Blog Comunidade Mãe Imaculada

Não tenhais medo! Confiai!

1111O medo pode ser definido como “um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação de eventual perigo”. Muitas vezes pode ser percebido visivelmente através de sinais do corpo como tremor, aceleração de batimentos cardíacos, alteração na pressão arterial, etc. A verdade é que infelizmente ele faz parte da rotina de muitas pessoas, que ao longo do tempo vão assumindo muitos medos em suas vidas. Até mesmo as crianças parecem ser inseridas em uma cultura de medo, pois muitos pais e familiares muitas vezes no intuito de proteger os pequenos vão fazendo ameaças para coibir algumas ações ou travessuras, dizendo “não mexe nisso, não faça… o bicho pega, etc”. Esse cuidado é necessário, mas se não for bem discernido pode ir fazendo surgir fobias no decorrer da vida das pessoas, que às vezes passam a ter medo de insetos, animais, situações… O medo muitas vezes é irracional, pois pode paralisar.

Dentro deste contexto podemos perceber o quanto esse estado emocional é comum e na lógica cristã somos orientados justamente a não temer. Jesus censurava o medo e a incredulidade e mesmo aqueles que conviveram mais intensivamente, como é o caso dos apóstolos, não ficaram imunes ao medo. Tomemos como exemplo o episódio ocorrido na barca.

“Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar. Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: É um fantasma! disseram eles, soltando gritos de terror. Mas Jesus logo lhes disse: Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo! Pedro tomou a palavra e falou: Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti! Ele disse-lhe: Vem! Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me! No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mateus 14, 24-31)

Para entender essa situação devemos esclarecer que este fato ocorreu durante a madrugada, entre às 03:00 e 06:00 (período que corresponde à quarta vigília da noite) e também o fato de ser humanamente impossível uma pessoa andar sobre as águas. Logo, diante da escuridão e da visão de uma pessoa caminhando todos ficaram apavorados, mas Jesus tenta acalmá-los, porém ainda assim eles continuam temendo e diante do chamado de Cristo Pedro também caminha nas águas, mas seu medo foi maior e ele quase afunda… Sabiamente clama por Jesus que prontamente lhe estende a mão, mas o repreende por sua pouca fé. Este evangelho nos deixa uma grande lição – não devemos temer, pois o Senhor está sempre conosco! Nossas dúvidas e incertezas são traiçoeiras e podem nos fazer afundar em meio aos problemas e tribulações. Sabemos que os ventos assustam e podem causar estragos, mas quem tem Jesus deve confiar Naquele que tudo pode, que é o Senhor de todas as coisas.

Coloquemos diante de Jesus todos os nossos medos, receios e angústias, clamando por sua infinita misericórdia, pois assim como Ele fez cessar o vento na barca também pode acalmar tudo nos aflige. Confiemos a Ele todas as coisas, pois “Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade” (Hebreus 3, 8).

Fonte: https://www.significados.com.br/medo/

Macileide Passos Alves

(Missionária – Comunidade Mãe Imaculada)

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“Londrina espera a todos com alegria e satisfação”, diz dom Geremias aos participantes do 14º Intereclesial de Ceb’s

domgeremO arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, em artigo, publicado no site da Ceb’s do Brasil, dá as boas vindas aos participantes do 14º Intereclesial de Ceb’s que acontece de 23 a 27 de janeiro.

“Já está muito perto o esperado 14º Intereclesial de CEBs. As reflexões sobre as CEBs e os desafios no mundo urbano vão tomando corpo pouco a pouco. O lema Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo (Ex 3,7) já ilumina a vida e a espiritualidade de milhares de pessoas que, esperamos, cresça ainda mais”, disse no artigo.

O bispo informa que a arquidiocese de Londrina espera a todos com alegria e satisfação. “As comunidades, com suas famílias acolhedoras esperam ansiosamente a chegada de todos. As muitas Equipes de Trabalho se preparam há vários meses para que tudo aconteça dentro do previsto e da necessidade de tão majestoso encontro. O Secretariado pensou em tudo com muito carinho. Está tudo preparado!”, escreveu.

