Blog Comunidade Mãe Imaculada

As fases da conversão

6É muito comum, ouvir pessoas dizendo converta-se! Podemos dizer que essa é uma das palavras da moda, pelo fato de estar associada basicamente, à mudança de igreja, ou de fé. Frente a isso, observamos as pessoas declararem que “eu me converti”, mas a conversão não está associada à mudança de igreja, abraçando assim, outra fé, com muitos vinculam. Converter-se é algo imensamente maior que uma mudança de igreja ou adesão à determinada fé, converter-se é mudar de vida, é transformá-la, conforme a vida de Jesus, com relação a isso, São Paulo nos diz “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.” (Gl 2,20).

Nas Sagradas Escrituras é notório perceber que esse processo de conversão se dá durante a vida, na sua dinâmica diária e nos desafios que nelas estão impregnadas nestes processos instáveis da existência humana. Cada pessoa tem o seu tempo de conversão, visto a sua natureza, o seu comportamento e a sua pretensão em mudar de vida, deixando que Jesus possa nortear a sua vida e transformar a sua existência.

“Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas.

Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse:

Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?

Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam”. (Jo 12,1-8)

Observando esses trechos, podemos citar o caso de Maria, irmã de Lazaro. Segundo padre Léo, ela era uma prostituta e possivelmente usava o perfume de nardo, para atrair os seus clientes. Conforme a leitura acima, houve uma festa onde Lazaro e Marta estavam presentes, juntamente com Jesus. De repente chega Maria e se joga aos pés de Jesus derramando sobre eles o seu perfume, fazendo com que, o seu odor se espalhasse por toda a sala. A sua experiência com Jesus, foi o marco que serviu como um divisor de águas para a sua conversão. Poderíamos dizer que o perfume simbolizou a miséria do seu pecado foi impregnado pelo odor suave do amor e da misericórdia de Jesus, levando Maria a uma conversão profunda.

Outro personagem que merece relevância neste contexto é a pessoa de Judas, o mesmo que foi o traidor de Jesus. A Palavra diz que ele era ladrão e roubava da bolsa destinada ao dinheiro usado na propagação do Evangelho.

Essas duas pessoas falam muito para o povo de Deus hoje, pois, há muitas pessoas que se comportam como Maria ou Lázaro ambos conviveram com Jesus, presenciaram suas pregações e milagres, sabiam quem era Jesus, mas quando se fala do “abrir” o coração, para o amor de Deus que nos leva a nos converter, houve uma diferença, apesar do tempo de caminhada, ou seja, Maria se deixou guiar, enquanto Judas fechou o seu coração e cada vez mais exalava o odor fétido o pecado, ao contrário de Maria que a cada momento, se inebriava com o suave odor da santidade.

Essas são as fases da conversão, como estamos vivendo a nossa conversão e com quem estamos nos assemelhando?

Francisco Ribeiro Alves

Missionário – Comunidade Mãe Imaculada

Como permitir de forma adequada o uso do computador e da TV pelos filhos pequenos

Os pais devem procurar participar da tecnologia com seus filhos, assumindo o papel de “mentor de mídia”, ao invés de usar os computadores como babás

comp Recentemente, a Academia Americana de Pediatria (AAP) mudou suas recomendações de quanto tempo deve ser permitido ficar na frente do celular ou computador para crianças com até dois anos de idade. Eles “suspenderam a proibição” para crianças mais jovens.

Tentei limitar seriamente o tempo dos meus filhos. Há alguns anos eu li sobre a recomendação inicial da AAP que crianças menores de dois anos não deveriam ficar em frente ao celular ou computador, e com o meu primeiro filho eu era inflexível sobre isso. Até mesmo o Papa Francisco declarou na mídia social que passar muito tempo na frente dos computadores é um grande problema e pode afetar negativamente a vida familiar.

