Blog Comunidade Mãe Imaculada

CNBB vê reforma da previdência com “apreensão”, diz nota oficial

A CNBB também falou, em notas, sobre a questão do foro privilegiado e saiu em defesa da isenção previdenciária das instituições filantrópica

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O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta quinta-feira, 23, três notas oficiais onde, de forma distinta, a entidade se posiciona a respeito da Reforma da Previdência, da questão do Foro Privilegiado e em defesa da isenção previdenciária das instituições filantrópica.

A cerca da Reforma da Previdência, a CNBB se diz apreensiva com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo.

De acordo com a entidade, os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. A instituição afirma que não é possível encaminhar solução de assunto “tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias”.

“É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade”, afirma a nota.

“Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”, conclama o texto.

Isenção previdenciária das instituições filantrópica

A CNBB também saiu em defesa das instituições filantrópicas que prestam “serviços reais” nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. Os bispos reconhecem que é necessário rever a isenção de algumas entidades, para que elas se justifiquem pelo serviço prestado aos pobres.

“É equivocado, no entanto, pretender eliminar as isenções das instituições filantrópicas que prestam reais serviços nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. Respeitadas pela sociedade, muitas destas instituições estão presentes onde, inúmeras vezes, há ausência do Estado. A isenção não significa doação ou favor, mas uma contrapartida do Estado ao serviço que lhe caberia prestar aos mais pobres”.

Foro privilegiado

Em outra nota, a entidade católica destaca que o foro privilegiado tem seu fundamento nos artigos 102 e 105 da Constituição Federal, mas considera que estes precisam ser revisto, já que “aos da olhos da população, esse procedimento jurídico parece garantia de impunidade numa afronta imperdoável ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei”.

“Não se compreende uma sociedade justa na qual se praticam duas justiças: uma para autoridades e outra para os cidadãos comuns”, diz a nota.

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O católico que esquece a Palavra de Deus se torna um católico ateu, adverte o Papa Por Miguel Pérez Pichel

Na Missa celebrada na manhã de ontem na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu sobre o perigo dos católicos que viram as costas para a Palavra de Deus. “Podem perder o sentido da fidelidade e tornar-se católicos pagãos católicos ateus”.

“Quando não paramos para ouvir a voz do Senhor, nos distanciamos Dele, viramos as costas para Ele. E quando não ouvimos a voz de Deus, ouvimos outras vozes”. “Nós nos tornamos surdos, surdos à Palavra de Deus”, explicou.

Por isso, o Santo Padre convidou a “parar um pouco e olhar para o nosso coração. Veremos quantas vezes fechamos os ouvidos e nos tornamos surdos”.

O Pontífice sublinhou a importância de identificar este problema na alma de cada um, para evitar afastar-se de Deus e cair na idolatria. “Quando um povo, uma comunidade, mas também uma comunidade cristã, uma paróquia, uma diocese, fecha os ouvidos e se torna surda, não ouve a Palavra de Deus, procura outras vozes, outros senhores e acaba seguindo os ídolos, os ídolos que o mundo, a mundanidade, a sociedade lhes oferece. Distancia-se do Deus vivo”.

Enfim, “o coração se torna mais duro, mais fechado em si mesmo. Duro e incapaz de receber alguma coisa”.

“E estas duas coisas, não escutar a Palavra de Deus e ter o coração endurecido, fechado em si mesmo, fazem perder a fidelidade. Perde-se o sentido da fidelidade”.

Consequentemente, “tornamo-nos católicos infiéis, católicos pagãos ou pior ainda, católicos ateus, porque não temos uma referência de amor ao Deus vivo. Não escutar e virar as costas a Deus nos conduz ao caminho da infidelidade”.

“Esta infidelidade, como se traduz esta infidelidade? Traduz-se com a confusão: não se sabe onde está Deus, onde não está, se confunde Deus com o diabo”. Francisco fez referência ao Evangelho do dia e observou que “a Jesus, que faz milagres, que faz tanto pela salvação das pessoas, lhe dizem: ‘E faz isto porque é um filho do diabo. Faz o poder de Belzebu’”.

