma verdade incontestável que todas as religiões, que existiram desde o começo do Mundo, tiveram sempre algum sacrifício como parte essencial do culto devido a DEUS.

Mas porque essas religiões eram vãs ou imperfeitas, seus sacrifícios, também, eram vãos ou imperfeitos. Totalmente vãos eram os sacrifícios do paganismo, e nem acode ao espírito falar sobre eles.

Quanto ao dos hebreus, eram imperfeitos. Se bem que professassem, então, a religião verdadeira, seus sacrifícios eram pobres e defeituosos, infirma et egena elementa, como qualifica São Paulo. Não podiam, assim, apagar os pecados nem conferir graça.

Só o Sacrifício que temos em nossa santa religião, que é a Santa Missa, é um sacrifício santo, perfeito, e, em todo sentido, completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS, reconhecendo, ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo domínio de DEUS. Davi o chama: Sacrifício de Justiça, sacrificium justitiae; tanto porque contém o Justo dos justos e o Santo dos santos, ou, melhor a própria Justiça e Santidade, como porque santifica as almas pela infusão das graças e abundância dos dons que lhes confere.

Primeira Excelência:
O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA É O MESMO QUE O SACRIFÍCIO DA CRUZ

A Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e excelente de todos, e a fim de formardes uma ideia adequada de tão grande tesouro, algumas de suas excelências divinas; pois dize-las todas não é empreendimento a que baste a fraqueza da minha inteligência.

A principal excelência do santo Sacrifício da Missa consiste em que se deve considerá-lo como essencialmente o mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se realizou uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO satisfez plenamente por todos os pecados do Mundo; enquanto que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos aplicar especialmente esta expiação universal que JESUS por nós cumpriu no Calvário, Assim o SACRIFÍCIO CRUENTO foi o MEIO de nossa REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos proporciona as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.

Um abre-nos os tesouros dos méritos de CRISTO Nosso Senhor, o outro no-los dá para os utilizarmos.

Notai, portanto que na Missa não se faz apenas uma representação, uma simples memória da Paixão e Morte do nosso Salvador; mas num sentido realíssimo, o mesmo que se realizou outrora no Calvário aqui se realiza novamente: tanto que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso Redentor morre por nós misticamente, sem morre na realidade, estando ao mesmo tempo vivo e como imolado: Vidi agnum stantem tanquam accisum (Apoc 5, 6). No santo dia de Natal, a Igreja nos lembra o nascimento do Salvador, mas não é verdade que Ele nasça, ainda, nesse dia.

Nos dias da Ascensão e Pentecostes, comemoramos a subida do Senhor JESUS ao Céu e a vinda do ESPÍRITO SANTO, sem que, de modo algum nesses dias o Senhor suba ainda ao Céu, ou o ESPÍRITO SANTO desça visivelmente à Terra.

A mesma coisa, porém, não se pode dizer do mistério da Santa Missa, pois aí não é uma simples representação que se faz, mas, sim, o mesmo sacrifício oferecido sobre a Cruz, com efusão de sangue, e que se renova de modo incruento: é o mesmo corpo, o mesmo sangue, o mesmo JESUS, que se imola hoje na Santa Missa. Opus Redemptionis exercetur, diz a Santa Igreja.

A obra de nossa Redenção aí se exerce: sim, exercetur, aí se exerce atualmente. Este santo sacrifício realiza, opera o que foi feito sobre a Cruz. Que obra sublime! Ora, dizei-me sinceramente se, quando ides à Igreja para assistir a Santa Missa, pensásseis bem que ides ao Calvário assistir à morte do Redentor, que diria alguém que vos visse ai chegar numa atitude tão pouco modesta? Se Maria Madalena fosse ao Calvário e se prostrasse aos pés da Cruz vestida, perfumada e ataviada como em seus tempos de desordem, quanto não seria censurada! E que se dirá de vós que ides à Santa Missa como se fôsseis a uma festa mundana?