Muito tempo na frente dos computadores tem o potencial de nos levar para longe de nossas famílias, de nos expor e expor nossos filhos a conteúdos que podem ser prejudiciais e inúteis, pelo menos. Então toda vez que eu era “fraca” e deixava meu filho ficar no computador, eu ficava com um sentimento de culpa e vergonha sobre quebrar as regras de tecnologia. Agora, grávida do meu terceiro filho, eu relaxei um pouco, mas eu concordo que o computador pode ser fascinante para as crianças e pode ajudá-las a procurar experiências do mundo real que elas necessitam aprender para crescer.

Então, quando li pela primeira vez esta nova recomendação, eu pensei que a AAP apenas sucumbiu à pressão dos pais (ou talvez até mesmo a pressão de empresas de tecnologia!) para parar de se sentir culpada por algo tão presente em nossa cultura – quando, na realidade, muito tempo na frente do computador é inerentemente prejudicial.

Mas depois de aprofundar sobre a recente declaração da AAP sobre a questão, creio que realmente seja uma diferenciada orientação, e até mesmo o Papa provavelmente concordaria. A AAP certamente não está a favor de um uso da tecnologia sem critérios para todos. Em vez disso, a organização está se concentrando apenas em como usar as telas de computadores, celulares etc., de uma maneira que seja produtiva, educacional, de reforço moral e construção de relacionamento: a orientação agora diz que os computadores que são usados para conectar e comunicar estão liberados para as crianças e, além disso, os pais devem procurar participar da tecnologia com seus filhos, assumindo o papel de “mentor de mídia”, ao invés de usar os computadores como babás.

Esta é uma abordagem muito mais sensível do que simplesmente proibir toda e qualquer tecnologia antes de completar dois anos de idade – algo que muitos pais acham quase impossível de qualquer maneira, especialmente quando há irmãos mais velhos.

Dra. Jenny Radesky, membro do Conselho da AAP, disse em uma declaração recente que: “O objetivo é que os pais e cuidadores preparem as crianças para crescer em um mundo saturado de mídia, desde a infância (com conversas com vídeo), passando pela primeira infância (quando as aplicações devem ser escolhidas de forma sensata e utilizadas em conjunto com as crianças), chegando à pré-escola (quando os programas eficazes, tais como Vila Sésamo, podem ajudá-los a aprender comportamentos pró-sociais ou novas idéias para envolver suas mentes)”.

Outra especialista, Dra. Devorah Heitner, autora do novo livro Raising Digital Natives, concorda com a revisão das regras da AAP. “Eu não acho que a maioria dos pais estivessem apenas esperando a permissão para entregar o iPad aos seus filhos com 18 meses de idade, por isso é melhor reconhecer esse fato e olhar para a qualidade do tempo na frente do computador, ao invés de negar e fingir que não é acontecendo”.

Ela também afirma que, hoje em dia, o tempo no computador – especialmente para as crianças mais velhas – não é nada parecido com o tempo que tivemos na nossa infância. Ao invés de simplesmente sentar em frente à TV, a internet abriu novas formas infinitas de aprendizagem para as crianças – seja assistindo a um vídeo, seja criando um blog, se conectando com amigos, ou compondo uma música. O foco deve ser a aprendizagem ativa, criando e cooperando.

Eu confesso que como sendo mãe que trabalha em casa, às vezes meu padrão é ligar a televisão para que eu possa terminar meu trabalho. E enquanto esta situação não é ideal, é aceitável de vez em quando. Mas, ao invés de me sentir automaticamente culpada, eu acolhi a mudança da AAP e estou escolhendo uma programação de qualidade.

Eu também estou aliviada de poder usar o computador de outras formas em nossas vidas – às vezes nós temos festas familiares e usamos vídeos de música, olhamos vídeos ou fotos da surpreendente criação de Deus, conversamos ao vivo com familiares e amigos que estão distante, ou apenas assistimos a pandas adoráveis e cães hilariantes fazendo coisas engraçadas. São coisas boas que de alguma forma eu estou experimentando junto com a minha família. Ao invés de deixar a culpa me assombrar cada vez que uso a tecnologia de uma forma positiva e produtiva, eu estou escolhendo ser grata pelo acesso à família, aos amigos, às informações e todas as outras coisas boas e dignas disponíveis para nós por causa da tecnologia.

