Blog Comunidade Mãe Imaculada

Diante das lutas olhemos para o Senhor

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“Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador da nossa fé, Jesus.” (Hebreus 12, 1b)

Meus irmãos, a meditação dessa palavra de Deus tem início com a seguinte pergunta: Qual é o combate que você enfrenta hoje na sua vida?. Talvez impulsivamente você até chegue a pensar e mesmo responder que nenhum, que a sua vida está muito tranquila; mas se cada um de nós pararmos para refletir acerca da nossa vida perceberemos que a nossa vida é um eterno combate, pois todos os dias nos deparamos e enfrentamos dificuldades.

Hoje talvez o seu combate seja na fé, na sua saúde, na sua família, no seu matrimônio, no seu trabalho, contra algum pecado, enfim eu não sei quais são as lutas pelas quais você tem passado, mas o Senhor conhece cada uma delas.

Na Carta de São Paulo aos  Hebreus, cap. 12, 1 b  observem que o Senhor em momento algum nos manda temer ou nos amedrontar diante do combate proposto, mas ao contrário Ele nos encoraja a enfrentarmos o combate que se levanta contra nós, mas o grande detalhe dessa passagem é que para encarar as lutas da nossa vida o nosso olhar precisa estar fixo no Senhor, pois é Ele quem adestra as nossa mãos para o combate e nos fortalece diante das dificuldades da vida.

 Se os olhos do nosso coração não estiverem no Senhor não conseguiremos nos manter firmes perante as lutas. Nós católicos temos a Virgem Maria como exemplo de grande combatente, Maria precisou combater o sofrimento de uma mãe que viu seu filho ser rejeitado, humilhado, caluniado, crucificado e morto; mas ainda assim aos pés da cruz de Jesus, Maria estava de pé e ela assim permaneceu porque o seu olhar em nenhum momento se desviou do Senhor.

 Meus irmãos, que em todos os instantes das nossas vidas, possamos olhar atentamente, apaixonadamente para Jesus, trazendo em nossos corações a certeza de que não combatemos sozinhos as dificuldades da vida, mas que o Senhor vai a diante e que assume a nossa causa como sua, que assim como Nossa Senhora possamos olhar sempre fixamente nos olhos de Jesus.

                                                                   Maria Betania Alves Tavares

                                                     Missionária da Comunidade Mãe Imaculada

Papa telefona para catador de lixo que perdeu as pernas em acidente

O Papa Francisco telefonou inesperadamente para Maximiliano Acuña, um catador de lixo em Buenos Aires, Argentina, que sofreu um grave acidente no qual perdeu ambas as pernas.

Durante o telefonema, o Santo Padre o encorajou a seguir “sempre em frente, você é um exemplo”.

Em 22 de março Acuña, de 33 anos e pai de 5 filhos, estava coletando o lixo em um bairro de Buenos Aires, quando foi atropelado por um carro estava a 130 quilômetros por hora.

Devido a este acidente, tiveram que amputar as suas duas pernas.

O legislador portenho, Gustavo Vera, decidiu contar o que havia acontecido ao Papa Francisco por e-mail, no qual explicou que “o prognóstico dos médicos era o pior”.

“No melhor dos casos, ficaria em estado vegetativo ou com sérios danos neurológicos e, no pior dos casos, era o seu fim”, contou Vera ao Santo Padre.

Entretanto, “no terceiro dia, Maximiliano saiu do estado de coma e no quinto dia já estava em um quarto normal. Depois de algumas semanas, já estava em casa junto com seus cinco filhos”, contou.

Na terça-feira, 18 de julho, Acuña estava se preparando para receber uma homenagem em uma cerimônia na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, quando recebeu um telefonema especial.

“Sou o Papa Francisco, um amigo (Gustavo Vera) me enviou uma mensagem e me emocionou a força que você tem. Sempre em frente, você é um exemplo”, disse o Papa Francisco a Acuña, que foi homenageado na Assembleia Legislativa de Buenos Aires em uma cerimônia que contou com a presença de centenas de catadores.