Que aconteceria, sobretudo se profanásseis este ato tão santo, com gestos, risadas, cochichos, encontros sacrílegos? Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniquidade não tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da Santa Missa e na proximidade do altar, são pecados que atraem a maldição, de DEUS: Maledictus qui facit opus Domini fraudulenter (Jer 48,10). Meditai seriamente sobre esse assunto.

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São Leonardo de Porto-Maurício, em “As Excelências da Santa Missa” (1737)

Aleteia

O perdão

 

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Mt 18, 21-19,1


“[…] Não lhe digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”


Hoje, no Evangelho segundo Mateus, Pedro interroga Jesus a respeito do perdão: “Quantas vezes devo perdoar o irmão que pecar contra mim. Até sete vezes?”. Respondendo-o, Jesus lhe afirma: “Até setenta vezes sete”. E acresce sua afirmação com a narrativa do servo que condenado por seu rei, tem sua dívida perdoada após suplicar por compaixão, porém, o mesmo servo não usa de misericórdia com um companheiro que lhe devia bem menos do que este devia ao rei. Com isso, Jesus assegura que assim o Pai também julga a cada um: com misericórdia a quem usou de misericórdia.

Ao ouvirmos este trecho do Evangelho sempre voltamos a fazer a conta das “setenta vezes sete”, mas com esta declaração, Jesus refere-se não à quantidade de vezes que devemos oferecer o perdão a quem nos ofende, mas sim quer evidenciar o quão generosos devemos ser no exercício do perdão. E, por acaso, também nós, quando erramos e sem querer ofendemos a alguém, também já não suplicamos pelo seu perdão? Com certeza também nós já passamos alguma vez por isso e, sem sombra de dúvida, gostaríamos de ser perdoados. Sabemos o que é passar por isto, e desejamos tantas vezes mais que outros não venham a sofrer o mesmo por causa de nós.

Portanto, irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor em nossas orações que nos torne mais semelhantes a Ele na prática e no exercício do perdão. Sejamos, hoje, mais uma vez instrumentos da paz, e pratiquemos o que diz na oração atribuída a São Francisco: “[…] É perdoando que se é perdoado”.

Reflexão feita pelos noviços

Franciscanos

Holanda: para Procuradoria, filmar porno em igreja não é delito

Típicas construções holandesas em Amsterdã – AP

A Procuradoria holandesa negou-se na terça-feira, 15, a abrir um processo judicial contra uma produtora que realizou um filme pornográfico na Igreja de São José, em Tilbrug (sul do país), por considerar que “não foi cometido nenhum delito punível”, apesar das denúncias formais apresentadas pelo Conselho de Sacerdotes da cidade.

“Consideramos que é prejudicial e desrespeitoso, porém revisamos o livro das leis e realmente não constatamos nenhum delito. A blasfêmia não é punível (na Holanda) e não há violação alguma”, disse a Procuradoria.

O responsável pela igreja, Harrie de Swart, mostrou-se surpreso com a decisão da Procuradoria, recordando que os atores e produtores tiveram que escalar uma cerca para chegar até a cadeira do confessionário no interior do templo.

A igreja local poderia entrar com uma ação cível, mas o diretor do templo desaconselhou a diocese a fazê-lo, dizendo para “virar a página, visto que já houve suficiente comoção com este tema e não levou a nada”.

Quando o vídeo passou a ser divulgado no início do ano, o Padre da igreja, Jan van Noorwegen, pediu perdão “pela profanação da casa de Deus”, realizando penitência e abençoando a igreja com água benta.

No vídeo, dois atores mantém relações sexuais em um beco atrás da igreja e na cadeira no confessionário do santuário. O filme foi realizado por uma produtora local de filmes pornográficos.

A produtora já havia criado confusão no passado ao filmar cenas picantes em um parque de atrações.

Rádio Vaticano