Ashley Jonkman –  Aleteia

Os 10 países onde os cristãos sofrem mais perseguição por sua

Os 10 países onde os cristãos sofrem perseguição extrema são: Coreia do Norte, Somália, Afeganistão, Paquistão, Sudão, Síria, Iraque, Irã, Iêmen e Eritreia. Em 41º lugar está o México e em 50º a Colômbia.

Esta informação aparece no estudo da organização ‘Open Doors’ (Portas Abertas) e foi apresentado no último dia 11 de janeiro em Madri (Espanha), no qual destaca também que um de cada 12 cristãos sofre uma grande perseguição, muito alta ou extrema por sua fé, no total dos 215 milhões de cristãos no mundo. Uma cifra que aumentou durante os últimos anos.

A lista Mundial da perseguição 2017, que inclui os dados desde o dia 31 de outubro de 2015 até a mesma data de 2016, foi apresentada na sede do ‘Open Doors’ na Espanha, junto com a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN).

¡LISTA MUNDIAL DE LA PERSECUCIÓN 2017! Conoce y difunde la realidad más actual y verificada de la persecución: https://www.puertasabiertas.org/noticias/Ultimas_noticias/2017/20170111_Lista_Mundial_de_la_Persecucion_2017 …

¡LISTA MUNDIAL DE LA PERSECUCIÓN 2017! Conoce y difunde la realidad más actual y verificada de la persecución: https://www.puertasabiertas.org/noticias/Ultimas_noticias/2017/20170111_Lista_Mundial_de_la_Persecucion_2017

O relatório foi realizado com pesquisa de peritos locais de 50 países e cataloga a perseguição segundo a pressão que os cristãos sofrem no âmbito privado familiar, social, eclesiástico e nacional.

Nestes 50 países habitam um total de 4.830 milhões de pessoas e o número aproximado de cristãos nesses países é de 650 milhões (13%). Desse total, a organização ‘Open Doors’ considera que 215 milhões (33%) sofrem um grau de perseguição “muito alto, alto ou extremo”.

Em 21 países dos 50 estudados, a população cristã vive um alto nível de perseguição. Em 41 países desses 50, os cristãos são uma minoria vulnerável, pois representam menos de 15% da população total.

A Coreia do Norte está liderando a lista mundial de perseguição pelo décimo sexto ano consecutivo por um “regime ditatorial sem precedentes em sua hostilidade” para os cristãos. De fato, é o país onde é mais perigoso ter uma bíblia, porque supõe “com quase total segurança o envio a um campo de trabalho forçado, em muitos casos não só a nível individual, mas para toda a família”. Também é onde é mais difícil ter um enterro cristão e onde os cristãos sofrem mais acusações de blasfêmia, pois não se ajoelhar ante as estátuas da família Kim é considerado como tal.

Em países como Somália, Afeganistão, Iêmen e Maldivas, as autoridades e as tribos, famílias e clãs têm como responsabilidade pessoal matar o cristão caso o encontrem com uma bíblia.

Em Maldivas, por exemplo, segundo precisa o relatório, apenas só é possível praticar o cristianismo ser for estrangeiro e sob estritas regulações, de maneira que “é impossível enterrar um familiar de maneira cristã e viver para contá-lo”.

O Iêmen está em 9º lugar, enquanto no relatório do ano passado estava em 11º. Segundo indica Boyd-MacMillan, neste país “a conversão a outra religião pode ser castigada com a morte. Os cristãos foram controlados ativamente e assassinados por tropas muçulmanas sunitas. A guerra causou uma grande mudança e aumento da perseguição e agora os perpetradores são principalmente os extremistas islâmicos”.

Segundo os dados deste novo estudo, a metade desses 215 milhões de cristãos perseguidos se concentra na Índia, Etiópia, Nigéria e China. Somente na Ásia há 100 milhões de cristãos perseguidos.