Acuña perguntou ao Papa se ele estava na Argentina, para convidá-lo para o seu aniversário, “e então, o Papa me disse que não, que estava em Roma, na Itália, e que eu não tinha que ir lá. Ele ia vir para nos conhecermos e conversarmos pessoalmente”.

Na terça-feira, o legislador da Unidade Portenha Gustavo Vera e o Secretário-geral do Sindicato dos Caminhoneiros, Pablo Moyano, propuseram declarar o dia 22 de março como o “Dia do Catador de Lixo”, em homenagem a este jovem catador.

“Deus me devolveu a minha vida, porque tiraram as minhas duas pernas, mas tudo o que está acontecendo comigo é muito bonito”, disse Acuña ao programa de televisão argentino Morfi.

“Sempre acreditei em Deus, eu sempre fui à Igreja, rezando todos os dias e pedindo-lhe trabalho, que cuidasse de mim todos os dias”, acrescentou.

“Deus existe”, afirmou Acuña. “Quero deixar esta mensagem a todos, que Deus existe e que Ele me deu uma nova oportunidade”.

                                                                           ACI digital

Picharam um lema pró-aborto na igreja, mas a resposta do padre foi sensacional

“Aborto Livre, para Maria também”, foram as palavras que um abortista anônimo escreveu na parede da igreja, sem esperar que o pároco publicasse uma resposta que viralizou no Facebook

 Aborto Livre, para Maria também”, foram as palavras que um abortista anônimo escreveu na parede da igreja de São Miguel Arcanjo e Santa Rita, em Milão (Itália), sem esperar que o pároco, através do Facebook da paróquia, publicasse uma resposta que algumas horas depois se tornou viral.

O autor da resposta à propaganda abortista foi o Pe. Andrea Bello e ocorreu na periferia do sul de Milão.

“Querido escritor anônimo de muros”, começou o sacerdote. “Sinto muito que não tenha seguido o exemplo da tua mãe. Ela foi corajosa. Concebeu-te, seguiu em frente com a tua gestação e te deu à luz. Poderia ter te abortado. Mas não fez isso”, acrescentou.

A tua mãe “te criou, alimentou, lavou a tua roupa. E agora você tem uma vida e é livre. Uma liberdade que está usando para nos dizer que seria melhor também que pessoas como você não deveriam estar neste mundo. Sinto muito, mas eu não concordo”.

“Admiro muito a tua mãe porque ela foi corajosa. E ainda é, porque, como toda mãe está orgulhosa do filho, mesmo que ele se comporte mal, porque sabe que dentro dele há uma boa pessoa”, acrescentou.

O sacerdote recordou ao autor anônimo que “o aborto é o ‘sem sentido’ de todas as coisas. É a morte que vence a vida. É o medo que vence um coração, que quer lutar e viver, não quer morrer. É escolher quem tem o direito de viver e quem não tem, como se fosse um direito simples”.

“É uma ideologia que vence uma humanidade, a qual querem impedir de ter esperança. Toda a esperança”, expressou.

Por isso, “admiro todas as mulheres que com muitas dificuldades têm a coragem de seguir em frente. Evidentemente, você não tem coragem, pois permanece anônimo”.

Entretanto, o Pe. Andrea assinalou que, aproveitando esta oportunidade, “também gostaria de dizer que o nosso bairro já passou por tantos problemas e não precisa de pessoas que sujem as paredes e que arruínem as coisas bonitas que nos restam”.

“Você quer ser corajoso? Melhore o mundo em vez de destruí-lo. Ame em vez de odiar. Ajude aqueles que sofrem a suportar as suas dores. E dê a vida em vez de tirá-la! Estes são os verdadeiros corajosos!”, expressou o sacerdote.

“Felizmente o nosso bairro, que você destrói, está cheio de pessoas corajosas! que também sabem te amar, que não sabem nem o que você escreve!”. “Eu assino: Pe. Andrea”, concluiu o post do Facebook.

                                                                      Aleteia

 

Missões na Bahia: Fonte abundante de água viva

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O semiárido baiano tornou-se para 15 jovens missionários da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil uma fonte abundante de água viva que brota da presença de Jesus no meio do seu povo.