“Esta é a blasfêmia”, continuou Francisco. “A blasfêmia é a palavra final deste percurso, que começa com o não escutar, que endurece o coração, que causa confusão, que faz esquecer a fidelidade e, finalmente, vem a blasfêmia”.

Por isso, o Papa convidou a pegar uma Bíblia e perguntar: “O que fala a mim? Meu coração se endureceu? Eu me afastei do Senhor? Perdi a fidelidade ao Senhor e vivo com os ídolos que a mundanidade me propõe todos os dias?”.

ACI digital

Como é possível que 2 cérebros e 2 corações sejam “uma só carne”?

O amor não é um processo de aniquilamento do próprio ser, como muitos apaixonados pensam, nem uma anulação da individualidade ou da identidade

Como construir um projeto comum entre esposos com 4 olhos, 2 corações, 2 cérebros, mas “uma só alma e uma só carne”? Pode parecer que estamos diante de um impossível ou que, pelo menos, o que o Senhor propõe na Sagrada Escritura é somente utopia, como costuma parecer, para muitos, tudo o vem dele.

E não é fácil entender isso, sobretudo quando ignoramos que o amor não é um processo de aniquilamento do próprio ser, como muitos apaixonados pensam, nem uma anulação da individualidade ou da identidade para cair em uma perigosa fusão de pessoas que, muitas vezes, como nos elementos da química, costuma ocasionar uma reação explosiva na qual acabam se destruindo.

Dessa maneira, o que começou como uma fusão inapropriada de almas acaba como uma cisão de caracteres à qual posteriormente darão o nome de “incompatibilidade”.

É possível, então, ser “uma só alma e uma só carne” com 4 olhos e 2 cérebros? Sem dúvida que sim. Aqui é necessário reconhecer que Deus nunca propõe coisas impossíveis para o ser humano. O “tornar-se um” bíblico não é um convite à amalgamação, que despoja o ser humano da sua própria identidade, nem da sua capacidade de pensar, decidir, optar, fazer; e menos ainda a que cada um se torne um fantoche nas mãos da outra pessoa.

“Tornar-se um” não pretende desconhecer o que cada pessoa é, fazendo-a perder sua essência, com a premissa de construir uma nova, porque se corre o enorme perigo de acabar sem saber quem se é.

A unidade querida por Deus não anula, mas permite entender de uma nova maneira a vida, a liberdade, a identidade; é um ato de oblação pessoal de doação total do próprio ser, sobre o qual se tem consciência, para poder compartilhá-lo com a pessoa a quem se ama.

Não podemos negar que isso exige certas similitudes, certa empatia espiritual, temperamental, de caráter. Não podemos continuar nos enganando com a famosa frase “os opostos se atraem”; ela vale para os ímãs, mas não para os humanos.

O fato de que exista certa química fisiológica não garante que dois temperamentos extremamente opostos consigam conviver. Este é precisamente um dos temas debatidos nos tribunais na hora de pedir um divórcio: incompatibilidade de caracteres.

Mas, além disso, é necessário saber que um projeto de dois cérebros e uma só carne só pode ser realizado quando se entende e se aceita o plano de Deus, que é a felicidade do ser humano, e que leva a pedir compromissos no tempo e no espaço, com algo e com alguém.

Tal projeto não desconhece o que cada um é, mas leva – e isso é totalmente diferente – a renunciar (atenção: é diferente de anular) a tudo aquilo que se torna um obstáculo para o alcance de uma meta que deixa de ser personalizada para tornar-se comum.

Também é necessário que cada um compartilhe com o outro sua própria riqueza humana, não com sentimentos competitivos, mas para complementar-se mutuamente, para aprender a olhar com maior amplitude o que se quer, o que se busca.

Dois cérebros, quatro olhos, dois corações, “uma só carne” ajudam a somar, não dividir. E a unidade requerida para o sucesso no amor exige que os cérebros não se confrontem, mas se complementem; que os olhares não se dirijam a lados diferentes, mas que aprendam juntos a mirar o mesmo fim; que os corações não busquem somente seu próprio bem-estar, mas o bem-estar de todos.

Deus é infinitamente sábio; Ele sabe por que fez esta proposta de unidade a pessoas que se deixam levar fortemente pelos seus próprios desejos; Ele sabe que, na medida em que alcancem esta meta, poderão realizar juntos o que é mais difícil alcançar sozinhos.