Segundo ‘Open Doors’, o auge do nacionalismo religioso causou uma intensa onda de perseguição de cristãos nos países do sul e sudeste asiático, pois é a região na qual a perseguição religiosa cresceu mais rápido.

No caso da Índia, o surgimento e chegada ao poder do partido Bharatiya Janata Party (BJP) em 2014 causou, segundo o relatório, o ardor nacionalista religioso hindu. Segundo declarou o diretor de Investigação Estratégica da ‘Open Doors International’, o doutor Ron Boyd-MacMillan, o nacionalismo religioso foi tomando força na Índia da década de 1990. “Os extremistas hindus estão realmente no poder, as multidões extremistas podem fazer o que quiserem no país e a Igreja cristã é grande, assim acontece uma grande quantidade de incidentes”, acrescenta.

Calcula-se que no norte da Índia vivem 40 milhões de cristãos entre a opressiva discriminação e a violência destruidora dos extremistas hindus.

‘Open Doors’ trabalha há mais de 60 anos a favor dos cristãos perseguidos por sua fé. A classificação anual dos 50 países que compõem a Lista Mundial da Perseguição é o resultado de uma investigação coordenada por ‘World Watch Research’ de Portas Abertas Internacional.

A metodologia e os resultados da lista Mundial da Perseguição são auditados de forma independente pelo International Institute for Religious Freedom.

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre apresentou em novembro de 2016 o seu relatório sobre a Liberdade Religiosa e coincide com o que foi realizado pela ‘Open Doors’ nos países onde há uma maior perseguição: Afeganistão, Arábia Saudita, Coreia do Norte, Iraque, Nigéria, Síria e Somália. Alguns dados variam entre ambos os relatórios, porque o da ACN é de junho de 2014 a junho de 2016, enquanto o da ‘Open Doors’ é do dia 31 de outubro de 2015 à 31 de outubro de 2016, e ambos recolheram e uniram dados segundo critérios diferentes, mas coincidem em sublinhar que o cristianismo é a religião mais perseguida em todo mundo.

Acidigital

Papa: “Igreja não anuncia si mesma, mas Jesus”

ppEm seu encontro com os fiéis na Praça São Pedro, neste domingo (15/01), o Papa explicou o sentido das palavras do Evangelho do dia proferidas por João Batista: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, às margens do Rio Jordão.

João sabe que o Messias está próximo

 Enquanto João batiza as pessoas, homens e mulheres de várias idades, ele afirma que o reino dos céus está próximo e que o Messias está para se manifestar. “Para isso, é preciso se preparar, se converter e se comportar corretamente”. O batismo é um sinal concreto de penitência. João sabe que o Consagrado está chegando e o sinal para reconhecê-lo é que Nele se pousará o Espírito Santo, que trará o verdadeiro batismo.

“Eis que naquele momento Jesus se apresenta às margens do rio, no meio do povo, dos pecadores, como nós. É o seu primeiro ato público, a primeira coisa que faz quando deixa sua casa de Nazaré: desce à Judeia, vai ao Jordão e se faz batizar por João Batista. Naquele momento, sobre Jesus desce o Espírito Santo em forma de pomba e a voz do Pai o proclama Filho predileto”.

João entende que se realiza o plano divino

João fica desconcertado pelo fato de o Messias se ter manifestado de modo tão impensável, em meio aos pecadores. O Papa explicou que iluminado pelo Espírito, João entende que assim se realizava a justiça divina, o plano de salvação de Deus, que “como Cordeiro de Deus, toma para si os pecados do mundo”.

Esta cena, segundo o Pontífice, é decisiva para a nossa fé e para a missão da Igreja, que deve indicar Jesus às pessoas, como fazem os padres na missa, todos os dias, quando apresentam o pão e o vinho aos fiéis como o Corpo e o Sangue de Cristo:

Igreja deve anunciar sempre Jesus e não si mesma

“Este gesto litúrgico representa toda a missão da Igreja, que não anuncia si mesma, mas anuncia Cristo! Ai da Igreja quando anuncia si mesma… perde a bússola, não sabe para onde ir. Ela não leva si mesma, mas leva Cristo, porque é Ele e somente Ele que salva o povo do pecado, o liberta e o guia rumo à terra da vida e da liberdade”.