Esta foi a conclusão depois de uma semana de missão na Pró-paróquia de Nossa Senhora da Piedade, em Cocal, povoado do munícipio de Brotas de Macaúbas (BA), pertencente à Diocese de Barra, cujo pastor é o bispo franciscano Dom Luís Flavio Cappio.

Jovens missionários de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro não se intimidaram com as distâncias e longas horas de viagem, nem tampouco pelo clima frio e nebuloso de alguns dias da semana, desfazendo a ideia de que somente no Sul é que faz frio.

No entanto, se a temperatura insistia em se manter baixa, o calor da acolhida e do carinho do povo baiano aqueceu o coração de todos que encerraram as missões com lágrimas de despedidas e a promessa de retornarem assim que possível.

Divididos em cinco equipes, os jovens viveram uma experiência de fraternidade e missão. Acolhidos nas casas das famílias, puderam partilhar o pão e a ação, a vida e a fé, os sonhos e os desafios desse povo que insiste em testemunhar a beleza de um Deus que se faz simples e pequeno.

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No dia a dia com as comunidades se experimentava a certeza de que ‘quanto menor a casinha, mais sincero é o bom dia’. O amor e o cuidado de Jesus se manifestou de diferentes formas: pelas mãos que preparavam com carinho o cuscuz matinal; pelo olhar sincero e atento das crianças que foram as fiéis companheiras durante as visitas; pela perseverança do irmão embriagado que não deixava de participar de nenhuma celebração, acreditando ali encontrar forças para se libertar do vício; pelo serviço incansável das lideranças que preparavam tudo com tamanho dedicação; pelo trabalho dos jovens na arte de plantar não somente flores em sua comunidade, mas em cultivar sonhos para sua juventude; no balão reaproveitado pelas crianças, que no encher e esvaziar desse tão simples objeto nos davam uma verdadeira lição de um novo mundo possível; pela ousadia dos jovens missionários que investiram não somente seu dinheiro para uma tão longa viagem, mas partilharam suas vidas e seus dons para fazer o Reino de Deus acontecer. Enfim, tudo falava de Deus e expressava o rosto Daquele que se fez para nós o caminho.

Visitas às famílias, reuniões formativas, orações do terço e momentos celebrativos reforçaram ainda mais a fé e a devoção do povo. O cuidado com a Casa Comum também foi trabalhado com todos os jovens das escolas, que participaram da Semana do Meio Ambiente, realizando estudos e atividades de conscientização sobre o tema. Tal semana foi concluída com um mutirão de limpeza na comunidade do Cocal, dando direito a premiação dos alunos que mais se destacaram em todo o projeto.

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Além disso, a juventude da região teve oportunidade de conhecer um pouco mais  a espiritualidade franciscana durante uma animada tarde de encontro, que foi concluída ao pé da fogueira com cantos, danças e apresentações, demonstrando a alegria de serem jovens e que os sonhos que os animam são os mesmos em qualquer canto do país.

bahia_180717_3Coroando essa Semana Missionária, toda a comunidade paroquial reuniu-se para uma manhã de retiro e aprofundamento das 7 dores de Maria, que foram dramatizadas pelos jovens e que se tornaram mais próximas da vida do povo.

Por fim, gratidão é a palavra que define essa grande experiência: aos jovens, pela coragem e dedicação; a Frei Moisés Beserra de Lima, pároco local, pela organização e acolhida; às fraternidades e Paróquias da Província, pelo apoio e incentivo; e ao povo de Cocal, pela partilha alegre e sincera, que fez do semiárido baiano um local de chuva abundante capaz de irrigar os corações de todos nós.

“A experiência da missão para mim foi singular, pois me senti em casa em todos os lugares que passei. O povo de Cocal é  desapegado e generoso,  de modo que sempre oferece tudo o que tem, sem medo de ‘perder’ o pouco que tem. Comumente se ouvia:  ‘A casa é sua. Fique à vontade’. Para o povo que visitei, pode até faltar muitas coisas, mas para o missionário que vem para o meio desse povo, não falta nada!”, avaliou  Frei Marcos Schwengber (foto acima).