O bispo lembrou que em Londrina (PR) as Santas Missões Populares com seus retiros, semanas Missionárias, celebrações de abertura e encerramento, prepararam a todos para dar o melhor. Muitas reuniões de planejamento, segundo ele, se esforçaram por dar o justo tom a cada detalhe.

“Agora esperamos no silêncio e na torcida para que todos cheguem bem e felizes e se sintam “em casa” entre nós. No abraço que lhes daremos na chegada queremos lembrar o abraço que Deus continua dando em seu povo para animá-lo na luta”, disse.

Para o religioso será uma enorme alegria acolher a todos e todas em Londrina, nas cidades e comunidades vizinhas. “Desejo que a vossa preparação também seja intensa e que a realização do 14º Intereclesial consiga corresponder à enorme expectativa que foi criada ao redor dele”, afirmou no artigo. “Que os desafios no mundo urbano não sejam motivos de desânimos, mas de unidade e luta por justiça e igualdade”, finalizou dom Geremias.

CNBB

Você tem certeza de que não é um escravo?

escarCristo não veio ao mundo para agradar as pessoas e atender às suas expectativas. Não passou pela vida fazendo o que os outros esperavam, Ele foi fiel à sua missão. Não se deteve diante dos desejos humanos de muitos corações.

Desentranhou os medos que muitos tinham e lhes deu luz. Acolheu, compreendeu, olhou com misericórdia. Foi sempre Ele mesmo, fiel à sua verdade. Guardou silêncio quando os que o perseguiam não queriam conhecer a verdade. Ensinou às pessoas que a humildade é o caminho perfeito. Mostrou-lhes que a paz e a mansidão são verdades que transformam o coração.

Jesus “ensinou às pessoas que a humildade é o caminho perfeito. Mostrou-lhes que a paz e a mansidão são verdades que transformam o coração”.

Mas também soube confrontar os homens com sua verdade. Ajudou-os a compreender que eram escravos.

Há um conto a respeito disso: um homem caminhava pelo campo quando encontrou, à beira do caminho, um escravo dormindo. Observou-o e intuiu que o escravo estava sonhando com a liberdade, pelas palavras que ele dizia em sonhos, pelos gestos e o sorriso que iluminava seu rosto.

Nesse momento, o caminhante se alegrou pelo escravo. Mas hesitou: não sabia se o acordava e acabava com seu sonho de liberdade, recordando-lhe sua verdade – sua escravidão –, ou se o deixava dormindo, em seu sonho de plenitude.

A mensagem do conto é clara: “Se você não sabe o que fazer, aproxime-se do escravo que dorme. Se você vir que sou eu, por favor, acorde-me”.

Jesus passou pela vida despertando os homens escravos. Fez com que vissem suas correntes. Mostrou-lhes o caminho da liberdade. Não deixou que continuassem dormindo sem enfrentar suas vidas. Não quis agradar todos. Confrontou muitos com a vida que levavam. Disse a verdade. Não enganou ninguém.

É assim que queremos viver: incentivando as pessoas a aceitarem sua verdade e lutar por ela. Incentivando-as a quebrar as correntes. A não conformar-se com o sonho que as faz achar que são plenamente livres.

Padre Carlos Padilla

Venezuela: Bispos acusados de “crimes de ódio” não estão detidos

bispperu

Arcebispo de Barquisimeto, Dom Antonio López Castillo; e o Bispo de San Felipe, Dom Víctor Hugo Basabe / Crédito: Facebook

Os dois bispos da Venezuela acusados ??pelo presidente Nicolás Maduro de terem cometido “crimes de ódio” e que provavelmente serão investigados pela justiça do país, não estão detidos pelo governo.

Trata-se do Arcebispo de Barquisimeto, Dom Antonio López Castillo, e do Bispo de San Felipe, Dom Víctor Hugo Basabe, os quais, como indica o jornal ‘El Nacional’, apenas “clamaram para que a fome e a corrupção acabem” no país, durante suas homilias da festa da Divina Pastora de Barquisimeto no domingo 14 de janeiro.

Através das redes sociais, especialmente no Twitter, divulgaram o rumor de que ambos foram detidos pelo governo.

“Eles não estão detidos. O presidente pediu um inquérito sobre se que violaram ou não a famosa lei do ódio. Eles ainda não começaram o inquérito”, indicou uma fonte confiável do episcopado venezuelano ao Grupo ACI em 17 de janeiro.