Há projetos que uma pessoa nunca poderá realizar sem a ajuda do seu cônjuge; é por isso que Deus colocou o humano como ajuda do humano. E só o amor permite a unidade indissolúvel de dois corações egoístas.

     Aleteia

Você é madrinha ou padrinho? Sabe o que isso significa?

7 ideias sobre a missão que você tem com seu afilhado(a)

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Se você foi convidado a ser padrinho de batismo ou crisma de alguém, vale a pena compreender qual é sua missão e colocá-la nas mãos de Deus, que lhe dará todas as graças necessárias para acompanhar seu afilhado no caminho da fé que o próprio Senhor nos convidou a trilhar.

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

      Aleteia

O manuscrito que o Papa Francisco leu antes de sua eleição no conclave

Papa Francisco. Foto: Alan Holdren (ACI Prensa)

O Arcebispo de Havana (Cuba), Cardeal Jaime Ortega, divulgou um discurso que o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio ofereceu durante as congregações gerais antes do Conclave em 2013.

Algumas horas antes de ser eleito Papa, o Cardeal Bergoglio entregou ao Cardeal Ortega o manuscrito do discurso que leu nas congregações gerais, reuniões dos cardeais antes do Conclave.

O texto foi lido pelo Purpurado cubano em 23 de março de 2013 durante a Missa na catedral local e foi publicado na revista ‘Palabra Nueva’ deste mês, da Arquidiocese de Havana, tudo coma a autorização do Pontífice.

No discurso e sem pressagiar que seria eleito, o então Cardeal Bergoglio pediu um Papa que ajude a Igreja a sair de si mesma e a evangelizar o que chamou de “periferias existenciais” da dor, da ignorância e do pecado.

Confira a seguir o discurso intitulado “A doce e confortadora alegria de evangelizar”:

Fez-se referência à evangelização.

É a razão de ser da Igreja.

“A doce e confortadora alegria de evangelizar” (Paulo VI)

É o próprio Jesus Cristo que, desde dentro, nos impulsiona.

  1. Evangelizar supõe zelo apostólico. Evangelizar supõe na Igreja a parresia de sair de si mesma. A Igreja está chamada a sair de si mesma e ir às periferias, não só às geográficas, mas também às periferias existenciais: as do mistério do pecado, da dor, da injustiça, da ignorância e prescindência religiosa, do pensamento, de toda miséria.
  2. Quando a Igreja não sai de si mesma para evangelizar, torna-se autorreferencial e então adoece (Cf. A mulher encurvada sobre si mesma do Evangelho). Os males que, ao longo do tempo, se dão nas instituições eclesiais têm raiz de autorreferencialidade, um tipo de narcisismo teológico. No Apocalipse, Jesus diz que está à porta para entrar… Mas penso nas vezes em que Jesus bate desde dentro para que o deixemos sair. A Igreja autorreferencial quer Jesus dentro de si e não o deixa sair.
  3. A Igreja, quando é autorreferencial, sem se dar conta, crê que tem luz própria; deixa de ser o “mysterium lunae” e dá lugar a esse mal tão grave que é a mundanidade espiritual (segundo De Lubac, o pior mal que pode acontecer à Igreja). Esse viver para se dar glória uns aos outros. Simplificando. Há duas imagensde Igreja: a Igreja evangelizadora que sai de si, a Dei Verbum religiose audiens et fidenter proclamans, ou a Igreja mundana que vive em si, de si, para si. Isso deve iluminar as possíveis mudanças e reformas que tenha de fazer para a salvação das almas.
  4. Pensando no próximo Papa: um homem que, a partir da contemplação de Jesus Cristo e da adoração a Jesus Cristo, ajude a Igreja a sair de si rumo às periferias existenciais, que a ajude a ser a mãe fecunda que vive da “doce e confortadora alegria de evangelizar”.

ACI Digital

A incorruptibilidade do manto de Guadalupe: a ciência não encontra explicações

O extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”, afirma investigador

O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.

“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.

Imagem do Santuário de Guadalupe

Entretanto, “oito anos depois, essa cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo.