Concluindo, o Papa rezou a oração mariana do Angelus e pediu a Maria, Mãe do Cordeiro de Deus, que nos ajude a crer Nele e a Segui-Lo.

Rádio Vaticano

Como um jovem manterá pura a sua vida?

jovens_altoCada vez mais o mundo tem oferecido caminhos totalmente anti-evangélicos para os nossos jovens, os quais parecem se moldar aos padrões do mundo por não conhecerem outra forma de viver sua juventude.

As novas gerações representam o futuro do mundo, elas trazem a esperança muitas vezes ofuscada pelas crises de um mundo secularizado e frio, mas Deus tem um projeto de vida maravilhoso para os jovens, pois dentro deles apesar dos obstáculos que encontram, possuem também uma imensa força interior para recomeçar.

 “Encontrar os jovens faz bem a todos! Talvez tenham tantas dificuldades, mas trazem consigo tanta esperança, tanto entusiasmo e tanta vontade de recomeçar. Jovens amigos, guardais dentro de vós próprios a dinâmica do futuro”(Discurso do Papa Bento XVI aos jovens no Estádio dos Coqueiros de Luanda- 2009).

Às vezes, caímos no risco de concordar com o falso entendimento que Juventude e Santidade são realidades antagônicas no mundo de hoje, mas trilhar o caminho da porta estreita nunca foi fácil em nenhum tempo, mas é algo possível e necessário “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo” (I Tessalonicenses 5,23).

Uma juventude santa é sinônimo de juventude bem vivida e muito mais feliz, pois somente em Deus está a nossa felicidade, Nele está escondida a nossa vida, não uma vida descartável, mas uma vida nova “… a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Colossenses 3,3)

Percebemos que os jovens estão perdendo o sentido real de suas vidas, presos a tantas ilusões, como se tudo fosse casual e efêmero, não conseguem extrair a importância das pequenas coisas que compõem sua história, por isso, às vezes, agem de forma inconsequente, como se não fossem prestar conta de seus atos “Jovem, rejubila-te na tua adolescência e, enquanto ainda és jovem, entrega teu coração à alegria. Anda nos caminhos do teu coração e segundo os olhares de teus olhos, mas fica sabendo que de tudo isso Deus te fará prestar conta” (Eclesiastes 11,9).

Desta forma, é preciso mostrar ao jovem o valor que ele tem para o Senhor e a força que o Espírito Santo deu a ele para vencer a sedução do mundo e todos os males que o inimigo oferece através das modas, das mentalidades, de alguns programas de televisão e outras formas de enganos “… jovens, eu escrevi, porque sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós e vencestes o maligno” (I João 14).

Os jovens podem ter uma vivência santa de sua juventude, sem perder a sua essência, o seu vigor, a sua alegria, mas canalizando todos os dons que fazem parte de sua identidade para uma vida nova e feliz. Assim serão exemplos num mundo frustrado pelas suas próprias escolhas erradas “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, para os que crêem, seja exemplo na conversa, na conduta, no amor, na fé e pureza” (I Timóteo 4,12).

 Maria de Fátima Moreira Alves

Cofundadora da Comunidade Mãe Imaculada

Arquidiocese do Rio nada recebe por visitas ao Cristo Redentor

Foto: Carlos Moioli

Foto: Carlos Moioli

A campanha “Amigos do Cristo, amigos de fé”, lançada na tarde do dia 13 de dezembro de 2016, já atingiu um de seus objetivos: o de desmentir a ideia de que a Arquidiocese do Rio recebe algum valor da bilheteria, cobrado pelo Parque Nacional da Tijuca, para quem visita o Monumento ao Cristo Redentor. A Igreja do Rio o administra e mantém desde 1934. Hoje, apenas com o apoio dos seguintes parceiros: Pirelli, Mastercard, Samsung, Ultrafarma e a Hyundai. O segundo objetivo da campanha, de acordo com o responsável pela administração do Cristo e vigário episcopal para Comunicação Social e Cultura da arquidiocese, cônego Marcos William Bernardo, é permitir que pessoas do mundo inteiro, entre católicas e leigas, possam ser amigos do Cristo. Ou seja, que abracem o Cristo e se tornem parceiros permanentes, tomando parte na administração do monumento.