Nicolás Maduro disse o seguinte sobre os Prelados: “Agora vem um diabo de batina a convocar confrontos violentos, a chamar a guerra civil (…), e agradeço às pessoas do estado de Lara que me alertaram sobre esta imundice, porque na verdade eu não escuto essa gente, nós não ouvimos esses bandidos”.

As acusações de Maduro foram rechaçadas por ambos os Prelados, assim como por um pronunciamento da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) e, logo depois, pelo primeiro vice-presidente da CEV, Dom Mario Moronta, que apoiou os dois bispos acusados.

Por outro lado, a Arquidiocese de Barquisimeto também negou, em 15 de janeiro, que Dom López Castillo estivesse passando mal.

“Até agora, o Prelado se sente bem, está tranquilo e continua as recomendações indicadas em Caracas, para recuperar o seu estado de saúde”.

“Nesse sentido, Pe. Jesús Ramírez, conselheiro da Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Barquisimeto, pede aos cidadãos que permaneçam unidos em oração pelo bem-estar de Dom López Castillo”, concluiu.

Acidigital

Papa despede-se do Chile

As despedidas no Aeroporto internacional de Iquique

chileO Papa Francisco despediu-se do Chile esta quinta-feira. Às 16h50,  hora local, o Airbus A321 da Latam decolou do Aeroporto internacional “Diego Aracena” de Iquique, rumo ao Aeroporto internacional de Lima, distante 1.200 quilômetros.

Ao chegar no aeroporto, o Pontífice foi acolhido na Sala Vip pela presidente Michelle Bachelet, com quem conversou  por alguns minutos. Após passou em revista a Guarda de Honra e saudou as delegações.

Agradecimento do Papa

 O último compromisso público do Santo Padre em terras chilenas foi a celebração da Santa Missa no Campo Lobito, em Iquique. A presidente chilena participou da celebração.

No final da celebração, Francisco agradeceu a Dom Guillermo Vera Soto, Bispo de Iquique, pelas as amáveis palavras que lhe dirigiu em nome de seus irmãos bispos e de todo o povo de Deus no Chile. Agradeçeu ainda a Presidente Michelle Bachelet pelo convite para visitar o país.

O Santo Padre expressou de modo especial a sua gratidão a todos aqueles que tornaram possível a visita: às autoridades civis e, na pessoa delas, cada funcionário que, com profissionalismo, contribuiu para que todos pudessem desfrutar deste tempo de encontro.

Obrigado também – disse Francisco – pelo trabalho sacrificado e silencioso de milhares de voluntário: “sem o seu comprometimento e colaboração, teriam faltado as vasilhas com água para que o Senhor pudesse fazer o milagre do vinho da alegria. Obrigado a quantos, de muitas maneiras e formas, acompanharam esta peregrinação, especialmente com a oração. Sei do sacrifício que tiveram de fazer para participar nas celebrações e encontros. Aprecio-o e agradeço-o de coração. Obrigado aos membros da comissão organizadora. Todos trabalharam! Muito obrigado”.

O Santo Padre destacou em seguida que a sua peregrinação continuaria agora no Peru. “Povo amigo e irmão desta Pátria Grande que estamos convidados a cuidar. Uma Pátria que encontra a sua beleza no rosto pluriforme dos seus povos”.

E concluiu: “Queridos irmãos, em cada Eucaristia, dizemos: Olhai, Senhor, para a «fé da vossa Igreja e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade». Que mais posso desejar-vos do que terminar a minha visita dizendo ao Senhor: Olhai a fé desse povo e dai-lhe a união e a paz”. A última palavra foi para que não se esqueçam de rezar por ele.

Santuário Nossa Senhora de Lourdes

 Após a celebração, o Pontífice e séquito transferiram-se para a Casa de Retiros do Santuário Nossa Senhora de Lourdes, dos Padre Oblatos – distante 12 km – onde almoçaram.

O Papa foi acolhido pelo Reitor e por dois sacerdotes da Casa, que o acompanharam até a igreja, onde foi homenageado com flores por três crianças. Na igreja também estavam dez pessoas enfermas e 2 familiares das vítimas da repressão dos anos 70.