“A missão para mim é uma das maneiras mais lindas de demonstrar o amor ao próximo, pois poder sair de nossas casas e levar um sorriso, um abraço e palavras de fé e oração para as famílias muitas vezes esquecidas pela sociedade e sermos acolhidos tão bem, é muito gratificante, principalmente pelo afeto e amizade que nós criamos com os moradores de Cocal”, completou o jovem Paulo Vidal, de Santo Amaro da Imperatriz (SC).

Frei Diego Atalino de Melo

Frei Gabriel Dellandrea

VEJA MAIS IMAGENS DA SEMANA MISSIONÁRIA NA BAHIA

Franciscanos.org

300 anos de Aparecida será tema do Congresso Mariológico Internacional

Até o dia 28 de julho pesquisadores, estudantes e estudiosos dos temas ligados a Maria e ao jubileu dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba, poderão se inscrever para participar o XI Congresso Mariológico Internacional, no Santuário de Aparecida.

O congresso acontece de 9 a 12 de agosto no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.

 

A12 / Por Marília Ribeiro

Santo Aurélio destacava-se pela caridade, zêlo e pureza de vida

Santo AurélioSanto Aurélio era chamado por todos de “Santo Papa Aurélio”

A Igreja da África, durante os anos de 392 até 429, foi agraciada com o governo santo do primeiro Bispo de Cartago, que santificou-se tornando seu povo também santo. Santo Aurélio nasceu no século IV e desde diácono se destacava pela caridade, zelo, pureza de vida e pelo culto da Liturgia.

O grande Aurélio esteve como Bispo responsável por toda uma região e todos o chamavam – por respeito – de “Santo Papa Aurélio”. Não possuía grandes dotes intelectuais, porém, na Providência Divina, tinha grande amizade com o sábio e Bispo de Hipona: Santo Agostinho. Unido ao Doutor da Graça, pôde combater a autossuficiência do Pelagianismo e outras heresias que encontraram a condenação no seu tempo.

Muito do que sabemos hoje de Santo Aurélio foi o próprio Santo Agostinho quem informou, pois este admirava a prudência, a piedade e a humildade deste pastor e pai, que tudo fazia pela salvação das almas e pureza da doutrina cristã. Santo Aurélio passou da Igreja militante, para a Igreja triunfante pouco tempo antes de Santo Agostinho, isto em 429.

Santo Aurélio, rogai por nós!

Canção Nova

Motivar a adoração

O dever de adorar o Santíssimo Sacramento o cumprem os fiéis quando comungam com devoção, quer seja sacramental ou espiritualmente; quando participam de uma Hora Santa de adoração, também visitando o “Deus escondido” que permanece reservado em um sacrário; ao participar de uma procissão de Corpus Christi etc.

Igualmente, até podem adorar o Senhor em casa ou no trabalho!

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De que modo? Aproximando-se em espírito do sacrário de sua paróquia ou de algum outro templo, em um ato de fé e amor.
A bem dizer, pode-se adorar a Jesus Sacramentado em todo o tempo e lugar. Que graça e que facilidade!

Imaginemos uma circunstância hipotética bastante suis generis: que se soubesse que Nosso Senhor Jesus Cristo estaria em pessoa em uma praça pública ou em um lugar descampado, em uma hora certa.

Com toda a certeza, se ajuntaria ali milhares e milhares de devotos e curiosos.

Mas não é menos certo que em milhares e milhares de sacrários de nossas Igrejas e capelas urbanas e rurais, o Senhor está presente, sempre a nossa espera, reunindo pouquíssimos… ou ninguém, e sem sequer que se pense nele.

Falta de fé? Falta de amor? Sim, e também falta de consequência, pois o que professamos com os lábios não aplicamos a nossa vida concreta.

Aa razão iluminada pela fé nos diz que Jesus está aí. Mas acontece que a sensibilidade não se acende diante desta verdade incontestável e, por isso, não chega a mover a vontade para que se resolva a ir adorar ao Senhor.

Essa insensibilidade é irracional e, por isso, evidentemente pecaminosa. Enquanto ela não for combatida e corrigida, ela deixará suas sequelas inevitáveis: uma vontade desfibrada, incapaz de mover-se.