“Quando se pensa no Cristo Redentor, não se pensa apenas na construção, na parte física. A construção, com sua manutenção, é um elemento. Mas por trás dela, existem diversas ações de assistência social. Essa campanha quer motivar as pessoas a abraçarem esse, que já está de braços abertos, para que possam também estar de braços abertos para ajudar o próximo, para levar um pouco de conforto àqueles que nada têm”, pontuou o sacerdote.

Dentre as ações desenvolvidas com a ajuda dos parceiros do Cristo Redentor, está a “Ação de Amor do Cristo Redentor”, um projeto que apóia e desenvolve ações que favorecem o acesso à rede de serviços básicos por pessoas carentes. Além disso, o Cristo ajuda à Casa Maternal Mello Mattos, situada no Jardim Botânico, que cuida de crianças vítimas da violência doméstica. Também são parte das ações do Cristo as iluminações especiais visando à conscientização sobre diversos temas relevantes e a manutenção do Sistema de Comunicação da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Cidadania

Segundo cônego Marcos, só na gestão dele, que teve início em 2005, foram gastos cerca de R$ 13 milhões na manutenção do monumento. Mas para ele, o que realmente incomoda é o fato de que as pessoas mais carentes não conseguem pagar o valor cobrado para acesso ao santuário.

Para solucionar esse problema, o vigário episcopal criou, já no início de sua gestão, as peregrinações, feitas através de credenciamento de paróquias junto ao Santuário do Cristo Redentor, por meio do site www.cristoredentoroficial.com.br. Assim, com suas próprias vans ou carros, as paróquias podem levar os fiéis a visitarem o santuário sem que nenhuma taxa seja cobrada. Desde 2005, a estimativa é de que 100 mil pessoas já tenham tido acesso ao Cristo através da peregrinação.

“Nós repudiamos o fato de muitas pessoas não terem tido a chance de ir ao Cristo porque não têm dinheiro para subir. Por isso, fazemos questão de manter as peregrinações, porque é uma maneira de desenvolvermos a cidadania. As pessoas têm direito de visitar o monumento”, afirmou. “Assim, aquela senhora que nunca foi ao Cristo Redentor tem a oportunidade de ir e se sentir como qualquer outra pessoa que tenha pagado. Ela é uma peregrina e desfruta da beleza do Cristo tanto quanto os outros”, concluiu.

O limite diário de peregrinos é de 50 pessoas e o agendamento deve ser feito pelas paróquias junto ao Santuário do Cristo Redentor.

Objetivo maior

Cônego Marcos explicou que a campanha visa alcançar um objetivo maior, que é manter vivo o valor intangível que o Cristo Redentor tem.

“Quem não se sente acolhido pelo Cristo Redentor? Quem não se sente envolvido por uma magia quando está no platô do Cristo Redentor? E nem precisa estar lá, só de olhar e ver que ele está ali, o carioca já se sente protegido. Por isso precisamos tomar parte nessa campanha”, incentivou.

Arqrio – Arquidiocese do Rio de Janeiro

A pedra que se transformou em pérola

Uma fábula que nos mostra como todos nós temos muito de pedra e de pérola, mas o amor é capaz de nos fazer brilhar