Vítimas da ditadura

 O Papa saudou Héctor Marín Rossel, presidente da Agrupación de Familiares de Ejecutados Políticos y Detenidos Desaparecidos de Iquique y Pisagua (Afepi). Seu irmão, Jorge, foi sequestrado em 28 de setembro de 1973, quando tinha 19 anos.

Ele entregou ao Papa uma carta onde descrevia os esforços do grupo para encontrar familiares desaparecidos, contando com a colaboração das forças armadas e do governo chileno.

Héctor, ademais, manifestou o seu apreço pela grande obra de promoção e defesa dos direitos humanos da Igreja no Chile.

Antes de partir para o aeroporto, Francisco posou para três fotos com um grupo de seminaristas, de Irmãs Salesianas Missionárias – que serviram o almoço – e com alguns membros do Comitê organizador local da viagem.

Por fim, o Papa saudou do papamóvel os sacerdotes que o aguardavam na saída.

No local, construído no início do século XX por desejo do vigário apostólico de Tarapacá e futuro primeiro cardeal, Dom Maria Caro, existe uma reprodução da célebre gruta de Massabielle, em Lourdes.

Desde 1949 o Santuário foi confiado aos Missionários Oblatos de Maria Imaculada (OMI), Congregação Missionária fundada em 1816 na França, por S. Eugène de Mazenod, para a evangelização das populações pobres das áreas rurais.

Rádio Vaticano

Qual a vontade de Deus para minha vida?

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.” (Mt 6,33)

Muitas pessoas fazem essa pergunta: o que Deus quer que eu faça? Qual a vontade de Deus para a minha vida? Que profissão devo seguir? Qual a minha vocação? Todos nós passamos por esse momento de decisão.

Alguém disse que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”. De fato, esta é a maior graça; como disse São Paulo, “Deus nos desejou em Cristo antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos” (Ef 1,4). São Paulo exortava os efésios a que levassem “uma vida digna da vocação à qual fostes chamados” (Ef 4,1).

Portanto, qualquer que seja a nossa atividade ou estado de vida, o mais importante é valorizar a vida, dom precioso de Deus.

O nosso Catecismo diz que “o homem é, por natureza e por vocação, um ser religioso” (§44) e o Papa João Paulo II disse certa vez: “Não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda a autêntica aspiração do coração humano” (L’Osservatore Romano, 7/4/96).

“A santidade é a plenitude da vida.” (LR, N.20,18/5/96)

Mas, a busca da santidade não está desatrelada da vida cotidiana, muito ao contrário, é inserida nela que se realiza. É no mundo do trabalho, da família, da ciência, da política, etc., que a vocação à santidade deve se realizar. Jesus pediu ao Pai: “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal…” (Jo 17,15).

Já vimos que o “o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (§378).

Portanto, é necessário que cada um, com os talentos que Deus lhe deu, escolha e viva bem a sua profissão, e realize a sua vocação. Sabemos o quanto Jesus enfatizou a importância de não enterrar os talentos que Deus nos deu. Ele nos pedirá contas do que fizemos com eles.

O mais importante é o amor

Qualquer que seja a profissão a se escolher, esta deve estar a serviço do amor a Deus e ao próximo. E a primeira maneira de amar bem é trabalhar bem, pois assim estaremos servindo bem os outros. O Papa Paulo VI disse que “o amor é a vocação fundamental do ser humano” (Persona humana, 7).

É preciso que cada um de nós encontre o seu lugar, tanto na sociedade quanto na Igreja, sem desperdiçar a vida, o tempo e os talentos, pois os outros precisam de nós. Acumula méritos diante de Deus quem “faz o bem sem olhar a quem”. Ninguém pode se sentir inútil ou desnecessário neste mundo, pois para todos Deus tem uma missão, seja solteiro ou casado. “Quem não vive para servir não serve para viver”, diz um ditado. Amar é servir; e é isso que nos faz felizes e santos. Fazer o bem faz bem. Dom Bosco disse que “Deus nos colocou neste mundo para os outros”. Charlie Chaplin disse que “O homem não morre quando deixa de viver, morre quando deixa de amar”.