Até animais que agem por instintos, são infalíveis no exercício de cumprir com sua finalidade. O Homem, ao contrário, chega racionalmente a renunciar ao dever, o que acarreta consequências fatais e eternas. Assim somos nós…

Das potências da alma -inteligência, vontade, sensibilidade- a terceira é a mais frágil e, a esse título, é a que se tem que cuidar e motivar com especial esmero. Sem um incentivo que potencie a vontade, a virtude se faz impraticável, ou quase tanto.

Por isso, em relação ao culto devido à Eucaristia, é necessário que haja ambientes apropriados que estejam à altura do mistério e que estimulem aos fiéis a fazer atos de adoração.

Poder-se-ia objetar que a ambientação não é mais que um marco acessório, que o que importa é a substância mesma: apenas a presença da Eucaristia, nada mais. Mas quem simplifique assim as coisas, claudica de sua condição humana, pois que não somos puros espíritos como os anjos.

Como amar e servir a Deus e ao próximo sem atitudes, gestos, sinais? O amor e o serviço se formam em coisas palpáveis, não ficam em teorias ideais. Cristalizam-se também em princípios razoáveis e realizáveis hic et nunc, aqui e agora, quer dizer, que tomem corpo na terra… e não no mundo da lua.

Aplicando esta reflexão à adoração ao Santíssimo Sacramento, temos que saber que quando se trata de honrar ao Rei dos Reis, tudo é pouco; e neste empenho sempre seremos pequenos.

Para seu devido culto, a presença real de Jesus pede “opção preferencial” pelo melhor, pelo mais excelente, possível.

Vamos a alguns exemplos: para honrar à Eucaristia, o que escolheríamos se tivéssemos que escolher? Um cálice de barro ou de prata? Para a toalha do altar: uma toalha de acrílico ou de linho? Para o sacrário: uma madeira rústica ou de categoria, ou um metal de valor? Para as velas: cera ou parafina?

Para o vinho a ser consagrado: um de qualidade ou o mais ordinário possível? Para os jarros: flores de plástico ou naturais? etc.

Outras perguntas: diante do Santíssimo: devo estar vestido de qualquer forma ou apresentar-me dignamente? Devo saudar Lhe ao entrar com uma genuflexão ou diretamente chegar e sentar-me sem maior respeito? Procurar estar à vontade, ou “penar” em bancos incómodos, mas próprios de um faquir que de um adorador? Preferir as harmonias de uma música que me distende ou as estridências de um ritmo mundano que dispersa minha atenção?

Si não se dispõe de um quadro apropriado para a adoração, a sensibilidade não se deleita, a vontade não se move e a inteligência não se satisfaz. A não ser que nos creiamos ser “super homens”. Ou seria outra exceção que não desmentiria a regra – que estamos chamados a ser singulares anacoretas que transitam por vias anormais…

Cuidemos o essencial e também os detalhes, porque o amor verdadeiro está cheio de uma multidão de detalhes, inclusive aparentemente supérfluos.

Assim, motivaremos a adoração; do contrário – já que nada de grande se faz de repente- irá tomando corpo a desordem que nos poderá conduzir paulatinamente muito longe no caminho do mal, do erro e da feiura.

Que contraste desolador!: enquanto os católicos tantas vezes descuidamos do culto Eucarístico, profanadores de igrejas utilizam as Hóstias roubadas dos sacrários, para ultrajar o sacramento fazendo “missas negras”. É o que denunciou não faz muito tempo o arcebispo de Toledo, Espanha (ACI, 19 Oct. 16).

Como conclusão, digamos que não só tem se que cuidar de detalhes. Outra maneira excelente de motivar a adoração é indignar-se com os sacrilégios perpetrados e ir aos pés de Jesus Hóstia para reparar tanta maldade que fica impune.

Por acaso não se deve amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças? (Dt, 6, 5).

A adoração reparadora é uma pujante demonstração de amor.

Gaudium Press / Por Padre Rafael Ibarguren, EP (Conselheiro de Hora da FMOEI)