Em contraste – acrescentou Orozco – o manto original vem sendo exposto há 116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela”.

Uma das características mais interessantes do manto, prosseguiu, “é que a parte de trás do tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é ‘tão suave como a seda’ como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”.

O manto de São Juan Diego é feito de fibras de agave (da mesma família botânica que produz o sisal e a iúca, foto embaixo).

O Dr. Orozco relatou mais dois fatos sem explicação científica ligados à conservação da imagem.

O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido que continha um 50% de ácido nítrico na parte direita do tecido.

“Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou.

Agrave: de um pé semelhante ao da foto foi tirada a fibra do manto de São Juan Diego

 

O segundo relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do manto em 1921. A bomba explodiu a 150 metros da imagem e destruiu todos os vidros nesse raio.

Entretanto, explicou o perito, “nem o manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado.

“Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a manto.

“Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para essa ocorrência”, concluiu.

Aleteia

A natureza também revela Deus?

Como o microcosmo e o macrocosmo revelam Deus?

Diz a Bíblia que “narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Sl 18, 2); e ainda “é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor” (Sab 13, 5). A natureza revela Deus aos homens pois Ele nos criou capazes de conhecê-Lo e de ler na natureza os sinais da Sua existência. O microcosmo e o macrocosmo revelados pela ciência nos mostram esses sinais de Deus através da beleza, bondade e verdade que podem ser captados pelo homem.

O Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 31 a 35) diz que o homem traz em si o desejo de procurar a Deus. É um desejo inscrito pelo próprio Criador. Não importa o quanto queiramos fugir, sempre somos atraídos para Ele. Ninguém explicou isso melhor do que Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti.” (Confissões 1, 1).

Mesmo os cientistas ateus pressentem algo de divino nas suas pesquisas. É comum ouví-los falar de “ordem cósmica” ou de “grandes harmonias”. Acontece com eles o que fala santo Agostinho:

Interroga a beleza da terra, interroga a beleza do mar interroga a beleza do ar que se dilata e difunde, interroga a beleza do céu (…) interroga todas estas realidades. Todas te respondem: Estás a ver como somos belas. A beleza delas é o seu testemunho de louvor. Essas belezas sujeitas à mudança, quem as fez senão o Belo, que não está sujeite à mudança?

(St Agostinho, Sermão 241. Apud CIC 32)

Todos os físicos que conheço têm uma admiração imensa pela beleza das leis físicas e pela maneira majestosa e sofisticada como a Física é construída a partir da Matemática. Para o cientista, a beleza de uma teoria está ligada à verdade que essa teoria pode representar do mundo natural. Uma teoria feia e desarmoniosa não pode ser correta.

Hoje a Física está construída de tal modo que as leis que regem os fenômenos das escalas mais pequenas (coisas que acontecem dentro do núcleo de um átomo) são importantes para eventos em larga escala do universo. Tudo está conectado, e as explicações para os mais diversos fenômenos se complementam formando um quadro único e harmonioso. Na divulgação científica dos jornais fala-se com frequência dos muitos aspectos que ainda não foram explicados pela ciência, mas na verdade estão tratando de pequenos detalhes de acabamento num edifício enorme e imponente que é a ciência moderna.

Tamanho é o encanto que as descobertas da ciência causam nos cientistas e nas pessoas que muitos se perdem adorando a criação, ao invés do Criador. É comum ouvir falar de uma “consciência cósmica”, ou de uma divindade manifestada nas leis naturais. São expressões neopagãs, que atiram o homem na lama das crendices, da magia e das superstições mais uma vez.

O cristão sabe que a natureza não é Deus, é criatura sua. Tampouco a natureza revela Deus completamente, é só uma sinalização. Infelizmente, o homem ferido pelo Pecado Original já não consegue distinguir com clareza os sinais que Deus nos deixou. Alguns se perdem adorando a natureza, e não o Criador:

São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras. Tomaram o fogo, ou o vento, ou o ar agitável, ou a esfera estrelada, ou a água impetuosa, ou os astros dos céus, por deuses, regentes do mundo.

(Sab 13, 1s)

Alexandre Zabot

www.alexandrezabot.blogspot.com.br