perolaSempre gostei de dizer para Deus que quero construir uma casa para Ele. Que a minha vida seja transformada em moradia dele. Uma casa na qual Ele e todas as pessoas possam descansar. Uma casa aberta. Uma casa transparente. Uma casa cheia de alma, da sua presença. Uma casa sem grades, vulnerável, onde seja possível entrar e roubar. Uma casa simples e cheia de luz.
Nossa própria vida pode ser esta casa. Muitas vezes, eu quis construir essa casa sozinho, mas sua ajuda, com minhas mãos fracas. Achei que eu era forte e que podia fazer isso sozinho.
Ergui os braços querendo segurar a vida nas minhas mãos, obcecado com ganhar, negando minha fraqueza. Ocultando feridas por medo de fracassar, de ser rejeitado. Pretendi ser arquiteto, pedreiro, carpinteiro e eletricista, deixar tudo perfeito, sem erros, sem manchas.
Eu quis ser tudo, até perceber que isso era impossível. E caí. Não consigo sozinho. Esta casa só pode ser construída com Deus. Ele trabalha a minha pedra e tira o melhor dela. Nossa vida é sempre assim. Ele constrói a partir da nossa terra.
Há algum tempo, escrevi um pequeno conto. Pensava na minha própria vida, em Deus:
“Certo diz, um homem encontrou uma pedra debaixo da terra. Parecia uma pedra normal, mas não era. Ele gostou da pedra porque agora ela era dele. No começo, pensou que era uma pedra como as outras. Mas, com o tempo, deixou de sê-lo, porque o carinho faz que as coisas sejam diferentes, únicas.
Ele a guardou no bolso. Os anos passaram e ele sempre carregava a pedra consigo. Tocava-a em momentos de temor. Usava-a para tranquilizar sua alma inquieta. Apertava-a nas dificuldades. A pedra sempre estava com ele. E ele sempre estava com ela.
Um dia, já idoso, ele pegou a pedra à luz da lua. E a pedra começou a brilhar. Ele não entendi muito. Porque a vida é assim, não a entendemos muito. Mas ele se comoveu. E olhou para ela, feliz.
Era sua pedra, mas ao mesmo tempo não era. Ele viu em seu interior uma beleza que nunca havia percebido antes. Surpreso, beijou-a. E, dentro da sua alma, algo desse brilho ficou para sempre. Essa pedra vulgar que ele um dia encontrou, na verdade, nunca foi uma pedra.
amor faz que as coisas não sejam vulgares. Essa pedra era uma pérola preciosa; seu uso, seu amor, o tato e o carinho haviam mostrado a beleza antes escondida. Essa beleza sagrada que só têm as coisas que amamos. Era uma pedra preciosa.
O segredo era que o homem sempre olhou para ela como uma pérola. Amou-a como a uma pérola. Tratou-a como uma pérola. Acariciou-a como uma pérola. Tanto foi assim, que a pedra, um pouco tosca no início, acabou acreditando que em seu interior havia luz, e descobriu que podia chegar a ser uma pérola.
A maior alegria da pedra foi poder dar luz a ele, poder embelezar um pouco sua vida, dar-lhe calor nos dias frios, sustentar seus passos. Brilhava sob seu olhar, porque seus olhos, cheios de vida, eram um motivo para continuar iluminando o mundo. Sem esse olhar, a pedra tampouco poderia viver e chegar a ser uma pérola.”
Gosto desse conto da pedra e da pérola. A pedra pode ser Deus, podemos ser nós, pode ser a vida. A pedra são as pessoas que souberam amar em seu caminho. A pedra é nosso coração duro e mole, bruto e precioso.
Na verdade, todos nós temos muito de pedra e de pérola. Mas o amor nos torna brilhantes. O amor transforma a pedra em pérola. O desprezo e o ódio nos tornam toscos, duros, escuros.
Deus pode trabalhar a pedra da minha alma e fazer dela uma pérola com brilho para iluminar muitas pessoas. Só assim posso pensar em construir uma nova casa. Uma casa aberta para as pessoas. Uma casa, um lar, um espaço sagrado.
Só contando com que Deus trabalhe minha pedra, minha pérola. Ele acredita em mim. E, quando Ele constrói, a obra parece fácil. Ele modela as pedras, minha pedra, minha alma. Sabe esculpir seu rosto em meu rosto com amor. Terá de me transformar, pois assim será mais fácil. Dói, mas vale a pena.

Padre Carlos Padilla