No amor está a força da vida. Amar é dar-se; de maneira espontânea, voluntária e desinteressada; muito mais do que dar coisas aos outros, é dar-se a si mesmo; sua dedicação, seu tempo, seu coração.

Só o amor constrói o homem e o mundo. Ele nunca morre ou acaba, mesmo que seja pregado numa Cruz. A razão da frustração do homem pós-moderno é que ele dominou o mundo e as estrelas, mas não aprendeu a amar o irmão que está a seu lado. Só uma vitória do amor pode dar paz e felicidade ao mundo.

Há muitas pessoas que ainda são más porque ainda não fizeram a experiência do amor; nunca foram suficientemente amadas. “O amor é a asa que Deus deu à alma, para que possa subir até ele”, disse Michelangelo. A falta de amor desintegra o homem e a humanidade.

Sabemos que a árvore que retiver os seus frutos perece. É preciso ser como a árvore, saber dar os seus frutos a qualquer um que se achega. Deus se dá aos que doam. Ninguém é pobre e infeliz quando ama. Nos enriquecemos pelo que damos, muito mais do que pelo que temos. O verdadeiro amor começa onde não espera nada em troca.

Mas para que você possa se dar, é preciso que você se possua. Ninguém dá o que não tem; ninguém dá aquilo que não possui; se você não se possui, não se domina, não têm o controle sobre as suas paixões, então, será difícil se doar aos outros. Esta é uma razão clara porque muitos são egoístas.

Alguém disse: Procurei a mim não me encontrei, procurei a Deus e não o encontrei, procurei o meu irmão e achei os três.

Amar é uma decisão consciente de ir ao encontro dos outros e dar-se a eles. Isto faz você feliz. Tudo aquilo que você encontra em seu caminho deve ser olhado como uma oportunidade de amar. O verdadeiro amor torna-nos livres porque nos liberta das coisas e de nós próprios.

Amar não é uma opção de momento, mas uma opção de cada momento. Não é um ato sentimental, é uma decisão. Jesus mandou que nos amássemos como Ele nos amou. E como Ele nos amou? Numa cruz. Não há nada de romântico e sensual numa cruz; mas há uma decisão.

O único “Império” que sobreviveu dois mil anos foi o que Jesus Cristo fundou sobre o amor, e até hoje milhões morreriam por ele. Só dura para sempre o que é feito por amor. O amor regozija-se com a felicidade do outro e dela faz a sua própria felicidade.

Duas coisas são necessárias para transformar uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios. Sabemos que não falta pão no mundo para todos se alimentarem; há muito mais do que o necessário, mas falta amor e os homens acabam carentes de pão.

Disse Madre Tereza de Calcutá que: “Um coração alegre é o resultado normal de um coração inundado de amor”.

Para amar é preciso estar disponível. Se alguém o procura com frio, é porque sabe que você tem o cobertor. Se alguém o procura com lágrimas, é porque sabe que você tem palavras de conforto. Se alguém o procura com dor, é porque sabe que você tem o remédio. Se alguém o procura com fome, é porque sabe que você tem alimento. Se alguém o procura com dúvidas, é porque acredita que você tem a orientação que ela precisa. Se alguém o procura com desânimo, é porque acredita que você tem fé. Ninguém chega por acaso a você!

Prof. Felipe Aquino

Surpresa! Papa celebra matrimônio de tripulantes durante voo no Chile

Paula Podest e Carlos Ciuffardi, os tripulantes que o Papa Francisco casou a bordo do voo no Chile. Foto: Álvaro de Juana (ACI Prensa)

No voo que o levou de Santiago para Iquique, na última etapa de sua viagem ao Chile, o Papa Francisco celebrou o matrimônio de dois tripulantes da companhia aérea Latam.

Paula Podest e Carlos Ciuffardi se aproximaram do Santo Padre para lhe pedir sua bênção e, no diálogo, contaram-lhe que estavam casados apenas no civil.

Eles não conseguiram celebrar o seu matrimônio religioso porque a sua igreja foi destruída no terremoto que atingiu o Chile em 2010. O casamento deveria ser celebrado em Santiago.

Ao ouvir esta história, o Pontífice propôs celebrar o seu matrimônio lá, no avião.

O dono da companhia aérea, Ignacio Cueto, foi testemunha do matrimônio.

Acidigital